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sexta-feira, 30 de maio de 2014

As estreias das seleções da Copa 2014



Copa do Mundo já está aí e a partir de agora o blog Futebol da América do Sul deixa a Libertadores de lado e começa a falar somente da principal competição de seleções do planeta. Hoje posto o primeiro jogo em Copas de cada um dos países que vem ao Brasil, menos a da estreante Bósnia-Herzegovina. Em alguns casos as estréias foram em confrontos entre si (Estados Unidos x Bélgica e França x México em 1930 e Holanda x Suíça em 1934) por isso que aparece por duas vezes.

1930 França 4x1 México
         Uruguai 1x0 Peru
         Argentina 1x0 França
         México 1x4 França
         Estados Unidos 3x0 Bélgica
         Brasil 1x2 Iugoslávia
         Bélgica 0x3 Estados Unidos
         Chile 3x0 México
1934 Alemanha 5x2 Bélgica
         Holanda 2x3 Suíça
         Itália 7x1 Estados Unidos
         Espanha 3x1 Brasil
         Suíça 3x2 Holanda
1950 Inglaterra 2x0 Chile
1954 Coréia do Sul 0x9 Hungria
1958 Rússia (URSS) 2x2 Inglaterra
1962 Colômbia 1x2 Uruguai
1966 Portugal 3x1 Hungria
1974 Austrália 0x2 Alemanha Oriental
1978 Irã 0x3 Holanda
1982 Camarões 0x0 Peru
         Argélia 2x1 Alemanha
         Honduras 1x1 Espanha
1990 Costa Rica 1x0 Escócia
1994 Nigéria 3x0 Bulgária
         Grécia 0x4 Argentina
1998 Croácia 3x1 Jamaica
         Japão 0x1 Argentina
2002 Equador 0x2 Itália
2006 Costa do Marfim 1x2 Argentina
         Gana 0x2 Itália


Quase a metade dos países que virão ao Brasil estreou entre as Copas de 1930 e 1934. A seleção que mais enfrentou estreante foi a Argentina, em três oportunidades sendo que curiosamente a primeira partida da Bósnia-Herzegovina, debutante dessa edição será justamente contra os argentinos.


Seleções da Copa 2014: Chile, Colômbia e Equador

Chile: Em busca da terceira oitava de final seguida

O futebol chileno vai para a sua nona Copa do Mundo. Nas oito participações até aqui em apenas três conseguiu ir além da primeira fase. Foi um dos treze que participaram do primeiro Mundial, em 1930. Depois jogou mais duas edições em solo sul-americano: em 1950 no Brasil e na Copa que sediou em 1962, onde obteve a melhor colocação de sua história, terminando em terceiro lugar. A partir daí jogou apenas uma Copa por década e sempre na Europa: eliminação na primeira fase em 1966,1974 e 1982. Somente na França em 1998 é que alcançou as oitavas, como a última edição na África do Sul. O curioso é que sempre quando passou da primeira fase só não foi mais longe porque encontrou o Brasil pelo caminho: na Copa de 1962 e nas duas últimas em que esteve. Se sobreviver no grupo com Espanha e Holanda provavelmente enfrentará os brasileiros de novo.

29 jogos com 9 vitórias, 6 empates e 14 derrotas, marcou 35 gols e sofreu 45. Saldo negativo de 10.
Melhor colocação Terceiro lugar em 1962
Mais Copas Figueroa (3 Copas)
Mais jogos Figueroa e Leo Sanchez (9 jogos)
Mais gols Leo Sanchez e Subiabre (4 gols)
Mais enfrentou Brasil, Itália e Alemanha (3 jogos)

Colômbia: Primeira Copa do século

Foram apenas quatro participações colombianas em Copas do Mundo: 1962,1990,1994 e 1998. Dessas, apenas em 1990 passou da fase de grupos mas caiu já nas oitavas. Em 1994 surgiu como uma das favoritas ao título devido a bela campanha nas eliminatórias, mas acabou na lanterna do grupo em um grupo sem grandes seleções. A eliminação precoce causou a morte de seu zagueiro Escobar, autor do gol contra que causou a derrota para os Estados Unidos e que fora assassinado no retorno ao país. Com uma campanha fraca em 1998 retorna somente agora, em 2014 no Brasil disposto a ir mais longe que nas Copas anteriores e em um grupo sem nenhum bicho-papão é quase certa a classificação colombiana, pelo menos até as oitavas.

