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sábado, 28 de setembro de 2013

Clássicos Sul-Americanos: um século de River Plate x Boca Jr (Parte II)



Semana passada postei no primeiro capítulo um pouco da história desse clássico. Hoje posto os números,confrontos,estatísticas,títulos e curiosidades.

Maiores artilheiros pelo River
16 gols Angel Labruna
12 gols Oscar Mas

Maiores artilheiros pelo Boca
10 gols Paulo Valentim
09 gols Martin Palermo


Quem mais jogou pelo River
42 jogos Reinaldo Merlo
35 jogos Angel Labruna

Quem mais jogou pelo Boca
37 jogos Silvio Marzolini
35 jogos Roberto Mouzo

O lendário goleiro Hugo Gatti disputou 38 clássicos pelos dois clubes sendo 29 pelo Boca e 9 pelo River. É o segundo que mais jogou ficando apenas atrás de Reinaldo Merlo.

Maiores vitórias do River
5 a 1 em 1941
4 a 0 em 1942
5 a 2 em 1980

Maiores vitórias do Boca
6 a 0 em 1928
5 a 1 em 1959
5 a 1 em 1982

Gols mais rápidos
43 segundos Lanzini-River Plate em 05/05/2013
50 segundos Ledesma-Boca Jr em 15/04/2007

Jogos com mais gols
Boca 4 x 5 River em 1972
River 5 x 3 Boca em 1957
Boca 3 x 5 River em 1939



Campeões por River e Boca (como jogador)
Norberto Menendez, Alfredo Elli, Alfredo Martín, Camilo Bonelli, Ricardo Zatelli, Juan Vairo, Alberto Tarantini, Carlos Salinas, Carlos Morete, Oscar Ruggeri, Carlos Tapia, Sergio Berti, Luis Villarreal, Gabriel Amato e Maidana

Campeões por River e Boca (como treinador)
Alfredo Di Stéfano

Campeões pelo River (como jogador) e pelo Boca (como técnico)
Deambrosini, Adolfo Pedernera e Nestor Rossi


Nenhum jogador foi campeão pelo Boca e depois pelo River como treinador.

Jogaram pela seleção tanto por Boca quanto por River
Francisco Taggino, José Manuel Moreno, Hugo Gatti, Alberto Tarantini, Oscar Ruggeri, Ricardo Gareca, Olarticoechea, Carlos Tapia, Luis Villarreal, Cáceres, Caniggia e Vivas

Estrangeiros que jogaram por ambos os clubes
Francisco Priano (italiano) Luis Solans, Gabriel Cedres, Canavery e Da Silva (uruguaios) Julio César Cáceres e Jonathan Fabbro(paraguaios) Miguel Loayza (peruano) e José Melgar (boliviano)

No geral 98 jogadores jogaram por ambos os clubes

Jogador do Boca que mais defendeu a seleção
Roma goleiro 38 jogos entre 1960 e 1967

Jogador do River que mais defendeu a seleção
Daniel Passarela zagueiro/volante 52 jogos entre 1976 a 1982

Jogadores do River campeões da Copa do Mundo
Norberto Alonso, Ubaldo Fillol, Leopoldo Luque, Oscar Ortiz e Daniel Passarela (1978)
 Héctor Enrique, Nery Pumpido e Oscar Ruggeri (1986)

Jogadores do Boca campeões da Copa do Mundo
Alberto Tarantini (1978) e Carlos Tapia (1986)

Até hoje 145 jogadores do Boca jogaram pela seleção contra 144 do River.

Jogos pelo Campeonato Argentino
199 jogos com 72 vitórias do Boca, 66 do River e 61 empates, 275 gols do Boca e 258 gols do River

Jogos por outros campeonatos nacionais
7 jogos com 1 vitória do Boca, 3 do River e 3 empates com 5 gols do Boca e 7 do River

Jogos por competições internacionais
24 jogos com 10 vitórias do Boca,6 do River e 8 empates,29 gols do Boca e 19 do River. Foram 22 jogos pela Copa Libertadores e dois pela extinta Supercopa

Jogos não-oficiais
112 jogos com 43 vitórias do Boca,34 do River e 35 empates,152 gols do Boca e 133 do River

Maior invencibilidade do Boca
11 jogos entre 1995 a 1999

Maior invencibilidade do River
6 jogos entre 1978 a 1980



Copa Libertadores
1966 River 2 a 1 e Boca 2 a 0 (primeira fase) 2 a 2 e Boca 1 a 0 (fase semifinal)
1970 Boca 3 a 1 e 2 a 1 (primeira fase) River 1 a 0 e 1 a 1 (segunda fase)
1977 Boca 1 a 0 e 0 a 0 (primeira fase)
1978 0 a 0 e Boca 2 a 0 (fase semifinal)
1982 0 a 0 e River 2 a 0 (primeira fase)
1986 1 a 1 e River 1 a 0 (primeira fase)
1991 Boca 4 a 3 e 2 a 0 (primeira fase)
2000 River 2 a 1 e Boca 3 a 0 (quartas de final)
2004 Boca 1 a 0, River 2 a 1 e nos pênaltis Boca 5 a 4 (semifinal)

Pela Copa Libertadores foram 22 jogos com 10 vitórias do Boca, 6 do River e 6 empates. Em 66 ambos se classificaram para a fase semifinal que era um grupo de quatro equipes,onde o River ficou a frente de Independiente, Boca e Guarani-PAR e foi para a final. Em 70 tanto River como Boca avançaram a segunda fase onde novamente se encontraram. Num grupo que tinha também o Unversitário-PER só o primeiro avançava para as semifinais e o River seguiu adiante sendo eliminado nas semifinais Em 77 só o campeão do grupo classificava para as semifinais e deu Boca, que acabaria conquistando o título. No ano seguinte os dois formaram a fase semifinal junto com o Atlético-MG e o Boca seguiu rumo ao bi. Em 82 e em 86 o River novamente deixaria o Boca para trás. No primeiro ano pararia nas semi; já no segundo seria campeão. Em 91 num grupo que classificavam três equipes o River terminou na lanterna e viu seu rival chegar as semi. Em 2000 o primeiro mata-mata e o Boca eliminaria o River nas quartas antes de ser campeão e em 2004 na campanha do vice nova vitória,dessa vez nas semifinais e nos pênaltis.

