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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Libertadores 2017: Os participantes da 1ª fase

A nossa postagem de hoje falará dos clubes que disputarão a primeira fase eliminatória. Serão seis times divididos em três confrontos onde os vencedores se juntarão aos outros já pré-classificados na segunda fase eliminatória. Esses seis times são os piores classificados dos seguintes países: Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Dois times estiveram na edição passada, casos do atual vice-campeão Independiente del Valle-EQU e do Deportivo Táchira-VEN, que conseguiu passar da fase de grupos.


E1 Universitário de Sucre-BOL x Montevidéu Wanderers-URU
E2 Deportivo Municipal-PER x Independiente del Valle-EQU
E3 Deportivo Capiatá-PAR x Deportivo Táchira-VEN



 Club Centro Deportivo Municipal-PER

1 participação
6 jogos – 6 derrotas
3 gols a favor e 12 contra (saldo de -9)
0 ponto – 197° no ranking (22° e último entre os peruanos)

1ª fase 1982

Mais enfrentou três times diferentes (2 vezes cada)
Maior derrota 0x3 Sol de América-PAR (1982 – 1ª fase)

Você sabia?
Pior clube peruano no ranking da Libertadores, o Deportivo Municipal é uma das quatro equipes que jamais somaram um pontinho sequer na principal competição sul-americana, ao lado do Estudiantes Tecos-MEX, Deportivo Pasto-COL e Everest-EQU.


Deportivo Táchira Fútbol Club-VEN

18 participações
113 jogos – 22 vitórias, 30 empates e 61 derrotas
100 gols a favor e 201 sofridos (saldo de -101)
96 pontos – 50° no ranking (1°entre os venezuelanos)

Quartas 2004
Oitavas 1989, 1991 e 2016
1ª fase 1980, 1982, 1983, 1985, 1987, 1988, 2001, 2005, 2009 e 2015 
Fase Pré 2006, 2007 e 2010

Freguês Marítimo-VEN (nenhuma derrota em 6 jogos)
Algoz Palmeiras (4 derrotas em 4 jogos)
Mais enfrentou Marítimo-VEN (6J - 3V, 3E), Tolima-COL (6J - 1V, 2E, 3D) e Cerro Porteño-PAR (6J - 1V, 2E, 3D)

Maior vitória 3x0 Estudiantes de Mérida-VEN (1987 – 1ª fase), 3x0 Sol de América-PAR (1989 – oitavas) e 3x0 Nacional-URU (2004 – oitavas)
Maior derrota 0x6 Santo André (2005 – 1ª fase) e 0x6 Corinthians (2012 – 1ª fase)

Você sabia?
Das 56 partidas que fez como visitante em Libertadores o Deportivo Táchira venceu apenas quatro, sendo três na Venezuela e apenas uma fora de seu país, na edição de 2009 quando venceu o Guaraní no Paraguai.




Club Social e Deportivo Independiente del Valle-EQU

3 participações
24 jogos – 11 vitórias, 5 empates e 8 derrotas
31 gols a favor e 29 contra (saldo de 2 gols)
38 pontos – 80° no ranking (7°entre os equatorianos)

Vice-campeão 2016
1ª fase 2014
Fase Pré 2015

Freguês times argentinos em mata-matas (2 classificações em 2 confrontos)
Algoz times brasileiros atuando no Brasil (2 derrotas em 2 jogos)
Mais enfrentou 12 clubes diferentes (2 vezes cada)

Maior vitória 2x0 Melgar-PER (2016 – 1ª fase) e 2x0 River Plate-ARG (2016 – oitavas)
Maior derrota 0x4 Estudiantes-ARG (2015 – Fase Pré)

Você sabia?
42° finalista da Libertadores e atual vice-campeão com apenas três participações, o time equatoriano também entrou para a história por ser o único dentre todos os mais de duzentos participantes da Libertadores que conseguiu eliminar a dupla argentina Boca-River numa mesma edição, isso no ano passado (River nas oitavas e Boca nas semifinais).