13 jogos com 3 vitórias, 2 empates e 8 derrotas, marcou 14 gols e sofreu 23. Saldo de -9
Melhor colocação oitavas em 1990
Mais Copas Rincón e Valderrama (3 Copas)
Mais jogos Rincón e Valderrama (10 jogos)
Mais gols Redín e Valencia (2 gols)
Mais enfrentou Romênia e Iugoslávia (2 jogos)

Equador: terceira participação nas últimas quatro Copas

Nona seleção sul-americana a estrear em um Mundial, os equatorianos jogaram pela primeira vez em 2002 na Ásia e com apenas uma vitória foi eliminado ainda na primeira fase. Na edição seguinte porém conseguiu ir mais além e chegou nas oitavas. Depois de se ausentar na última Copa, volta agora com chances de novamente passar de fase, já que deve brigar com a Suíça pela segunda vaga do Grupo E ( a primeira deve ser da França).

7 jogos com 3 vitórias e 4 derrotas, marcou 7 gols e sofreu 8. Saldo de -1
Melhor colocação Oitavas em 2006
Mais Copas 9 jogadores (2 Copas)
Mais jogos De la Cruz e Mendez (7 jogos)
Mais gols Delgado (3 gols)


Seleções da Copa 2014: Bélgica, Rússia, Croácia e Suíça

Bélgica: a volta doze anos depois

Foram onze Copas em apenas cinco delas passou da primeira fase. Terminou entre os oito primeiros uma única vez, quando foi semifinalista em 1986. Uma das quatro seleções a jogar as três Copas antes da Segunda Guerra Mundial (ao lado de Brasil, França e Romênia) só veio passar da fase de grupos na sexta participação em 1982. A partir daí emendou seis Copas consecutivas chegando a uma inédita semifinal no México. Depois foram três eliminações nas oitavas (1990, 1994 e 2002) e uma na primeira fase em 1998 quando terminou invicto, mas com três empates, insuficiente para se classificar. Retorna a um Mundial com uma seleção totalmente renovada.

36 jogos com 10 vitórias, 9 empates e 17 derrotas, marcou 46 gols e sofreu 63. Saldo negativo de 17.
Melhor colocação Quarto lugar em 1986
Mais Copas Scifo, Van der Elst e Wilmots (4 Copas)
Mais jogos Scifo (17 jogos)
Mais gols Wilmots ( 5 gols)
Mais enfrentou México e Rússia/URSS (3 jogos)

Rússia: Apenas duas Copas depois do fim da URSS

A Rússia era o principal país da extinta União Soviética, que era formada por mais catorze países. Em sete Copas com essa denominação, em cinco terminou entre os oito primeiros e apenas uma única vez foi eliminado na primeira fase.
A estréia dos soviéticos aconteceu apenas em 1958 na Suécia. Foram mais três participações seguidas sempre chegando as quartas com destaque para a semifinal de 1966 quando terminou na quarta colocação. Depois de ficar de fora de duas Copas seguidas (em 1974 recusou-se a jogar a repescagem contra o Chile, país cujo regime perseguia os comunistas) retornou na Espanha em 1982 ficando novamente entre os oito primeiros. Na Copa seguinte classificou-se para as oitavas, terminando na décima posição. Mas foi a partir dos anos 90 junto com a queda do regime comunista que o futebol soviético desapareceu: primeiro com a eliminação ainda na fase de grupos pela primeira vez em 1990, depois com a separação dos países um ano depois. E com a denominação atual de Rússia jogou apenas as Copas de 1994 e 2002 também não conseguindo ir além da primeira fase.

37 jogos com 17 vitórias, 6 empates e 14 derrotas, com 64 gols marcados e 44 sofridos. Saldo de 20 gols.
Melhor colocação  Quarto lugar em 1966
Mais Copas Yashin (4 Copas)
Mais jogos Yashin (13 jogos)
Mais gols Salenko (6 gols)
Mais enfrentou Bélgica (4 jogos)

Croácia: Sonhando repetir 1998

Ex-república iugoslava, os croatas conseguiram a independência em 1992 e seis anos depois estreavam em uma Copa do Mundo inclusive com alguns jogadores do antigo país que faziam parte. E que estréia, surpreendendo a todos chegou nas semifinais onde só caiu frente aos anfitriões franceses e terminando em terceiro lugar vencendo cinco dos sete jogos que fez. Mas a boa fase ficou por aí, pois nas duas Copas seguintes sequer passou da primeira fase conquistando apenas uma vitória nas últimas seis partidas. Ausente em 2010, retorna ao Brasil onde faz a abertura da Copa justo contra os donos da casa tentando a segunda vaga do grupo e mostrar que a campanha de 1998 não foi mero “acidente de percurso”.