Jogos da Libertadores no Monumental de Nuñez
11 jogos com 6 vitórias do River, 3 do Boca e 2 empates

Jogos da Libertadores em La Bombonera
11 jogos com 7 vitórias do Boca e 4 empates. River nunca venceu em La Bombonera



números do confronto

jogos 342
vitórias do Boca 126
vitórias do River 109
empates 107
gols do Boca 461
gols do River 417

títulos do Boca Jr
Mundial Interclubes 1977, 2000 e 2003
Copa Libertadores 1977,1978, 2000, 2001, 2003 e 2007
Copa Sul-Americana  2004 e 2005
Recopa Sul-Americana 1990, 2005, 2006 e 2008
Supercopa Libertadores 1989
Campeonato Argentino 1919,1920,1923,1924,1926,1930,1931,1934,1935,1940,1943,1944,1954,1962,1964,1965,1969,1970,1976,1976 (Metropolitano),1981(Metropolitano),1991 (Clausura),1992 (Apertura),1998 (Apertura),1999 (Clausura),2000 (Apertura),2003 (Apertura),2005 (Apertura),2006 (Clausura),2008 (Apertura) e 2011 (Apertura)

títulos do River Plate
Mundial Interclubes 1986
Copa Libertadores 1986 e 1996
Supercopa Libertadores 1997
Taça Interamericana 1986
Campeonato Argentino 1920,1934,1936,1937,1942,1945,1947,1952,1953,1955,1956,1957,1975,1975 (Metropolitano),1977,1979,1979 (Metropolitano),1980 (Metropolitano),1981,1986,1990,1991 (Apertura),1993 (Apertura),1994 (Apertura),1996 (Apertura),1997(Clausura),1997 (Apertura),1999 (Apertura),2000 (Clausura),2002 (Clausura),2003 (Clausura),2004 (Clausura) e 2008 (Clausura)


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Jogos das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013



Nessa semana foram jogados o restante dos jogos das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013 e também dois jogos de volta. River Plate e Lanús eliminaram seus adversários e farão uma das quartas de final ainda sem data definida

24/09 terça-feira
Coritiba 0 x 1 Itagui Ditaires-COL

25/09 quarta-feira
Libertad-PAR 2 x 0 Sport 
Ponte Preta 2 x 0 Dep. Pasto-COL
Universidad de Chile-CHI 1 x 0 Lanús-ARG

26/09 quinta-feira
São Paulo 1 x 1 Universidad Catolica-CHI
Nacional-COL 1 x 0 Bahia
River Plate-ARG 2 x 0 LDU Loja-EQU 

02/10 quarta-feira
Velez Sarsfield-ARG x La Equidad-COL 

O restante dos jogos de volta serão jogados somente entre os dias 22 e 24 de outubro.

Túnel do tempo: Brasil e seu primeiro Mundial Sub-20 em 1983

O Campeonato Mundial de Juniores, rebatizado mais tarde de Mundial Sub-20 foi disputado pela primeira vez em 1977 na Tunísia com a extinta União Soviética conquistando o título. Na quarta edição realizada no México o título acabou nas mãos da Seleção Brasileira que derrotaria seu maior rival,a Argentina na final. E o blog conta como foi aquela conquista,a primeira dos cinco Mundiais ganhos pelo Brasil até hoje e que completou trinta anos no dia 19 de junho.

A fórmula de disputa e os participantes

As 16 equipes classificadas para o então Mundial de Juniores foram divididas em quatro grupos com quatro equipes cada. As duas primeiras colocadas de cada grupo avançavam para as quartas de final,depois os vencedores faziam a semifinal e por fim os dois restantes decidiam o título. No Grupo A classificaram para as quartas de final Escócia e Coréia do Sul enquanto que Austrália e os donos da casa ficaram na fase de grupos. No B Uruguai e Polônia deixaram para trás Estados Unidos e Costa do Marfim. No Grupo C a Argentina terminou como a única com 100% de aproveitamento entre todos os participantes. Em segundo ficou a extinta Tchecoslováquia enquanto que China e Áustria voltaram mais cedo para a casa. No Grupo D a Seleção Brasileira classificou-se como líder do grupo. A Holanda foi a segunda do grupo a frente de Nigéria e da União Soviética. O grande nome do Brasil na primeira fase foi Geovani, autor de três dos seis gols brasileiros na fase de grupos.

No mata mata

Na fase de quartas de final quem perdesse voltava para casa. No confronto entre europeus a Polônia bateria a Escócia e enfrentaria nas semifinais a Argentina que passaria diante da Holanda. O Uruguai cairia na prorrogação diante da Coréia do Sul enquanto que o Brasil golearia a Tchecoslováquia por 4 a 1 com dois gols do artilheiro Geovani. Nas semifinais a Argentina  passaria pela Polônia enquanto que o Brasil venceria a Coréia do Sul de virada e chegaria a sua primeira final de Mundial Sub-20 contra seus maiores rivais,campeões de 1979 e que lutava pelo bi da competição.

A final

Num estádio Azteca com mais de 100 mil pessoas a Seleção Brasileira teve toda a torcida a seu favor. A atmosfera da decisão os remeteria a treze anos atrás quando a principal foi tri nesse mesmo local. Assim como em 70 o Brasil jogaria boa parte do Mundial em Guadalajara saindo de lá somente para a final. E com esse espírito o Brasil sagraria campeão pela primeira vez com um gol de pênalti aos trinta e nove minutos convertido por Geovani,o grande nome da Seleção no Mundial.

As revelações brasileiras

Do lado brasileiro tivemos Bebeto, Dunga e Jorginho que seriam tetracampeões com a seleção principal nove anos mais tarde. Apesar de ser o craque do Mundial onde foi também o artilheiro com seis gols Geovani acabou não vingando na seleção principal.

O jogo do título

Brasil 1 x 0 Argentina

data 19/06/1983
estádio Azteca, Cidade do México-México
público 110000 pessoas
arbitro Gerard Biguet, França
gol Geovani (pênalti) aos 39 minutos do primeiro tempo

Brasil
Hugo; Jorginho, Boni, Heitor e Guto; Dunga, Geovani e Paulinho Carioca; Mauricinho, Marinho Rã (Bebeto) e Gilmar Popoca (Demétrio). Técnico: Jair Pereira

Argentina
Islãs; Basualdo, Borelli, Theiler e Oliveira; Vanemerak, Gaona (Graciani) e Zárate; Garcia, Gabrich e Dezotti. Técnico:Carlos Pachame


Dia 04/10  Vinte anos da Copa Conmebol do Botafogo

Fase final do Campeonato Feminino Sub-17 2013



Sábado passado foi jogada a última rodada da primeira fase do Campeonato Sul-Americano Feminino de 2013 válido pelo Grupo B. Venezuela e Brasil disputavam entre si a segunda vaga do grupo, já que a outra era da seleção colombiana. E a vaga para a fase final acabou ficando mesmo com as venezuelanas que inclusive terminaram o grupo na liderança. Já na fase final tanto Venezuela quanto Paraguai já carimbaram suas vagas para o Mundial e se enfrentam na última rodada pra ver quem termina campeão, já que ambos são líder e vice-líder. Colômbia e Chile se enfrentam e um empate garante as colombianas no Mundial enquanto que o Chile precisa vencer. Abaixo temos os resultados da última rodada e a classificação final do Grupo B e ainda os jogos da fase final com os países já garantidos no Mundial Feminino Sub-17 do ano que vem na Costa Rica:

Grupo B
21/09 Uruguai 0 x 3 Venezuela
          Brasil 2 x 0 Equador

Venezuela 10, Colômbia 9, Brasil 7, Equador e Uruguai 1

fase final
23/09 Venezuela 3 x 1 Chile
          Paraguai 1 x 1 Colômbia
26/09 Venezuela 2 x 1 Colômbia
          Paraguai 2 x 1 Chile

Venezuela 6, Paraguai 4, Colômbia 1 e Chile 0

29/09 Chile x Colômbia
          Paraguai x Venezuela

Centenário do mês: São Bento/SP, Guarany/RS e Centro Limoeirense/PE



Completou cem anos no último dia 14 o Esporte Clube São Bento,da cidade paulista de Sorocaba. Conhecido pela alcunha de Bentão por causa do nome tem como cores o azul e branco e é o clube mais antigo em atividade de Sorocaba. Entre os anos 60 e 80 foram quase trinta participações consecutivas na divisão de elite do futebol paulista,onde retornou somente em 2006 sendo rebaixado no ano seguinte. Desde então oscila entre as divisões inferiores. Em competições nacionais foram apenas uma participação na Série A em 1979 e mais duas na Série B e uma na Série C. Desde 1992 não disputa nenhuma divisão nacional. Possui apenas títulos das divisões de acesso e copas estaduais. Vários jogadores que vestiram a camisa da Seleção Brasileira passaram pelo Bentão, entre eles Luís Pereira e Marinho Peres. Rivaliza com o Atlético Sorocaba onde fazem o clássico sorocabano.

Esporte Clube São Bento
fundado 14/09/1913
sede Sorocaba, Brasil
estádio Válter Ribeiro (CIC),13700 pessoas
uniforme camisa,calções e meiões azuis



Sport Club Guarany foi fundado no dia 20 de setembro de 1913 na cidade gaúcha de Cruz Alta. Tem como cores o azul e o branco. Participou algumas vezes do Gauchão e possui apenas títulos das divisões de acesso e atualmente está licenciado.

Sport Club Guarany
fundado 20/09/1913
sede Cruz Alta, Brasil
estádio Taba Índia,10000 pessoas
uniforme camisas com listras verticais azuis e brancas,calções e meiões brancos



Dia 15 de setembro de 1913 era fundado na cidade de Limoeiro,estado de Pernambuco o Centro Limoeirense de Futebol. Com as cores vermelha e branca e apelidado de Dragão, o clube do interior pernambucano disputou apenas seis vezes a divisão principal do Estado,além de uma única participação em torneios nacionais, a Série C de 1997.

Centro Limoeirense de Futebol
fundado 15/09/1913
sede Limoeiro, Brasil
estádio Varedão, 5000 pessoas
uniforme camisas com listras verticais vermelhas e brancas, calções e meiões vermelhos


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Clássicos Sul-Americanos: um século de River Plate x Boca Jr (Parte I)



O blog Futebol da América do Sul relembra em dois capítulos o maior clássico argentino que completa cem anos válido por competições oficiais. Trata-se de River Plate x Boca Jr,um dos maiores clássicos do planeta. Hoje o primeiro capítulo que conta a história do clássico. Semana que vem os números estatísticas,curiosidades e títulos.

Buenos Aires

Capital e maior cidade da Argentina com seus quase três milhões de habitantes, faz parte da segunda maior região metropolitana da América do Sul e terceira maior da América Latina com mais de 13 milhões de habitantes. A cidade,fundada em 03 de fevereiro de 1536 possui 16 clubes,alguns tradicionais outros menores e que cultivam a chamada rivalidade de bairro. Dentre esses clubes dois gigantes que vamos contar a história desse clássico a partir de agora.

La Boca,bairro onde tudo começou

O bairro de La Boca recebe esse nome por causa do foz do rio Riachelo,que desemboca no rio da Prata (boca = foz). Nas margens desse rio surgiu a maior rivalidade do país. Bairro operário com a maioria de seus habitantes com origem italiana que trabalhavam no porto de Buenos Aires.





A fundação dos clubes

O primeiro clube a ser fundado foi o Club Atlético River Plate, no dia 25 de maio de 1901 graças a fusão de outros dois clubes, o La Rosales e o Santa Rosa. Um dos sócios sugeriu que o novo clube tivesse esse nome por ser uma tradução equivocada de Rio da Prata,escrita em caixas que haviam sido descarregadas no porto por um navio britânico. Em homenagem a alguns fundadores de origem italiana o clube adotou as cores da cidade de Gênova.
Quatro anos mais tarde, em 03 de abril de 1905 era fundado aquele que seria seu maior rival,o Club Atlético Boca Junior. De origem italiana o clube adotou o apelido de Xeneize, como eram chamados os imigrantes genoveses. Na indecisão de se escolher as cores do novo clube todos concodaram que ele teria as cores da bandeira do primeiro navio que atracasse no porto. Como atracou um navio sueco o clube acabou por adotar as cores azul e amarelo. Ironicamente o primeiro uniforme boquense era igual ao do River de hoje com a faixa diagonal.

Os primeiros confrontos

Dia 24 de agosto de 1913 foi o primeiro confronto válido pela divisão de elite,mas já haviam se enfrentado amistosamente por duas vezes,em 1908 (Boca 2 a 1) e 1912 ( empate por 1 gol). Já no confronto oficial vitória do River Plate por 2 a 1 partida disputada do outro lado do rio Riachelo,no campo do Racing,em Avellaneda. Somente em 1918,cinco jogos depois é que o Boca conseguiria sua primeira vitória oficial,um magro 1 a 0. Na década seguinte veio a maior vitória boquense no clássico: 6 a 0 em 1928 transformou-se também como a maior goleada do confronto.



A mudança de sede do River: estopim da rivalidade

Com a conquista de alguns títulos argentinos ainda na era amadora,seu presidente na época José Bacigaluppi começou a sustentar a tese de que o River não era um clube para um  bairro,e sim para uma cidade. E lá vai o clube para a rica Zona Norte,mais precisamente para o bairro de Palermo. Anos depois o clube foi mais para o norte, para o bairro de Nuñez, onde está até hoje. Esse episódio só aumentou o ódio entre as equipes, pois os boquenses não perdoaram a “traição” de seu maior rival de deixar de lado as origens operárias para se transformar num clube de elite. Foi a partir daí que o confronto passou a ter a alcunha de “povo x elite” e o próprio River passou a ser apelidado de “Millonario”.