Montevidéu Wanderers Fútbol Club-URU

7 participações
43 jogos – 14 vitórias, 11 empates e 18 derrotas
54 gols a favor e 58 contra (saldo de - 4)
53 pontos – 63° no ranking (4°entre os uruguaios)

Oitavas 2002 e 2015
1ª fase 1975, 1983, 1986 e 1988
Fase Pré 2008

Freguês clubes paraguaios (nenhuma derrota em 4 jogos)
Algoz Boca Jrs-ARG (5 derrotas em 6 jogos)
Mais enfrentou Peñarol-URU (6J – 2V, 2E, 2D) e Boca Jrs-ARG (6J – 1V, 5D)

Maior vitória 4x0 Unión Huaral-PER (1975 – 1ª fase)
Maior derrota 0x3 Millonarios-COL (1988 – 1ª fase) e 0x3 Boca Jrs (2015 – 1ª fase)

Você sabia?
A maior vitória do Wanderers em Libertadores foi justamente a primeira do clube uruguaio válido pela competição, um 4 a 0 frente aos peruanos do Unión Huaral em 1975.



Club Deportivo Universitário de Sucre-BOL

2 participações
14 jogos – 2 vitórias, 6 empates e 6 derrotas
8 gols a favor e 14 contra (saldo de - 6)
12 pontos – 137° no ranking (9° entre os bolivianos)

Oitavas 2015
1ª fase 2009

Freguês Mineros de Guayana-VEN (2 vitórias em 2 jogos)
Algoz Cruzeiro (3 derrotas em 4 jogos)
Mais enfrentou Cruzeiro (4J - 1E, 3D)

Maior vitória 2x0 Mineros-VEN (2015 - 1ª fase)
Maior derrota 1x3 Deportivo Quito-EQU (2009 - 1ª fase)

Você sabia?
Apesar de ter sido derrotado por quase a metade dos jogos que fez em Libertadores, o Universitário conseguiu ficar seis jogos sem perder: a série invicta começou na última rodada da fase de grupos de 2009 ao empatar sem gols com o Estudiantes-ARG e terminou também na última rodada da fase de grupos, mas de 2015 quando perdeu para o Cruzeiro por 2 a 0, resultado que mesmo assim o classificou para as oitavas



Club Deportivo Capiatá-PAR

Estreante

Você sabia?
Estreante em Libertadores, o Deportivo Capiatá aprontou pra cima do Boca Jrs-ARG na Copa Sul-Americana de 2014 - até então sua única participação em torneios internacionais – ao vencê-lo em plena Bombonera (1x0). Mas na volta os argentinos deram o troco pelo mesmo placar e depois eliminaram o time paraguaio nos pênaltis. 


confrontos entre os times da 1ª fase em Libertadores
jamais se enfrentaram


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sul-Americano Sub-20 2017

Começa amanhã no Equador mais uma edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol Sub-20, torneio que qualificará quatro seleções para o Mundial Sub-20 que será disputado na Coreia do Sul. Dez seleções participarão dessa que será a edição de número 28 e que pela terceira vez será realizada no Equador.
Na primeira fase as dez seleções são divididas em dois grupos de cinco times cada. No Grupo A com sede nas cidades de Riobamba e Ambato estarão Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Paraguai, enquanto que no Grupo B sediado em Ibarra jogarão Argentina, Bolívia, Peru, Uruguai e Venezuela. Ao final da primeira fase, as três primeiras colocadas de cada grupo avançam para a fase final que terá como sede a capital Quito, onde se enfrentarão em turno único. Ao final das cinco rodadas, quem somar mais pontos será o campeão e as quatro primeiras do hexagonal final garantirão vaga para o Mundial Sub-20.
Nosso blog trará os resultados em quatro datas: nos dias 24 (após a terceira rodada) e 29 de janeiro (ao fim da primeira fase) e nos dias 06 (após a terceira rodada da fase final) e 12 ou 13 de fevereiro (ao término da competição).