13 jogos com 6 vitórias, 2 empates e 5 derrotas, marcou 15 gols e sofreu 11. Saldo de 4.
Melhor colocação Terceiro lugar em 1998
Mais Copas Seric e Simic (3 Copas)
Mais jogos Simic (11 jogos)
Mais gols Suker (6 gols)
Mais enfrentou Japão (2 vezes)

Suíça: Melhor resultado em casa

A Suíça esteve presente em nove das dezenove Copas até aqui. Em cinco delas passou da primeira fase e por quatro vezes terminou entre os oito primeiros. Entre os anos 30 e 50 era uma das principais seleções européias tendo jogado quatro edições seguidas: 1934, 1938, 1950 e 1954, sendo que em todas terminou entre as oito melhores seleções. Mas foi a partir do Mundial que sediou e que teve a melhor colocação da história que a coisa começou a mudar, e pra pior. Pela primeira vez desde que estreou ficou de fora de uma Copa, em 1958. Retornou nas duas seguintes e em ambas terminou na lanterna. Depois foram apenas mais três Copas disputadas: a de 1994 e 2006 quando nas duas ocasiões chegou nas oitavas (essa última foi eliminada sem sofrer um gol sequer) e por fim na África quando caiu ainda na primeira fase, apesar de ter vencido a futura campeã Espanha na estréia. Tem tudo pra passar para as oitavas.

29 jogos com 9 vitórias, 6 empates e 14 derrotas, marcou 38 gols e sofreu 52. Saldo de -14 gols.
Melhor colocação Quinto lugar em 1954
Mais Copas Antenen e Kernen (3 Copas)
Mais jogos Antenen (7 jogos)
Mais gols Hügi (6 gols)
Mais enfrentou Alemanha (4 vezes)



Seleções da Copa 2014: Holanda, Portugal, Grécia e Bósnia

Holanda: Três finais em apenas nove Copas

Foram nove Copas disputadas e por três vezes finalista, o que dá uma média de uma final a cada três Mundiais. Esteve por quatro vezes entre os quatro melhores e cinco entre os oito. Caiu apenas duas vezes na primeira fase.
A história da seleção holandesa começou pra valer mesmo nos anos 70. Antes, havia disputado as Copas de 1934 e 1938 e em ambas caíram na primeira fase. Depois de 36 anos de ausência os holandeses foram vice por duas Copas consecutivas: na de 1974 na Alemanha e quatro anos depois na Argentina, sendo que as duas derrotas foram para os anfitriões. Fora das Copas dos anos 80 voltou na Itália em 1990 e com o mesmo time campeão europeu dois anos antes sequer passou das oitavas. Depois vieram duas eliminações para o Brasil: nas quartas em 1994 e nas semifinais de 1998. Ausente em 2002 retornou na Alemanha onde foi eliminado nas oitavas e em 2010 realizou a melhor campanha desde o bi-vice, quando venceu todos os jogos até a final onde perderia o título para a Espanha faltando quatro minutos para os pênaltis.

43 jogos com 22 vitórias, 10 empates e 11 derrotas, marcou 71 gols e sofreu 44. Saldo de 27 gols
Melhor colocação Vice em 1974,1978 e 2010
Mais Copas Van der Sar, Winter, Ooijer e Van Bronckhorst (3 Copas)
Mais jogos Haan, Jansen, Krol e Rep (14 jogos)
Mais gols Rep (7 gols)
Mais enfrentou Brasil e Argentina (4 jogos)

Portugal: além das semifinais

Até aqui os portugueses jogaram apenas cinco Copas: foram duas semifinais, uma eliminação nas oitavas e por duas vezes caíram na primeira fase. A primeira participação portuguesa foi em 1966 e com uma geração talentosa de jogadores terminou em terceiro lugar. Depois de exatos vinte anos de ausência voltaram no México e sequer passaram da primeira fase. Fora das Copas dos anos 90, retornou em 2002 e novamente caíram na fase de grupos. Mas a partir daí emplacaram mais duas Copas seguidas: semifinalista em 2006 repetindo o feito de quarenta anos atrás e eliminação nas oitavas na África. Na sua quarta Copa consecutiva os portugueses esperam finalmente jogar a final.

23 jogos com 12 vitórias, 3 empates e 8 derrotas, 39 gols marcados e 22 sofridos. Saldo de 17 gols.
Melhor colocação Terceiro lugar em 1966
Mais Copas 15 jogadores (2 Copas)
Mais jogos Simão Sabrosa (11 jogos)
Mais gols Eusébio (9 gols)
Mais enfrentou Inglaterra (3 jogos)

Grécia: tentando uma inédita oitava de final

O retrospecto grego em Copas é pequeno e sofrível: foram apenas duas participações e em ambas caíram na primeira fase. Em 1994 terminaram com três derrotas, nenhum gol marcado e dez sofridos. Já quatro anos antes conseguiu a primeira vitória, mas como perderam as outras duas partidas não passou para as oitavas. E agora em um grupo sem nenhum bicho-papão como foram nas outras duas participações (enfrentou a Argentina em 1994 e 2010) quem sabe a inédita classificação grega não vem esse ano?