Inaugurações dos estádios

Após sair de La Boca o Millonario inaugurou no dia  25 de maio de 1938 aquele que viria a ser o maior estádio do país: Antônio Vespúcio Liberti, apelidado como Monumental de Nuñez com capacidade para 70 mil pessoas e que até hoje sedia jogos da seleção,inclusive foi nele que o país ganhou a Copa de 1978. Dois anos mais tarde, também num dia 25, mas de março era inaugurado um dos estádios mais místicos do planeta: Alberto Jacinto Armando, com capacidade para 50 mil pessoas e que ganhou o apelido de La Bombonera devido a semelhança com uma caixa de bombons,um verdadeiro alçapão.



Histórias por décadas

Na década de 40 vieram as maiores goleadas do River até hoje: 5 a 1 em 41 e 4 a 0 em 42. Nos anos 50 a superioridade Millonario ainda continuou com o clube vencendo a maioria dos confrontos quando começou o seu maior jejum de títulos que durou de 1957 a 1975. Nesse período de vacas magras do River tivemos outra grande goleada do Boca, um 5 a 1 em 59 além de cinco anos sem perder para o rival. Em 66 o primeiro clássico válido pela Copa Libertadores. Foram quatro jogos e apesar de duas vitórias boquenses o River foi para final e acabou com o vice; o Boca também já havia chegado a final três anos antes. A década de 60 foi excelente para os Xeneizes perdendo apenas cinco dos 25 clássicos disputados no período. Nos anos 70 tivemos o recorde de gols num único clássico: nove numa vitória do River por 5 a 4 em 72. Terminado o jejum Millonario em 75 mais dois novos confrontos válido por Libertadores. Em 77 ambos se enfrentaram na primeira fase e o Boca eliminou o então vice campeão de 76 e seguiu rumo ao título. No ano seguinte o Boca enfrentaria o River num triangular semifinal que tinha ainda o Atlético Mineiro. Nova vitória boquense e o bi da Libertadores.
No jejum de títulos do Boca nos anos 80 os Millonarios deram o troco na Libertadores: eliminou o Boca por duas vezes, em 82 e 86,nesse último ano inclusive conquistando o título. Foi nessa década que aconteceram as maiores vitórias como visitantes de ambos os lados da história: River 5 a 2 em La Bombonera em 80 e Boca 5 a 1 dois anos mais tarde no Monumental. O jejum boquense terminaria nos anos anos 90 onde o River teria a sua década mais vitoriosa com sete campeonatos argentinos além de uma Libertadores e uma Supercopa, mas nos clássicos a superioridade boquense prevalecia:o clube de Nuñez venceu apenas quatro dos 22 que disputou. Incluem na lista um tabu de quatro anos sem vitória (de 95 a 99) bem no período mais vitorioso do River.
Se os anos 90 foram os mais vitoriosos da história do River os anos 2000 foram mais vitoriosos ainda para o Boca. Primeiro o bi da Libertadores com direito a um 3 a 0 frente ao Millonario nas quartas de final de 2000. No vice de 2004 nova vitória Xeneize,dessa vez nos pênaltis válido pela semifinal. Mundiais, Libertadores, Recopas e Copas Sul-Americanas se tornaram hábito pelos lados de La Boca enquanto que pelos lados de Nunes o clube se manteria vitorioso pelo menos nacionalmente. Apesar da superioridade boquense em títulos houve um equilíbrio nos clássicos com algumas vitórias expressivas do River como um 3 a 0 em La Bombonera em 2002. Em 2011 o Millonario amargou pela primeira vez na história o rebaixamento a Segunda Divisão. O calvário duraria apenas um ano e agora com a queda do Independiente o Boca torna-se a única equipe que jamais fora rebaixada.

Dia 27/09  números,estatísticas,confrontos,curiosidades e títulos de Boca e River


Oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013



Apenas três partidas abriram as oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013, e todas envolvendo clubes argentinos. Semana que vem teremos o restante dos jogos de ida e duas partidas de volta:

18/09 quarta-feira
La Equidad-COL 1 x 2 Velez Sarsfield-ARG
Lanús-ARG 4 x 0 Universidad de Chile-CHI

19/09 quinta-feira
LDU Loja-EQU 2 x 1 River Plate-ARG

24/09 terça-feira
Coritiba x Itagui Ditaires-COL

25/09 quarta-feira
Libertad-PAR x Sport 
Ponte Preta x Dep. Pasto-COL
Universidad de Chile-CHI x Lanús-ARG

26/09 quinta-feira
São Paulo x Universidad Catolica-CHI
Nacional-COL x Bahia
River Plate-ARG x LDU Loja-EQU 


Túnel do tempo:Há dez anos um clube peruano fazia história

Quem viu o Real Garcilaso chegar as quartas de final da Copa Libertadores desse ano talvez nem imagina que um outro clube também peruano e da mesma cidade, Cuzco fez história há exatos dez anos atrás. Trata-se do Club Sportivo Cienciano, campeão da Copa Sul-Americana de 2003.

Antes do título

O futebol peruano em termos internacionais resumia-se aos três grandes da capital Lima: Universitário, Sporting Cristal e Alianza Lima. Os dois primeiros inclusive foram vice-campeões da Copa Libertadores em 1972 e 1997 respectivamente. Os três detém a maioria absoluta de títulos nacionais. Mas naquela Copa Sul-Americana de 2003 algo de diferente aconteceria.

A campanha

Na fase nacional o Cienciano tinha pela frente o Alianza Lima,um dos ditos grandes do país. Com duas vitórias por 1 a 0 o clube de Cuzco seguiu adiante. Nas oitavas de final a tradicional Universidad Católica, do Chile seria seu adversário. Mas o inesperado aconteceu e a classificação praticamente veio já no jogo de ida com uma goleada por 4 a 0. Nem mesmo a derrota na volta por 3 a1, a única na competição abalaria os peruanos que seguiam firme para a próxima fase,onde iriam enfrentar apenas o campeão brasileiro do ano anterior: o Santos de Diego e Robinho,fundamentais na campanha do vice da Libertadores meses antes. Após um empate na Vila Belmiro bastava uma vitória simples para colocar os peruanos na semi e ela veio: Cienciano 2 a 1 e depois de seis anos um clube do Peru chegava novamente entre os quatro primeiros numa competição internacional.
Seu adversário nas semifinais seria o Nacional de Medellín, outro clube campeão da Libertadores e que havia perdido a final da Sul-Americana do ano anterior para o San Lorenzo,da Argentina. Na vontade de voltar a final os colombianos de expuseram demais no primeiro jogo em casa e com isso perderam por 2 a 1. Os peruanos estavam a um empate da final,bastava apenas não levar gol e no jogo da volta nova vitória por um gol de diferença e Cienciano na final contra outro gigante sul-americano: River Plate.