Grupo A (Riobamba – Estádio Olímpico e Ambato – Estádio Bellavista)
Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Paraguai

Grupo B (Ibarra – Estádio Olímpico)
Argentina, Bolívia, Peru, Uruguai e Venezuela


jogos da primeira fase

18/01 quarta-feira (amanhã)
Colômbia x Paraguai
Equador x Brasil

19/01 quinta-feira
Uruguai x Venezuela
Argentina x Peru

20/01 sexta-feira
Brasil x Chile
Equador x Colômbia

21/01 sábado
Peru x Bolívia
Argentina x Uruguai

22/01 domingo
Brasil x Paraguai
Equador x Chile

23/01 segunda-feira
Peru x Venezuela
Argentina x Bolívia

24/01 terça-feira
Paraguai x Chile
Colômbia x Brasil

25/01 quarta-feira
Venezuela x Bolívia
Uruguai x Peru

26/01 quinta-feira
Colômbia x Chile
Equador x Paraguai

27/01 sexta-feira
Uruguai x Bolívia
Argentina x Venezuela


Fase final (Quito – Estádio Olímpico Atahualpa)

30/01 segunda-feira
2° do A x 3° do B
1° do B x 2° do B
1° do A x 3° do A

02/02 quinta-feira
2° do A x 2° do B
1° do B x 3° do A
1° do A x 3° do B

05/02 domingo
3° do A x 3° do B
1° do B x 2° do A
1° do A x 2° do B

08/02 quarta-feira
1° do A x 2° do A
1° do B x 3° do B
2° do B x 3° do A

11/02 sábado
2° do B x 3° do B
2° do A x 3° do A
1° do A x 1° do B


história

A primeira edição do Sul-Americano Sub-20 foi disputada na Venezuela em 1954 com limite de idade de 19 anos, alterada para vinte na oitava edição em 1977, mesmo ano da primeira edição do Mundial Sub-20. Desde 2007 serve também para indicar as seleções sul-americanas que disputarão o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos.
O Brasil é o maior vencedor, tendo conquistado onze títulos, seguido do Uruguai (sete). Argentina com cinco conquistas, Colômbia com três e Paraguai com um título são as outras seleções vitoriosas. Dentre os não-campeões, o Chile é o único a alcançar o vice-campeonato.
Das vinte edições em que o Sul-Americano serviu de classificatório para o Mundial a partir de 1977 o Brasil só não se classificou em 1979 e 2013; a Argentina ficou de fora em seis oportunidades e o Uruguai em sete. Por outro lado, Bolívia e Peru jamais se classificaram para o Mundial.
Já em se tratando de sediar a competição, o Brasil que é o maior vencedor, curiosamente é o único país sul-americano que jamais organizou o torneio. Os recordistas em receber a competição são Paraguai, Colômbia e Venezuela, em quatro oportunidades cada.
No ranking histórico da competição, a liderança pertence ao Brasil com 375 pontos, 54 a mais que o segundo colocado Uruguai. A seleção brasileira é a que mais jogou ao lado dos uruguaios, a que mais venceu, a que menos perdeu, a que mais gols anotou e a de melhor saldo. Já a lanterna do ranking pertence a Bolívia, seleção com menos pontos, jogos e vitórias; o Chile foi o que mais perdeu e que teve a defesa mais vazada enquanto que o pior saldo de gols pertence a Venezuela.


os campeões

11 títulos
Brasil (1974, 1983, 1985, 1988, 1991, 1992, 1995, 2001, 2007, 2009 e 2011)

7 títulos
Uruguai (1954, 1958, 1964, 1975, 1977, 1979 e 1981)

5 títulos
Argentina (1967, 1997, 1999, 2003 e 2015)

3 títulos
Colômbia (1987, 2005 e 2013)


os países-sedes

4 vezes
Colômbia (1964, 1987, 1992 e 2005)
Paraguai (1967, 1971, 1985 e 2007)
Venezuela (1954, 1977, 1991 e 2009)

3 vezes
Chile (1958, 1974 e 1997)
Argentina (1988, 1999 e 2013)
Uruguai (1979, 2003 e 2015)
Equador (1981, 2001 e 2017)