6 jogos com 1 vitória e 5 derrotas, marcou 2 gols e sofreu 15. Saldo de -13
Melhor colocação Primeira fase em 1994 e 2010
Mais Copas 45 jogadores (1 Copa)
Mais jogos 13 jogadores (3 jogos)
Mais gols Salpingidis e Torosidis (1 gol)
Mais enfrentou Argentina e Nigéria (2 jogos)

Bósnia-Herzegovina: estréia no Brasil

Estreante em Copas, a Bósnia fazia parte da ex-Iugoslávia até 1992. Participa das eliminatórias para a Copa do Mundo desde 1998 sendo que as duas últimas chegou a jogar a repescagem, mas só classificou-se na última. Esse será a primeira grande competição dos bósnios justamente estreando em um Mundial.


Copas de 1962 e 1966:o bi brasileiro e o polêmico título inglês


1962: O replay de quatro anos atrás

E doze anos depois a Copa volta para a América do Sul, mais precisamente no Chile. Mas por muito pouco não tivemos a Copa em terras chilenas devido a um terremoto dois anos antes que comprometeu a realização do torneio. Assim como na Suécia, nenhuma seleção fora do eixo Europa-Américas participou: foram dez europeus, cinco sul-americanos e um da Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe). Apenas duas seleções estreavam Colômbia e Bulgária. Em relação a Copa anterior tivemos as voltas de Itália, Uruguai, Espanha e Suíça enquanto que vice e terceiro colocados de 1958, Suécia e França não se classificaram para jogar no Chile. Já a fórmula de disputa permaneceria a mesma e o número de sedes seria diminuída para apenas quatro contra doze do Mundial anterior.

Sem Pelé, Garrincha comanda o show

No Grupo 1 tivemos a classificação de dois europeus: União Soviética e Iugoslávia, enquanto que os sul-americanos Uruguai (que voltava a um Mundial) e a estreante Colômbia cairiam já de cara. Destaque para o empate entre soviéticos e colombianos em 4 a 4 (recorde de oito gols) e que saiu o único gol olímpico até hoje em Copas. No Grupo 2 os donos da casa começaram bem vencendo as duas partidas mas na última partida perderam para a Alemanha e terminaram em segundo. Pior para Itália e Suíça, ausentes de quatro anos antes e que já seriam eliminados ainda na primeira fase. No Grupo 3, o do Brasil, estrearia pela terceira vez em quatro Copas contra o México e assim como nas anteriores venceria de novo. Na partida seguinte, um zero a zero frente aos tchecos uma contusão tirava Pelé da Copa. E por muito pouco a seleção não foi eliminada na primeira fase. Começou perdendo para a Espanha, mas com dois gols de Amarildo, substituto do Rei, despachou os espanhóis e seguiria rumo ao bi junto com os tchecos. Espanha e México ficavam pelo caminho. E no último Grupo nova eliminação dos argentinos ainda na fase de grupos, dessa vez para a Inglaterra e Hungria. O outro eliminado da chave seria a estreante Bulgária.
Nas quartas de final tivemos pela terceira Copa seguida o confronto entre Alemanha e Iugoslávia. Mas diferente dos anos anteriores dessa vez a vaga ficaria com os iugoslavos. No outro confronto entre europeus a Tchecoslováquia passaria pela Hungria. Nos jogos “intercontinentais” o Chile eliminaria a União Soviética enquanto que a seleção brasileira passaria pela Inglaterra com dois gols de Garrincha, que começava a ser o protagonista da seleção a partir daí.
Nas semifinais de um lado um confronto entre europeus e de outro sul-americanos, e pela segunda Copa seguida teríamos uma final entre seleções de continentes diferentes. E o representante europeu seria a Tchecoslováquia, vice de 1934 e que bateria os iugoslavos por três a um. No outro jogo talvez o melhor da Copa até aqui: Estádio Nacional de Santiago lotado para ver Chile x Brasil. Mesmo jogando com 76 mil torcedores contra, a seleção brasileira não se intimidou e com 30 minutos já vencia por dois a zero (dois dele, Garrincha). A partir daí o Chile diminuía e o Brasil marcava e no final com mais dois de Vavá os brasileiros se classificavam para sua terceira final de Copa, a segunda seguida e desde então tornava-se o maior finalista até os dias de hoje. Aos chilenos sobravam a disputa de terceiro lugar conquistada com vitória sobre a Iugoslávia.