A final contra o River Plate

O jogo de ida foi disputado em Buenos Aires com mais de 50 mil torcedores empurrando o River no Monumental de Nuñez. No primeiro tempo Portilla abre o placar para os peruanos mas dois minutos depois Maximiliano Lopez deixa tudo igual. Na segunda etapa virada do River novamente com Lopez logo aos cinco minutos. Aos 22 Carty empata e aos 34 novamente Portilla virando para o Cienciano. Faltando cinco minutos para o fim Marcelo Salas empata para os donos da casa. Final de jogo 3 a 3 e a decisão ficou para o Peru.
A final teve que ser realizada num estádio maior por questões de segurança e o clube de Cuzco teve que jogar no Estádio da Universidad Nacional San Augustin, na cidade de Arequipa. Mesmo jogando fora de casa os argentinos foram pra cima e encurralaram os peruanos em seu campo. Chute de Marcelo Salas na trave,cabeçada a queima roupa de Luiz Gonzalez defendida pelo goleiro peruano foram alguns dos lances de perigo a favor do River. Já no segundo tempo as coisas começaram a complicar mais ainda contra o Cienciano com a expulsão do volante La Rosa logo aos sete minutos. Mas quando as coisas pareciam dar errado para os donos da casa eis que aos 33 minutos uma falta na entrada da área e com uma bela cobrança Carlos Lugo abre o placar em Arequipa: 1 a 0 Cienciano. Festa da torcida e um certo alívio,pois o River mandava no jogo até então. Mais tarde, a seis minutos do fim mais um jogador peruano expulso,dessa vez vermelho para Julio Garcia. E com dois homens a menos foi apenas segurar os minutos finais e esperar pelo fim do jogo que veio acompanhado de muita festa por parte da torcida. Pela primeira vez na história um clube peruano conquistava um título internacional, e não foi o Universitário,nem Sporting Cristal e muito menos o Alianza, os três grandes do país,o campeão da Copa Sul-Americana se chamava Cienciano! E com uma campanha inquestionável. Em dez jogos foram sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota com direito a vitórias em cima de clubes tradicionais na América do Sul.

Depois da conquista a “cereja do bolo”

O melhor ainda estava por vir. Como campeão da Copa Sul-Americana o clube classificou-se automaticamente para a decisão da Recopa Sul-Americana do ano seguinte contra nada mais nada menos que o Boca Jr,campeão da Copa Libertadores de 2003. E novamente os peruanos deram a volta olímpica em cima de um clube argentino ao vencer nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal com os peruanos empatando no minuto final da partida,decisão que assim como em 2003 foi disputada nos Estados Unidos na cidade de Fort Lauderdale.

O jogo do título

Cienciano-PER 1 x 0 River Plate-ARG

data 19/12/2003
estádio Universidad Nacional San Augustin, Arequipa-Peru
público 45000 pessoas
arbitro Gustavo Mendez,Uruguai
gol Carlos Lugo aos 33 minutos do segundo tempo

Cienciano
Ibañez; Morán, Acasiete,Carlos Lugo e Portilla; La Rosa, Bazalar (Miguel Llanos),Garcia e Maldonado (Ccahuantico); Saraz (Martín Garcia) e Carty. Técnico:Freddy Ternero

River Plate

Constanzo; Ameli,Tuzzio e Rojas; Coudet, Ahumada (Ludueña), Mascherano, Luis Gonzalez (Dominguez) e Gallardo; Maximiliano Lopez e Marcelo Salas (Montenegro) Técnico: Manuel Pelegrini

dia 27/09  Brasil e o seu primeiro Mundial Sub-20 em 1983

Campeonato Sul-Americano Feminino Sub-17 2013



Começou semana passada mais uma edição do Campeonato Sul-Americano Feminino Sub-17 que está sendo disputada no Paraguai com todos os jogos na cidade de Assunção. São dez seleções divididas em dois grupos de cinco onde no sistema de todos contra todos dentro de seus grupos apenas os dois primeiros colocados avançam para o quadrangular final. Nessa fase todos se enfrentam novamente onde quem somar mais pontos é o campeão e os três primeiros colocados garantem vaga para o Campeonato Mundial Sub-17 do ano que vem na Costa Rica. No Grupo A Paraguai e Chile já se garantiram na fase final enquanto que no Grupo B as colombianas também já estão lá. Venezuela e Brasil brigam pela segunda vaga. Segue abaixo a tabela dos jogos até aqui com a classificação dos grupos e os campeões da competição:

Grupo A
12/09 Argentina 1 x 1 Chile
          Paraguai 6 x 0 Peru
14/09 Peru 0 x 1 Bolívia
          Paraguai 3 x 1 Argentina
16/09 Peru 1 x 2 Chile
          Paraguai 3 x 0 Bolívia
18/09 Chile 3 x 0Bolívia
          Argentina 1 x 1 Peru
20/09 Argentina 1 x Bolívia
          Paraguai 1 x 0 Chile

Paraguai 12, Chile 7,Bolívia 4, Argentina 3 e Peru 1

Grupo B
13/09 Uruguai 1 x Equador
          Brasil 0 x 1 Colômbia
15/09 Brasil 4 x 2 Uruguai
          Colômbia 1 x 3 Venezuela
17/09 Colômbia 2 x 0 Equador
          Brasil 1 x 1 Venezuela
19/09 Equador 2 x 5 Venezuela
          Uruguai 1 x 4 Colômbia
21/09 Uruguai x Venezuela
          Brasil x Equador

Colômbia 9, Venezuela 7,Brasil 4,Uruguai e Equador 1

Fase Final 
23/09 Paraguai x 2B
          1B x Chile
26/09 1B x 2B
          Paraguai x Chile
29/09 Chile x 2A
          Paraguai x 1B

os campeões

2008 Colômbia
2010 Brasil
2012 Brasil

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Túnel do tempo:Vinte anos do Argentina 0 x 5 Colômbia

Semana passada, mais precisamente na quinta-feira dia 05 completaram-se vinte anos de um dos jogos mais inesquecíveis entre seleções sul-americanas. Não valia título nem era final de Copa do Mundo ou outro torneio,o jogo em questão valia uma vaga para a Copa de 1994. Era a última rodada das eliminatórias sul-americanas onde Argentina e Colômbia iriam se enfrentar em Buenos Aires naquela noite de 05 de setembro de 1993. Horas antes Brasil e Bolívia já haviam carimbado seus passaportes pelo grupo A. Faltava a definição do grupo B onde a seleção colombiana era líder e dependia de um empate contra os donos da casa para classificar,enquanto que quem ficasse em segundo ainda tinha uma chance na repescagem contra o vencedor da Oceania.

antes do jogo

Os argentinos vinham de uma enorme invencibilidade de 31 partidas desde a derrota na final da Copa de 90 para a Alemanha até o jogo de ida contra os colombianos em Barranquilla quando perderam por 2 a 1. Nesse período conquistaram duas Copas Américas,de 91 e 93 e eram favoritíssimos para conquistar a Copa do ano seguinte. Mesmo com três vitórias,um empate e uma derrota os hermanos estavam um ponto atrás dos colombianos no grupo e por isso precisavam de uma vitória simples no Monumental de Nuñes, o que todos achavam que não teria problema. Já a Colômbia vinha de um bom momento com o Nacional de Medellín campeão da Libertadores de 1989 e a seleção nacional que havia feito boas campanahs nas duas Copas Américas ganhas pelos argentinos e que reunia jogadores talentosos como Rincón, Valderrama, Asprilla, Cordoba, todos com fama internacional.