2 vezes
Bolívia (1983 e 1995)
Peru (1975 e 2011)


ranking de pontos

375 Brasil (181J - 113V, 36E, 32D - 372GP, 143GC)
321 Uruguai (181J - 89V, 54E, 38D - 299GP, 172GC)
309 Argentina (171J - 87V, 48E, 36D - 285GP, 180GC)
249 Paraguai (158J - 70V, 39E, 49D - 267GP, 206GC)
208 Colômbia (149J - 57V, 37E, 55D - 187GP, 194GC)
177 Chile (149J - 49V, 30E, 70D - 218GP, 251GC)
112 Peru (124J - 28V, 28E, 68D - 143GP, 269GC)
 96 Equador (109J - 24V, 24E, 61D - 106GP, 191GC)
 78 Venezuela (108J - 18V, 24E, 66D - 100GP, 245GC)
 44 Bolívia (92J - 10V, 14E, 68D - 83GP, 199GC)



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Regulamentos da Libertadores ao longo do tempo

Boa noite, depois de alguns dias de ausência o blog está de volta trazendo o que de melhor acontece no futebol sul-americano, com números, dados, estatísticas e curiosidades das competições do nosso continente.
E pra começar o ano de 2017 listamos pra você o regulamento da Copa Libertadores ao longo do tempo (formatos, número de participantes, fases etc) aproveitando que a edição desse ano traz várias novidades já postadas no mês passado:


1960 - 7 times de 7 países

Na primeira edição jogaram apenas sete clubes de sete países diferentes. Ficaram de fora representantes do Equador, Peru e Venezuela. Seis clubes se enfrentavam na primeira fase de mata-matas onde os três vencedores se juntavam a um time já pré-classificado as semifinais definido através de sorteio, e depois os vencedores decidiam o título.


1961 - 9 times de 9 países

Estrearam os representantes do Equador e Peru. Dois times se enfrentaram numa fase preliminar onde o vencedor juntou-se aos sete já pré-classificados. A partir daí, mata-mata até a final.


1962 - 10 times de 9 países

A partir daqui o campeão da edição anterior garante a vaga automaticamente, o que fez com que tivemos pela primeira vez duas equipes do mesmo país. Novamente venezuelanos ficaram de fora. Nove times foram divididos em três grupos de três onde apenas os campeões de cada grupo avançaram as semifinais, fase essa em que entra o detentor do título. No caso de classificação de duas equipes do mesmo país, obrigatoriamente teriam que se enfrentar nas semifinais.


1963 - 9 times de 8 países

Ficaram de fora clubes da Bolívia e Venezuela. Na primeira fase oito times formaram três grupos, um com dois times e os outros dois grupos com três. Os três vencedores se juntaram ao campeão da edição anterior nas semifinais. Pela primeira vez a final foi em três partidas, isso passou a acontecer até a edição de 1987 no caso de empate por pontos entre os finalistas (dois empates ou uma vitória para cada lado). O time de melhor saldo jogava pelo empate na terceira partida.


1964 - 11 times de 10 países

Foi a primeira edição a ter todos os países filiados a Conmebol presentes, com a estréia da Venezuela. Dois times disputaram uma fase preliminar onde o vencedor se juntou aos oito pré-classificados formando três grupos de três. Os campeões de cada grupo juntaram-se ao campeão da edição anterior formando as semifinais, e depois a final.


1965 - 10 times de 9 países

Os colombianos ficaram de fora. Nove times formaram na primeira fase três grupos e três onde os campeões avançaram a semifinal ao juntarem-se com o detentor do título.


1966 - 17 times de 8 países

Os vice-campeões nacionais passam a disputar o torneio, o que fez com que brasileiros e colombianos - descontentes com a mudança - boicotassem a Libertadores. Tivemos a primeira fase com três grupos: um com quatro times e os outros dois com seis. Os dois primeiros de cada grupo se classificaram e ao juntar-se com o campeão do ano anterior formaram dois grupos, um com quatro e outro com três, onde os campeões de cada grupo decidiram o título.


1967 - 19 times de 10 países

Com a volta de brasileiros e colombianos, a Libertadores voltou a ter os dez países da Conmebol representados, embora houvesse apenas um clube do Brasil. Tivemos três grupos: um com cinco, um com seis e o outro com sete times. A partir daí a fórmula de disputa passou a ser a mesma do ano anterior.