O jogo do bicampeonato

Expulso contra o Chile, Garrincha não iria jogar a final. Iria, pois uma manobra nos bastidores com direito a sumiço do auxiliar fez com que o melhor jogador da Copa fosse absolvido. Curiosamente Garrincha não faria gol na final, mas com a sua exibição nos jogos anteriores acabava atraindo a atenção dos marcadores e deixava o caminho livre para os outros jogadores. Mas foram os tchecos que abriram o marcador com Masoput logo aos quinze minutos. Nem deu tempo pra desanimar e aos dezessete Amarildo empataria. No segundo tempo Zito viraria aos 24 e Vavá fecharia o placar e se tornaria o primeiro jogador a marcar gol em duas finais de Copa. Final Brasil 3x1 Tchecoslováquia e o bicampeonato veio como em 1958: cinco vitórias e um empate. Agora teríamos três seleções com duas conquistas: Itália, Uruguai e é claro, o Brasil.

Algumas curiosidades

  • Na partida Tchecoslováquia1x3 México, Mazek faria o gol de honra dos tchecos logo a quinze segundos de jogo, sendo o gol mais rápido das Copas até o turco Sukur marcar aos onze segundos em 2002.
  • Vavá tornou-se o primeiro jogador a marcar gol em mais de uma final de Copa: foram dois contra a Suécia em 1958 e um contra os tchecos no Mundial do Chile. Mais tarde, Pelé, Breitner e Zidane igualariam o feito de Vavá.
  • No jogo entre União Soviética e Colômbia não só foi o empate com mais gol na história das Copas (4 a 4) como também foi a única vez em que tivemos um gol olímpico. Coube a autoria o colombiano Marcos Coll.
  • O Brasil de 1962 foi o campeão que utilizou o menor número de jogadores: apenas doze entraram em campo.
  • Pela terceira vez seguida Alemanha e Iugoslávia se enfrentaram em uma quarta de final. Os alemães venceram as duas primeiras e os iugoslavos deram o troco no Chile. É o confronto que mais ocorreu em uma fase de mata-mata.


1966: finalmente os inventores do futebol levantam a taça

E a Copa de 1966 foi jogada na Inglaterra após este ser concorrente único. Foram escolhidos sete estádios espalhados por seis cidades. E essa seria a grande chance de provar que os “inventores do futebol” eram sim superiores as outras seleções, embora os outro quatro Mundiais que os ingleses haviam jogado provaram que não. Portugal e Coréia do Norte (única seleção não-européia e não-americana) eram os estreantes. Tivemos o retorno da França e a única ausência sentida foram a dos tchecos, vice de 1962.
Inglaterra e Uruguai abriram o Mundial com um empate sem gols e seriam os classificados do Grupo 1 deixando México e França para trás. Depois de três Copas seguidas finalmente a Argentina classificaria para a próxima fase, ao lado da Alemanha no Grupo 2 que tinha também Espanha e Suíça, este lanterna da Copa pela segunda vez seguida. No Grupo 3 a seleção brasileira venceria na estréia a Bulgária por dois a zero, com gols de Pelé e Garrincha, último jogo juntos da dupla já que o Rei, machucado não jogaria o próximo. Na partida seguinte derrota por 3 a 1 para a Hungria e fim de uma invencibilidade de 13 jogos, a maior da história e que havia começado em 1954 quando perdeu para a própria Hungria. No último jogo a classificação só viria com uma vitória por três gols frente os portugueses, mas foram eles que venceram por três a um e se garantiram com os húngaros para a próxima fase. Assim como a Itália em 1950, era a segunda vez que o detentor do título era eliminado ainda na fase inicial. E no Grupo 4 a União Soviética se garantiu com três vitórias enquanto que a Itália ao vencer o Chile na estréia bastava um empate diante dos desconhecidos norte-coreanos para avançar. E uma das maiores zebras da história, como aquela de 1950 quando os ingleses perderam para os Estados Unidos se repetiu: vitória da Coréia do Norte e eliminação vexatória dos italianos ao lado do Chile.