o jogo

Apesar do placar elástico não é exagero dizer que o jogo foi parelho já que os argentinos perderam várias de gol. O problema é que os colombianos transformaram suas chances em gol, o que faltou aos argentinos. Mas voltando a partida o primeiro gol dos colombianos saíram aos 41 minutos quando Rincón recebeu passe de Valderrama, invadiu a área na corrida limpando o goleiro argentino Goycoechea. Logo no início do segundo tempo saiu o segundo: Rincón lança Asprilla que dentro da área toca por entre as pernas do goleiro. E o terceiro veio aos 28 minutos quando Alvarez Veio pela esquerda e na linha de fundo cruzou para a área, Valência furou e Rincón que vinha na corrida chutou torto,o suficiente para a bola entrar no contrapé de Goyco. Nem deu tempo de respirar direito quando o zagueiro Borelli saiu errado dando a bola nos pés de Asprilla. Com calma o clombiano invadiu a área sozinho e deu um leve toque encobrindo o goleiro: 4 a 0. Nessas horas já se ouviam no Monumental gritos de "olé" a favor dos colombianos. No outro jogo paraguaios e peruanos empatavam. se o Paraguai vencesse ultrapassaria os argentinos no saldo de gols e pegariam sua vaga da repescagem. E o golpe de misericórdia veio aos 40 quando Valderrama lançou Asprilla que enxergou Valência entrando livre e com um pequeno toque o colocou cara a cara com Goycoechea, e aí foi só cutucar e correr pro abraço: Colômbia 5 a 0 e a classificação direta ao Mundial.

após o jogo

Os argentinos foram para a repescagem e conseguiram a classificação frente a Austrália. Na Copa dos Estados Unidos vinham bem até que um caso de doping de Maradona desestabilizou o time e acabaram eliminados nas oitavas pela Romênia. Já a Colômbia apontada como favorita até por Pelé sequer passou da primeira fase e ainda teve o drama de ver um de seus jogadores (Escobar, zagueiro autor de um gol-contra que eliminou a seleção) assassinado na volta ao país e o título da Copa do Mundo, como todos sabem, foi conquistado pelo Brasil!

Argentina 0 x 5 Colômbia

data 05/09/1993
estádio Monumental de Nuñes, Buenos Aires-Argentina
arbitro Esnesto Filippi, Uruguai
gols Rincón aos 41 do primeiro tempo; Asprilla aos 5, Rincón aos 28, Asprilla aos 30 e Valência aos 39 do segundo tempo

Argentina
Goycoechea; Saldanha, Borelli, Ruggeri e Altamirano; Zapata, Redondo (Acosta), Simeone e Léo Rodriguez (Claudio Garcia); Medina Bello e Batistuta. Técnico: Alfio Basile

Colômbia
Cordoba; Herrera, Perea, Mendoza e Perez; Alvarez, Gomez, Rincón e Valderrama; Asprilla e Valência. Técnico: Francisco Maturana

dia 20/09  Há dez anos um clube peruano fazia história

Jogos de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013



Finalmente a Conmebol divulgou as datas dos jogos de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013. Apenas três dos oito jogos serão realizados essa semana e envolvendo equipes argentinas:

18/09 quarta-feira
La Equidad-COL x Velez Sarsfield-ARG
Lanús-ARG x Universidad de Chile-CHI

19/09 quinta-feira
LDU Loja-EQU x River Plate-ARG

As outras cinco partidas serão jogadas entre os dias 24 e 26.


Todos os finalistas da Copa Libertadores

Hoje posto todos os finalistas da Copa Libertadores da América. Até hoje tivemos 38 clubes finalistas com 24 deles campeões e os outros 14 vices. A lista vai desde Peñarol e Boca Jr,os recordistas de finais até aqueles clubes que disputaram uma única vez.,e lembrando que o ano em que o clube foi campeão está em destaque:

10 finais
Peñarol-URU  1960,1961,1962,1965,1966,1970,1982,1983,1987 e 2011
Boca Jr-ARG  1963,1977,1978,1979,2000,2001,2003,2004,2007 e 2012

7 finais
Independiente-ARG  1964,1965,1972,1973,1974,1975 e 1984
Olímpia-PAR  1960,1979,1989,1990,1991,2002 e 2013

6 finais
Nacional-URU  1964,1967,1969,1971,1980 e 1988
São Paulo-BRA  1974,1992,1993,1994,2005 e 2006

5 finais
Estudiantes-ARG  1968,1969,1970,1971 e 2009

4 finais
Santos-BRA  1962,1963,2003 e 2011
Grêmio-BRA  1983,1984,1995 e 2007
Cruzeiro-BRA  1976,1977,1997 e 2009
River Plate-ARG  1966,1976,1986 e 1996
Palmeiras-BRA  1961,1968,1999 e 2000
América-COL  1985,1986,1987 e 1996

3 finais
Internacional-BRA  1980,2006 e 2010

2 finais
Colo Colo-CHI  1973 e 1991
Nacional-COL  1989 e 1995
Cobreloa-CHI  1981 e 1982
Newell’s Old Boys-ARG  1988 e 1992
Barcelona-EQU  1990 e 1998
Deportivo Cali-COL  1978 e 1999

1 final
Racing-ARG  1967
Universitário-PER  1972
Unión Española-CHI  1975
Flamengo-BRA  1981
Argentinos Jrs-ARG  1985
Universidad Católica-CHI  1993
Vélez Sarsfield-ARG  1994
Sporting Cristal-PER  1997
Vasco da Gama-BRA  1998
Cruz Azul-MEX  2001
São Caetano-BRA  2002
Once Caldas-COL  2004
Atlético PR-BRA  2005
LDU-EQU  2008
Fluminense-BRA  2008
Chivas Guadalajara-MEX  2010
Corinthians-BRA  2012

Atlético MG-BRA  2013

Alguns campeões de 2013 pela América do Sul

Já estamos no mês de setembro e alguns campeonatos nacionais já terminaram enquanto que outros ainda estão em andamento. Segue abaixo a lista de alguns campeões nacionais de 2013, lembrando que esses times já garantiram vaga na Copa Libertadores do ano que vem:

Argentina Newell’s Old Boys (Final) e Vélez Sarsfield (vencedor Inicial x Final)
Bolívia Bolívar (Clausura)
Chile Unión Española (Transición)
Colômbia Nacional (Apertura)
Paraguai Nacional (Clausura)
Uruguai Peñarol
Venezuela Dep. Anzoategui (Apertura) e Zamora (Clausura)


Além dessas equipes mais cinco já garantiram vaga na principal competição sul-americana em 2014: Atlético Mineiro (atual campeão), Oriente Petrolero da Bolívia, Defensor e Nacional,ambos do Uruguai e o venezuelano Caracas.