1968 - 21 times de 10 países

Tivemos o triplo de participantes da primeira edição. Vinte times foram divididos em cinco grupos de quatro times, classificando-se os dois primeiros de cada grupo. Na segunda fase os dez times foram novamente divididos em grupos, um com quatro e os outros dois com três. Os primeiros de cada grupo se juntaram ao campeão do ano anterior nas semifinais e depois os vencedores decidiram o título.


1969 - 17 times de 9 países

De novo clubes brasileiros ficaram de fora, seguidos pelos argentinos, sendo que esses indicaram apenas o campeão da edição anterior. Dezesseis times formaram quatro grupos de quatro classificando os dois primeiros. Os oito times voltaram a ser divididos em grupos (um com dois times e dois com três) onde apenas o campeão avançava as semifinais.


1970 - 19 times de 9 países

Os argentinos voltaram e os brasileiros continuaram de fora. Tivemos três grupos de quatro times e um com seis. A partir daí o torneio passou a ter a mesma fórmula do ano anterior.


1971 a 1987 - 21 times de 10 países

A fórmula que durou por mais tempo: vinte times divididos em cinco grupos de quatro onde apenas o campeão se classificava para a próxima fase. Os cinco times classificados se juntavam ao campeão da edição anterior e formavam dois grupos de três times. Os campeões de cada triangular, chamado de fase final decidiam o título. Nesse período foi instituída a decisão por pênaltis em caso de empate na final. Mesmo com a desistência de alguns países ou clubes em três edições a formula manteve-se inalterada: em 1972 tivemos apenas um representante do Uruguai e com isso um dos grupos teve três times; já nos anos de 1973 e 1986 não tivemos representantes venezuelanos, e com isso tivemos um grupo com apenas dois times, e do mesmo país.


1988 - 21 times de 10 países

A fase de grupos continuou inalterada, mas agora se classificam as duas melhores equipes de cada grupo ao invés só do campeão. As dez equipes se enfrentam em um mata-mata onde os cinco vencedores se juntam ao atual campeão, formando três chaves eliminatórias. Os vencedores e o melhor entre os perdedores avançam as semifinais e final. A terceira partida decisiva é abolida, no caso de empate em pontos o principal critério passa a ser o saldo de gols, persistindo o empate o campeão sairá nos pênaltis.


1989 a 1997 - 21 times de 10 países

A partir dessa edição não só os dois primeiros, mas também os terceiros de cada grupo se classificavam as oitavas. Os quinze se juntavam ao campeão da edição anterior e se enfrentavam em oitavas, quartas, semifinais e depois os vencedores faziam a final. Em 1990 não tivemos representantes colombianos (somente o detentor do titulo Atlético Nacional-COL), com isso um dos grupos teve apenas dois times. Dois anos depois o campeão do ano anterior (Colo Colo-CHI) entrou direto na primeira fase e seu grupo teve cinco times, com quatro avançaram as oitavas.


1988 e 1999 - 23 times de 11 países

A partir de 1998 clubes mexicanos passaram a disputar a Libertadores. Seus dois representantes jogavam um quadrangular com dois times venezuelanos, país pior colocado no ranking. Os dois vencedores garantiram vaga na fase de grupos, e a partir daí a fórmula seguia a dos anos anteriores.


2000 a 2003 - 34 times de 11 países

A grande mudança: Brasil e Argentina passaram a ter duas vagas a mais enquanto que Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai apenas uma. Clubes venezuelanos e mexicanos continuavam a ter apenas dois representantes cada, e disputando entre si duas vagas na fase preliminar. O campeão passou a entrar na fase de grupos e caiu a obrigatoriedade de dois times do mesmo país não poder decidir o título. Além disso, extinguiram-se os pares de clubes do mesmo país na formação dos grupos. A primeira fase passou a ter oito grupos de quatro com os dois primeiros se classificando para as oitavas, depois quartas, semifinal e final.


2004 - 36 times de 11 países

Brasil e Venezuela ganham mais uma vaga cada e a fase preliminar que participavam clubes venezuelanos e mexicanos é extinta, com esses países tendo seus representantes entrando na fase de grupos. Os 36 times foram divididos em nove grupos de quatro times, classificando-se para os mata-matas os campeões de cada grupo mais os cinco melhores segundos colocados. Os quatro piores segundos colocados participaram de uma repescagem onde os dois vencedores também avançaram as oitavas. E a partir daí mata-mata ate a final.