Semifinais só de europeus

O grande jogo das quartas de final sem dúvida foi entre ingleses e argentinos, vencido pelos anfitriões por um a zero em um jogo bastante polêmico, com bastante reclamação por parte dos argentinos. Outra partida de grande apelo foi o confronto entre ex-campeões: Alemanha e Uruguai. Ao golear os sul-americanos por 4 a 0 os alemães seguiram adiante. Placar facilitado pela expulsão de dois jogadores uruguaios quando os alemães já venciam por um a zero. A União Soviética eliminaria a Hungria e pela primeira vez chegaria a uma semifinal enquanto que no jogo entre Portugal e Coréia do Norte tivemos a maior virada das Copas. Com apenas 25 minutos de jogo os norte-coreanos venciam por três a zero. Mas a seleção portuguesa com vários craques do Benfica, clube português mais bem-sucedido da época viraria para 5 a 3 com quatro gols de Eusébio e já na estréia se garantia entre os quatro primeiros da Copa.
Com as classificações de Inglaterra, Alemanha, Portugal e União Soviética tivemos as semifinais entre europeus pela primeira vez desde 1934. Portugueses e soviéticos, até aqui as duas únicas seleções com 100 % de aproveitamento seriam eliminados por ingleses e alemães com certa ajuda da arbitragem que não punia com mesmo rigor faltas cometidas pelos classificados a final. Ambos derrotados pelo mesmo placar (2 a 1) sobraram para Portugal e União Soviética a disputa de terceiro lugar vencido pelos portugueses que de quebra teve seu grande jogador, Eusébio o artilheiro do Mundial com nove gols.

O título com a bola que não entrou

Pela primeira vez os ingleses estavam em uma final. Já os alemães chegavam a sua segunda final e lutavam pelo bi, já que haviam ganho a Copa doze anos antes. A campanha de ambos os finalistas eram idênticas: duas vitórias e um empate na primeira fase, triunfos contestáveis sobre sul-americanos nas quartas e vitórias por 2 a 1 nas semifinais. Os ingleses tinham a melhor defesa (apenas um gol sofrido) enquanto que os alemães tinham o segundo melhor ataque. E foi a Alemanha que abriu o marcador diante de um Wembley lotado com mais de 93 mil torcedores com Haller. Hurst empataria ainda no primeiro tempo e aos 33 do segundo Peters viraria. Quando os ingleses já comemoravam o título inédito Weber empata a dois minutos do fim e leva a decisão para a prorrogação.
Foi aí que a decisão entrou para a história por causa de um gol que não foi: Hurst domina na área, gira e chuta. A bola bate no travessão, quica na linha e volta pro campo. Juiz e auxiliar não viram e deram gol. No final da prorrogação outro gol irregular marcado novamente por Hurst quando torcedores ingleses começavam a invadir o gramado quando o correto seria interromper a partida. Final de jogo, Inglaterra campeã em casa e com ajuda, e muito da arbitragem. Aos alemães,também favorecido em algumas partidas, restaram o vice.

Algumas curiosidades

  • Por causa da religião predominante na Inglaterra (Anglicana) que não permitia jogos aos domingos, foi a única final de Copa realizada em um sábado.
  • Pela primeira vez tivemos um mascote: trata-se do leão Willie, representando a força dos inventores do futebol.
  • Ao jogar a Copa da Inglaterra o goleiro mexicano Carbajal foi o primeiro jogador a participar de cinco Copas, feito igualado somente pelo alemão Matthaus em 1998 e provavelmente pelo goleiro italiano Buffon agora em 2014.
  • Ao vencer a Itália por um a zero ainda na primeira fase, a Coréia do Norte tornou-se a primeira seleção asiática a vencer uma partida de Copa.
  • Na vitória sobre a Bulgária por 2 a 0 Pelé e Garrincha (autores dos gols) jogaram juntos pela última vez. No geral jamais a seleção perdeu um jogo sequer com a dupla em campo, enquanto que no jogo em que o Brasil perdeu para a Hungria foi a única derrota de Garrincha pela seleção em partidas oficiais.
  • Na partida entre Uruguai e França ainda na primeira fase, estavam relacionados para a partida o uruguaio Pablo Forlán  e o francês Jean Djorkaeff. Até aí tudo bem, mas o curioso é que ambos os filhos (Diego Forlán e Yuri Djorkaeff) iriam se enfrentar 38 anos depois, na Copa de 2002.
  • O brasileiro Edu foi e é até hoje o jogador mais jovem a ser inscrito em uma Copa do Mundo com 16 anos e 329 dias.
  • Alf Ramsey, técnico campeão pela Inglaterra era zagueiro na fatídica partida em que os britânicos perderam para os Estados Unidos na Copa de 1950.
  • Hurst é até hoje o único jogador a marcar três gols em uma única final de Copa. Vavá, Pelé e o francês Zidane também têm três gols em finais, mais em duas Copas diferentes.