Eliminatórias Sul-Americanas: Argentina classificada para a Copa 2014



Após as duas rodadas realizadas nos dias 06 e 10 já temos o primeiro classificado para a Copa 2014: trata-se da seleção da Argentina que ao bater o Paraguai na última terça garantiu um lugar entre os 32 que virão ao Brasil ano que vem. Restam mais três vagas diretas e uma da repescagem. Quem terminar em quinto lugar jogará contra a Jordânia,quinta colocada da Ásia. Os jogos serão em novembro.
Quem estão no mínimo na repescagem são as seleções da Colômbia e do Chile. Mesmo após perder para o Uruguai os colombianos só dependem de si para voltar a uma Copa depois de 16 anos de ausência. Já o Chile ficou bem próximo da vaga ao bater a Venezuela. Equador e Uruguai ainda tem chances remotas de ficar de fora das cinco primeiras posições. O caso mais difícil é o da seleção venezuelana: com apenas um jogo por fazer o país tem que vencer o Paraguai e torcer para não haver empate entre equatorianos e uruguaios que se enfrentam na penúltima rodada e ainda tentar passar uma das equipes no saldo de gols, tarefa muito complicada. Já Peru, Bolívia e Paraguai estão eliminados. Copa para eles agora só a de 2018.

06/09 sexta-feira
Colômbia 1 x 0 Equador
Paraguai 4 x 0 Bolívia
Chile 3 x 0 Venezuela
Peru 1 x 2 Uruguai

10/09 terça-feira
Bolívia 1 x 1 Equador
Uruguai 2 x 0 Colômbia
Venezuela 3 x 2 Peru
Paraguai 2 x 5 Argentina

classificação após 16 rodadas

Argentina 29 (classificada), Colômbia 26, Chile 24, Equador e Uruguai 22, Venezuela 19, Peru 14, Bolivia e Paraguai 11

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013



Com a definição do último classificado do confronto entre argentinos hoje posto como ficaram os jogos de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2013. Lembrando que não haverá rodada nessa semana por causa das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa 2014. Semana que vem posto os dias das partidas.

05/09 quinta-feira
River Plate-ARG 0 x 0 San Lorenzo-ARG

oitavas de final

jogo 01 São Paulo x Universidad Católica-CHI
jogo 02 Bahia x Nacional-COL
jogo 03 Sport x Libertad-PAR
jogo 04 Itagui Ditaires-COL x Coritiba
jogo 05 LDU Loja-EQU x River Plate-ARG 
jogo 06 Universidad de Chile-CHI x Lanús-ARG
jogo 07 Deportivo Pasto-COL x Ponte Preta
jogo 08 Velez Sarsfield-ARG x La Equidad-COL

Números,curiosidades e estatísticas dos técnicos campeões da Libertadores

Semana passada postei todos os quarenta treinadores campeões da Copa Libertadores com seus respectivos clubes e em qual ano foram campeões. Hoje posto números,curiosidades e estatísticas sobre esses mesmos treinadores.

campeões por nacionalidade
24 Argentina
17 Brasil
10 Uruguai
2 Colômbia
1 Iugoslávia

Dentre os campeões por nacionalidade podemos destacar:

  • Até hoje todos os 17 títulos ganhos por clubes brasileiros tiveram treinadores do próprio país. 
  • Dos 24 títulos conquistados por treinadores argentinos dois foram por equipes de outro país: Nery Pumpido em 2002 com o Olimpia-PAR e Edgardo Bauza com a LDU-EQU em 2008.
  • Dos dez títulos vencidos por treinadores uruguaios cinco foram do Peñarol, três do Nacional e dois do Olimpia
  • O clube paraguaio,aliás sempre foi campeão com treinadores estrangeiros: Luis Cubilla por duas vezes em 1979 e 1990 além do argentino Pumpido em 2002. Esse ano o clube foi vice dirigido por Ever Almeida-URU.
  • Em toda a história apenas um técnico foi campeão sem ser da América do Sul: Mirko Jozic, da ex-Iugoslávia venceu em 1991 com o Colo Colo.
  • Em 54 edições jamais tivemos técnicos campeões da Bolívia, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Venezuela 


quem mais disputou finais

5 Carlos Bianchi-ARG (4 títulos e 1 vice)
4 Osvaldo Zubeldia-ARG (3 títulos e 1 vice)
   Luis Cubilla-URU (2 títulos e 2 vices)
3 Juan Carlos Lorenzo-ARG (2 títulos e 1 vice)
   Telê Santana-BRA (2 títulos e 1 vice)
   Felipão-BRA (2 títulos e 1 vice)
   Zezé Moreira-BRA (1 título e 2 vices)
   Roque Máspoli-URU (1 título e 2 vices)
   Gabriel Ochoa Uribe-COL (3 vices)