2005 a 2016 – 38 times de 11 países

Argentina e México ganham mais uma vaga. Os piores classificados dos países mais o segundo pior do país campeão (totalizando doze clubes) passaram a disputar uma fase preliminar, chamada de Pré-Libertadores. Após essa fase eliminatória, os seis vencedores se juntam aos 26 times já pré-classificados, formando oito grupos de quatro times com os dois primeiros avançando aos mata-matas.
A partir de então, o critério do gol marcado fora de casa passou a ser utilizado menos na final, que passou a ter prorrogação antes das penalidades em caso de igualdade de pontos e saldo. Em 2007 ficou definido que clubes do mesmo país não poderiam mais decidir o título, tendo que se enfrentar até as semifinais, como era até 1987.
Com a suspensão de dois clubes mexicanos nas oitavas da edição de 2009 devido a um surto de H1N1 que assolava aquele país, no ano seguinte esses times entraram diretamente nas oitavas, fazendo com que classificassem da fase de grupos apenas seis dos oito segundos colocados. E a última alteração foi em 2010 com a entrada do campeão da Copa Sul-Americana do ano anterior, na vaga do pior classificado de seu país na fase Pré.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Campeões de 2016 pela América do Sul

E na última postagem do ano o blog lista pra você todos os campeões da América do Sul, e Feliz 2017 a todos que nos prestigiaram, que curtiram nossa página no Facebook, enviaram mensagens com elogios, solicitações, correções, críticas, pedidos de matérias enfim... muito obrigado a todos vocês!


Seleções

Copa América Centenário Chile
Jogos Olímpicos Brasil


Clubes

Copa Libertadores Nacional-COL
Copa Sul-Americana Chapecoense
Recopa Sul-Americana River Plate-ARG
Copa Suruga Bank Santa Fé-COL
Copa Libertadores Sub-20 São Paulo


Competições nacionais

Aqui postamos não só os campeões nacionais como também os vencedores das Copas, Supercopas e das divisões inferiores:


Argentina

1ª Divisão Lanús (Primera División)
Copa Argentina River Plate
Supercopa Argentina San Lorenzo
2ª Divisão Talleres (Primera B Nacional)
3ª Divisão Flandria (Primera B Metropolitana) e San Martín de Tucumán (Torneo Federal A)
4ª Divisão Excursionistas (Primera C)
5ª Divisão El Porvenir (Primera D)


Bolívia

1ª Divisão Jorge Wilstermann (Clausura 2015-2016) e The Strongest (Apertura 2016-2017)
2ª Divisão Guabirá


Brasil

1ª Divisão Palmeiras (Série A)
Copa do Brasil Grêmio
2ª Divisão Atlético Goianiense (Série B)
3ª Divisão Boa Esporte (Série C)
4ª Divisão Volta Redonda (Série D)


Chile

1ª Divisão Universidad Católica (Clausura 2015-2016 e Apertura 2016-2017)
Copa Chile Colo Colo
Supercopa Chilena Universidad Catolica
2ª Divisão Temuco (Primera B)
3ª Divisão Deportes Valdivia (Segunda División)
4ª Divisão Provincial Osorno (Tercera A)
5ª Divisão Provincial Ovalle (Tercera B)


Colômbia

1ª Divisão Independiente Medellín (Apertura) e Santa Fé (Finalización)
Copa Colômbia Nacional
Supercopa Colombiana Nacional
2ª Divisão América de Cali (Primera B)


Equador

1ª Divisão Barcelona (Série A)
2ª Divisão Maracá (Série B)
3ª Divisão América de Quito (Segunda Categoria)


Paraguai

1ª Divisão Libertad (Apertura) e Guarani (Clausura)
2ª Divisão Independiente de Campo Grande (Intermediaria)
3ª Divisão Martín Ledesma (Primera B)
4ª Divisão Club 22 de Setiembre (Primera Nacional B)
5ª Divisão Pilcomayo (Primera C)