Dia 06/06 A Copa de 1970: A melhor da história



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Libertadores: Nenhum ex-campeão nas semifinais pela segunda vez

Em mais de cinqüenta edições da Copa Libertadores essa é a segunda vez na história que não teremos ex-campeão algum classificado as semifinais. A única vez que esse fato havia ocorrido foi em 1992 quando São Paulo, Newell’s Old Boys-ARG, Barcelona-EQU e América-COL, clubes que jamais haviam levantado a taça, terminaram entre os quatro primeiros, já em contrapartida a semifinal de 2009 foi a única que contou com todos os quatro clubes ex-campeões. Curiosamente no mesmo ano de 1992 os clubes brasileiros iniciaram um período de 23 anos estando em semifinais, seqüência encerrada nesta edição. Outro fato curioso é que naquele ano os quatro semifinalistas já haviam decidido o título, e todos saíram derrotados: o São Paulo foi vice em 1974; o América em 1985,1986 e 1987; o Newell’s em 1988 e por fim o Barcelona em 1990. Já os semifinalistas desse ano (San Lorenzo-ARG, Defensor-URU, Bolívar-BOL e Nacional-PAR) jamais chegaram a uma final, fato inédito na história da Libertadores. Entre 1961 a 1987 o campeão da edição anterior entrava diretamente nas semifinais, o que garantia sempre um ex-campeão já nessa fase. Segue abaixo a lista com os ex-campeões que estiveram entre os semifinalistas no período entre 1993 a 2013:

1993 São Paulo
1994 São Paulo e Olímpia-PAR
1995 Grêmio, Nacional-COL e River Plate-ARG
1996 River Plate-ARG e Grêmio
1997 Cruzeiro, Colo Colo-CHI e Racing-ARG
1998 River Plate-ARG
1999 River Plate-ARG
2000 Boca Jr-ARG e Palmeiras
2001 Boca Jr-ARG e Palmeiras
2002 Olímpia-PAR e Grêmio
2003 Boca Jr-ARG e Santos
2004 Boca Jr-ARG, River Plate-ARG e São Paulo
2005 São Paulo e River Plate-ARG
2006 São Paulo
2007 Boca Jr-ARG, Grêmio e Santos
2008 Boca Jr-ARG
2009 Estudiantes-ARG, Cruzeiro, Nacional-URU e Grêmio
2010 Internacional e São Paulo
2011 Santos, Peñarol-URU e Vélez Sarsfield-ARG
2012 Boca Jr-ARG e Santos
2013 Olímpia-PAR


Libertadores: Quem mais foi eliminado nas oitavas e nas quartas

Após postar todas as 107 equipes que estiveram um dia na fase de oitavas de final e as 76 que jogaram as quartas, hoje posto as que mais foram eliminadas nessas duas fases. O recorde das oitavas pertence ao Nacional do Uruguai com catorze eliminações das dezenove vezes que jogou essa fase. Já das quartas de final para a surpresa de todos é o Boca Jr, que caiu cinco vezes das doze que esteve entre os oito primeiros. Mas há de se considerar que ambos são os recordistas de disputas dessas fases, o que proporcionalmente a chance de eliminação é maior que a dos outros clubes. Segue abaixo a lista com os times que mais caíram nessa fase e a quantidade de vezes:

Oitavas de final

14 eliminações
Nacional-URU

8 eliminações
Cerro Porteño-PAR

7 eliminações
Bolívar-BOL, Colo Colo-CHI e Universitário-PER

5 eliminações
Vélez Sarsfield-ARG, Cruzeiro, Corinthians, Universidad Católica-CHI, Emelec-EQU, LDU-EQU e El Nacional-EQU


Quartas de final

5 eliminações
Boca Jr-ARG

4 eliminações
Bolívar-BOL, Libertad-PAR, Universidad Católica-CHI, Vélez Sarsfield-ARG, Nacional-URU, Peñarol-URU e River Plate-ARG

3 eliminações
Grêmio, Cerro Porteño-PAR, Santos, Cruzeiro, San Lorenzo-ARG, Sporting Cristal-PER, Vasco da Gama e Flamengo