outras curiosidades

  • Além dos quarenta técnicos campeões da Libertadores tivemos outros 33 vice-campeões totalizando 73 técnicos finalistas.
  • Das cinco finais de Carlos Bianchi apenas uma não foi com o Boca Jr (Velez em 1994).
  • Todas as quatro finais de Osvaldo Zubeldia foram com um único clube: o Estudiantes.
  • Apenas três treinadores foram campeões por dois clubes diferentes: Bianchi (Velez e Boca), Felipão (Grêmio e Palmeiras) e Paulo Autuori (Cruzeiro e São Paulo).
  • Roberto Scarone é o único treinador a disputar finais por três clubes diferentes: Peñarol em 1960 e 1961, Nacional em 1967 e Universitário do Peru em 1972
  • Outros sete treinadores disputaram finais por dois clubes diferentes. Além dos campeõs Bianchi, Felipão e Autuori outros quatro venceram por um clube e perderam por outro: Zezé Moreira, José Yudica, Antõnio Lopes e Muricy Ramalho.
  • Walter Roque é o que mais treinou equipes diferentes. Foram oito: Valencia-VEN (72 e 74), Dep.Galícia-VEN (75 e 76),Estudiantes-VEN (77 e 78), San Cristobal-VEN(83), Oriente Petrolero-BOL (88), Progresso-URU (87 e 90), San José-BOL (96) e por fim o Táchira-VEN (01)
  • O colombiano Gabriel Uribe foi o trinador que mais perdeu finais: três,todas com o América de Cali (85,86 e 87). Depois vem o argentino Vicente Cantatore, bi-vice com o Cobreloa-CHI (81 e 82). Outros dois perderam duas finais,mas conquistaram títulos: Cubilla, Máspoli e Zezé Moreira.
  • São Paulo em 2005 foi o único time campeão com três técnicos diferentes: Leão, Milton Cruz e por fim o campeão Paulo Autuori. 
  • No mesmo ano o Atlético Paranaense bateu outro recorde: de ter ao longo da competição quatro técnicos diferentes.
  • Desde 2005 apenas técnicos brasileiros e argentinos vem conquistando a Libertadores. Nos últimos 22 anos apenas em 2004 um treinador de outro país venceu a competição.
  • Treinadores campeões também como jogador: Humberto Maschio, Luis Cubilla, Juan Martin Mujjica, José Omar Pastoriza e Nery Pumpido
treinadores brasileiros
  • Quatro brasileiros venceram a Libertadores mais de uma vez: Lula (Santos em 62 e 63), Telê Santana (São Paulo em 92 e 93), Felipão (Grêmio em 95 e Palmeiras em 99) e Paulo Autuori (Cruzeiro em 97 e São Paulo em 05)
  •  O brasileiro Zezé Moreira foi duas vezes vice treinando o Nacional do Uruguai (64 e 69). Só venceu quando treinou o Cruzeiro em 1976.
  • Além do próprio Zezé, outros dois treinadores brasileiros disputaram três finais: Telê (92,93 e 94) e Felipão (95,99 e 2000).
  • Nenhum estrangeiro foi campeão dirigindo equipes brasileiras, mas dois argentinos foram vice: Alfredo Gonzalez com o Palmeiras em 1968 e José Poy com o São Paulo em 1974. Curiosamente ambas as equipes foram derrotadas na final por clubes argentinos. 
  • Antônio Lopes detém o recorde de ser o que mais treinou clubes diferentes do Brasil. Foram cinco equipes: Vasco, Corinthians, Cerro Porteño-PAR, Coritiba e Atlético-PR.  
  • Renato Gaúcho e Adilson Batista foram os únicos campeões como jogador e vices como técnico.
os brasileiros finalistas

3 finais
Zezé Moreira (campeão com o Cruzeiro em 76 e vice com o Nacional-URU em 64 e 69)
Felipão (campeão com o Grêmio em 95 e Palmeiras em 99 e vice com o Palmeiras em 2000)
Telê Santana (campeão com o São Paulo em 92 e 93 e vice com o São Paulo em 94)

2 finais
Lula (campeão com o Santos em 62 e 63)
Paulo Autuori (campeão com o Cruzeiro em 97 e com o São Paulo em 05)
Antônio Lopes (campeão com o Vasco em 98 e vice com o Atlético-PR em 05)
Muricy Ramalho (campeão com o Santos em 11 e vice com o São Paulo em 06)

1 final
Paulo César Carpegiani (campeão com o Flamengo em 81)
Valdir Espinosa (campeão com o Grêmio em 83)
Abel Braga (campeão com o Internacional em 06)
Celso Roth (campeão com o Internacional em 10)
Tite (campeão com o Corinthians em 12)
Cuca (campeão com o Atlético-MG em 13)
Armando Reganeschi (vice com o Palmeiras em 61)
Yustrich (vice com o Cruzeiro em 77)
Ênio Andrade (vice com o Internacional em 80)
Carlos Froner (vice com o Grêmio em 84)
Jair Picerni (vice com o São Caetano em 02)
Leão (vice com o Santos em 03)
Mano Menezes (vice com o Grêmio em 07)
Renato Gaúcho (vice com o Fluminense em 08)
Adilson Batista (vice com o Cruzeiro em 09)



Túnel do tempo: Recopa 2003, a última conquista internacional do Olimpia

A Recopa Sul-Americana foi disputada entre o Olímpia,campeão da Copa libertadores de 2002 e San Lorenzo, campeão da recém criada Copa Sul-Americana do mesmo ano.

Dez anos sem finais internacionais

Clube sensação do início dos anos 90 quando levantaram uma Copa Libertadores,uma Recopa e uma Supercopa além de um vice da Libertadores e de um Mundial, o Olímpia disputou sua última final internacional em 1992: a Copa Commebol que acabaram perdendo para o Atlético Mineiro. Depois disso passaram-se dez anos para o clube mais vitorioso do Paraguai retornar a uma final sul-americana. Foram eliminações atrás de eliminações na Copa Libertadores,na Supercopa e na Copa Mercosul. Mas tudo mudou em 2002.
Na Copa Libertadores daquele ano o clube se classificou até de forma tranqüila com apenas uma derrota em seis jogos. No mata-mata o bicho pegou,mais precisamente nas quartas onde teria pela frente o Boca Jr, naquela altura o atual bicampeão da competição. Mas como os argentinos são velhos fregueses o clube seguiu adiante e nas semifinais veio o Grêmio e após uma vitória de cada lado a vaga para a final veio nos pênaltis. Se ao eliminar dois campeões o clube passou no teste de fogo o que dizer da final onde teria pela frente um clube sem tradição inclusive dentro de seu próprio país? Talvez por esse desconhecimento é que o Olímpia tenha perdido em plena Assunção para o São Caetano e precisava vencer em São Paulo para ficar com o título. E as coisas ficaram mais difíceis quando os paulistas abririam o placar. Mas veio o segundo tempo e a camisa falou mais alto e após a virada o título veio nos pênaltis. Veio o Mundial Interclubes no final do ano e com a derrota para o Real Madrid o clube ficaria com o vice,mas restava a Recopa Sul-Americana,que depois de um intervalo de quatro anos voltava a ser disputada no ano seguinte.

A Recopa

Classificado para disputá-la contra o San Lorenzo, campeão da Copa Sul-Americana , os paraguaios tiveram que viajar até Los Angeles-EUA,local da final de jogo único. No Memorial Coliseum, o Olímpia abre o placar logo aos 28 com Lopez. Ao receber de Orteman, invade a área, dribla o goleiro e marca um belo gol. Na etapa complementar Enciso,de pênalti aos 24 deu números finais ao placar e Olímpia campeão da Recopa Sul-Americana de 2003, sua última conquista internacional.




O jogo do título

Olímpia-PAR 2 x 0 San Lorenzo-ARG

data 12/07/2003
estádio Memorial Coliseum, Los Angeles-EUA
público 8000 pessoas
arbitro Carlos Eugênio Simon, Brasil
gols Lopez aos 28 do primeiro tempo e Enciso (pênalti) aos 24 do segundo tempo

Olímpia
Tavarelli; Isasi,Cáceres, Zelaya e Corbo; Orteman, Enciso, Esteche e Alvarenga; Benítez (Palácios) e Lopez (Caballero). Técnico: Luis Cubilla

San Lorenzo
Saja; Alvarez, Rodriguez, Morel e Paredes; Luna, Michelini,Herron e Zurita (Cordone); Acosta e Frutos. Técnico: Rubén Dario Insua

Dia 13/09  Vinte anos do Argentina 0 x 5 Colômbia