Peru

1ª Divisão Sporting Cristal (Descentralizado)
Copa Peru Sport Rosário
2ª Divisão Academia Cantolao (Segunda División)


Uruguai

1ª Divisão Peñarol (Primera División 2015-2016) e Nacional (Transición 2016)
2ª Divisão Rampla Jrs (Segunda División) e El Tanque Sisley (Especial 2016)
3ª Divisão Cerrito (Segunda División Amateur 2015-2016)


Venezuela

1ª Divisão Zamora (Primera División)
Copa Venezuela Zuliá
2ª Divisão Metropolitanos (Segunda División)
3ª Divisão Yracruz (Tercera División)


Futebol feminino

Também listamos os campeões do futebol feminino, tanto a nível de clubes como de seleções e também os campeões nacionais. Os países que não foram mencionados ainda estão com seus campeonatos em andamento e entrarão pelo ano que vem:

Sul-Americano Sub-17 Venezuela
Copa Libertadores Feminina Sportivo Limpeño-PAR

Argentina UAI Urquiza
Bolívia San Martín de Porres
Brasil Flamengo
Chile Universidad de Chile (Apertura) e Colo Colo (Clausura)
Colômbia Generaciones Palmiranas
Paraguai Sportivo Limpeño
Peru Universitário



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Os participantes da Copa Sul-Americana 2017

Semana passada postamos os times participantes da Copa Libertadores do ano que vem e hoje postaremos os da Copa Sul-Americana. A edição 2017 terá ao todo 54 participantes, sendo que 44 provenientes dos dez países filiados a Conmebol mais dez times que virão da Copa Libertadores.
Todos os países continuarão com o mesmo número de vagas até a edição desse ano com exceção do Brasil que perdeu duas vagas, passando a ter o mesmo da Argentina (seis cada) e os outros oito países com quatro. O detentor do título deixa de disputar a competição, o que vinha ocorrendo desde a criação do torneio.
Na fase inicial as 44 equipes serão sorteadas e divididas em 22 chaves eliminatórias em confrontos de ida e volta com os vencedores classificando para a próxima fase. Na fase seguinte esses 22 times se juntam aos dez vindo da Copa Libertadores, sendo os dois melhores colocados entre os eliminados da terceira fase eliminatória e os oito times que terminarem na terceira colocação em seus respectivos grupos, totalizando 32 times. A partir daí, eliminatórias em ida e volta até sobrarem os dois que decidirão o título.
Oito clubes farão a estreia esse ano: Defensa y Justicia-ARG, Club Petrolero-BOL, Patriotas-COL, Fuerza Amarilla-EQU, Comerciantes Unidos-PER, Boston River-URU, Atlético Venezuela-VEN e Estudiantes de Caracas-VEN, este último um fato bem curioso, pois foi rebaixado para a segunda divisão venezuelana mas que garantiu vaga graças a copa nacional de seu país.
Segue abaixo os 44 participantes da edição 2017 da Copa Sul-Americana e como cada um se classificou:


Argentina
Independiente (6° colocado do Primera División 2016)
Arsenal (7° colocado do Primera División 2016)
Defensa y Justicia (8° colocado do Primera División 2016)
Huracán (9° colocado do Primera División 2016)
Gimnasia y Esgrima (10° colocado do Primera División 2016)
Racing (11° colocado do Primera División 2016)


Bolívia
Bolívar (5° melhor na soma dos torneios Apertura 2015 e Clausura 2016)
Oriente Petrolero (6° melhor na soma dos torneios Apertura 2015 e Clausura 2016)
Nacional Potosí (7° melhor na soma dos torneios Apertura 2015 e Clausura 2016)
Club Petrolero (8° melhor na soma dos torneios Apertura 2015 e Clausura 2016)


Brasil
Corinthians (7° colocado da Série A 2016)
Ponte Preta (8° colocado da Série A 2016)
São Paulo (10° colocado da Série A 2016)
Cruzeiro (12° colocado da Série A 2016)
Fluminense (13° colocado da Série A 2016)
Sport Recife (14° colocado da Série A 2016)

* As vagas brasileiras ficariam com os times que terminasse entre o 7° e 12° lugares da Série A. Mas como o Grêmio (9° colocado) e Chapecoense (11°) se classificaram para a Copa Libertadores ao vencerem respectivamente a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, abriu-se mais duas vagas, que foram destinadas ao 13° e 14° colocados.


Chile
O'Higgins (perdedor do Duelo de Subcampeones 2016)
Palestino (6° colocado do Torneo Apertura 2016)
Universidad de Chile (7° colocado do Torneo Apertura 2016)
Everton (vice-campeão da Copa Chile 2016)

* O Duelo de Subcampeones reuniria os vice-campeões dos torneios Clausura 2015-2016 e Apertura 2016-2017, no caso Colo Colo e Deportes Iquique. O vencedor iria para a Copa Libertadores e o perdedor para a Sul-Americana. Como a Universidad Catolica venceu os dois torneios, o vice do Apertura avançou a Libertadores, no caso o Deportes Iquique; e o Colo Colo também se garantiu ao vencer a Copa Chile. Com isso, o Duelo de Subcampeones foi disputado pelos times que terminaram na terceira posição dos dois torneios, com o Unión Española (3° do Apertura) indo pra Libertadores e o O'Higgins (3° do Clausura) ficando com a vaga para a Sul-Americana. As outras duas vagas ficaram com os melhores colocados do Apertura que não haviam se garantido nem na Libertadores e Sul-Americana, pois o Clausura  já havia indicado as equipes para a Sul-Americana deste ano.


Colômbia
Tolima (melhor colocado da Copa Colômbia não classificado para a Libertadores 2017)
Deportivo Cali (3° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Finalización 2016)
Patriotas (4° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Finalización 2016)
Rionegro Águilas (5° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Finalización 2016)

* Como Nacional e Junior, finalistas da Copa Colômbia já haviam se garantido na Copa Libertadores, a vaga desse torneio ficou com o terceiro colocado, no caso o Tolima.


Equador
LDU (5° colocado da Série A 2016)
Deportivo Cuenca (6° colocado da Série A 2016)
Universidad Catolica (7° colocado da Série A 2016)
Fuerza Amarilla (8° colocado da Série A 2016)


Paraguai
Cerro Porteño (5° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Clausura 2016)
Sol de América (6° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Clausura 2016)
Nacional (7° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Clausura 2016)
Sportivo Luqueño (8° melhor colocado na soma dos torneios Apertura e Clausura 2016)


Peru
Alianza Lima (5° colocado do Campeonato Descentralizado 2016)
Comerciantes Unidos (6° colocado do Campeonato Descentralizado 2016)
Sport Huancayo (7° colocado do Campeonato Descentralizado 2016)
Juan Aurich (8° colocado do Campeonato Descentralizado 2016)


Uruguai
Danúbio (3° colocado do Torneo de Transición 2016)
Defensor (4° colocado do Torneo de Transición 2016)
Liverpool (5° colocado do Torneo de Transición 2016)
Boston River (6° colocado do Torneo de Transición 2016)

* O Torneo de Transición 2016 dava ao campeão o direito de disputar a Copa Libertadores do ano que vem e os times que terminarem entre a segunda e quinta posições a Copa Sul-Americana. Como o campeão Nacional já tinha assegurado a sua participação na Libertadores por ter sido vice do Campeonato Uruguai 2015-2016, o vice do Transición Montevideu Wanderers herdou sua vaga. Com isso, no lugar do Wanderers na Copa Sul-Americana 2017 ficou com o Boston River, sexto colocado.


Venezuela
Estudiantes de Caracas (vice-campeão da Copa Venezuela 2016)
Atlético Venezuela (semifinalista do Torneo Clausura 2016)
Caracas (4° colocado na soma dos torneios Apertura e Clausura 2016)
Deportivo Anzoátegui (5° colocado na soma dos torneios Apertura e Clausura 2016)

* A Copa Venezuela dá ao campeão o direito de disputar a Copa Sul-Americana. Como o Zuliá, que venceu a competição já havia se garantido na Libertadores, o vice Estudiantes herdou a vaga.