Seleções da Copa 2014: Argentina, Uruguai e França

Argentina: o tri na casa do maior rival

Nas quatro vezes que terminou entre os quatro primeiros de uma Copa chegou a final. Campeão por duas vezes e vice nas outras duas, a seleção da Argentina em nove edições ficou entre os oito primeiros. Foram quatro eliminações na primeira fase dos quinze Mundiais que disputou. Tem em Maradona, seu principal jogador ao longo da história, vários recordes individuais.
Foi vice já na primeira Copa que participou, no vizinho Uruguai. No Mundial seguinte caiu já na primeira fase. Chateados por não serem escolhidos sede da Copa de 1938 os argentinos não só boicotaram esta mas também as Copas de 1950 e 1954, retornando apenas em 1958, exatos 24 anos. E assim como na última que disputou novamente cairia na primeira fase, o que se repetiria no também vizinho Chile em 1962. Quatro anos depois seria eliminado pelos anfitriões e futuros campeões ingleses nas quartas e surpreendentemente não jogaria a Copa de 1970, sua última ausência em Mundiais. Depois de uma participação fraca em 1974, emplacaria três finais em quatro Copas (1978, 1986 e 1990). Campeão em casa na primeira numa Copa cercada de polêmicas, cairia na segunda fase em 1982 e no México se sagraria bicampeão ao derrotar na final a Alemanha, mesmo adversário do vice de 1990. A partir daí os argentinos nunca mais conseguiram chegar nem mesmo a uma semifinal: eliminações dolorosas entre oitavas (1994), quartas (1998 e as duas últimas) e a incrível queda ainda na primeira fase em 2002. Sem contar que nesse período viu seu maior rival conquistar duas Copas.

69 jogos com 37 vitórias, 12 empates e 20 derrotas, marcou 123 gols e sofreu 80. Saldo de 43 gols
Melhor colocação  Campeão em 1978 e 1986
Mais Copas  Maradona (4 Copas)
Mais jogos  Maradona (21 jogos)
Mais gols  Gabriel Batistuta (10 gols)
Mais enfrentou  Alemanha (6 jogos)

Uruguai: o bi do “Maracanazzo”

País-sede da primeira Copa do Mundo, o Uruguai esteve apenas em duas finais e venceu ambas tornando-se a segunda seleção bicampeã da história. No total foram cinco vezes entre os quatro primeiros e seis entre os oito das onze Copas jogadas até aqui. Nas outras cinco, por três vezes caiu ainda na primeira fase.
Ao vencer a primeira edição em 1930 jogada em casa, os uruguaios não defenderam o título nas duas Copas seguintes retornando apenas em 1950 no Brasil. E mesmo com uma seleção inferior a dos brasileiros, conquistou o bicampeonato em pleno Maracanã, o que levou a criar o termo Maracanazzo. As glórias porém ficaram por aí. Na Copa seguinte terminou em quarto lugar sofrendo sua primeira derrota em Copas onze jogos depois. Fora da Copa seguinte, retornou sem brilho na Inglaterra em 1966. Foi semifinalista em 1970 e acabaria em quarta lugar, melhor colocação dos últimos anos. Eliminado ainda na primeira fase em 1974, ficaria de fora de duas Copas seguidas até retornar no México em 1986 onde caiu nas oitavas, repetindo a dose em 1990. Fora novamente de duas Copas seguidas, classificou-se para a de 2002 caindo na fase de grupos e oito anos depois faria história na África do Sul ao terminar em quarto lugar, sua melhor colocação em quarenta anos. Jogou as quatro últimas repescagens internacionais onde classificou-se em três. Sessenta e quatro anos depois poderemos ter um novo Maracanazzo.

47 jogos com 18 vitórias, 12 empates e 17 derrotas, marcou 76 gols e sofreu 65. Saldo de 11 gols
Melhor colocação  Campeão em 1930 e 1950
Mais Copas  Pedro Rocha (4 Copas)
Mais jogos  Ladislau Mazurkiewicz (13 jogos)
Mais gols  Miguez (8 gols)
Mais enfrentou  Alemanha (4 jogos)

França: do céu ao inferno em quatro anos

Campeã na segunda Copa que sediou em 1998, a França foi vice em 2006. Essas foram as duas únicas finais em que esteve. Terminou por cinco vezes entre os quatro primeiros e sete entre os oito. Jogou treze Copas e caiu na primeira fase em seis oportunidades, quase a metade.
A seleção francesa esteve nos três primeiros Mundiais e mais longe que chegou foi nas quartas em 1938 quando foi sede. Ausente no Brasil, realizou sua primeira grande campanha em 1958 quando chegou as semifinais. Depois foram só decepções entre os anos 60 e 70 alternando ausências (1962, 1970 e 1974), com eliminações na primeira fase (1966 e 1978). Já a partir dos anos 80 finalmente os franceses entrariam para o grupo das grandes seleções mesmo ficando fora de duas Copas seguidas (1990 e 1994). Primeiro com duas semifinais seguidas entre 1982 e 1986, essa última repetindo o terceiro lugar de 28 anos atrás e depois o tão sonhado título conquistado em cima do Brasil em 1998 na segunda Copa que sediou. Depois disso a seleção passou a viver entre o céu e o inferno: ao defender o título na Ásia, nem passou da primeira fase e não fez um golzinho sequer. Quatro anos depois na Alemanha chegou ao vice-campeonato ao perder para a Itália e por fim outro vexame, desclassificação ainda na fase de grupos. Se seguir esse raciocínio, os franceses farão uma boa Copa aqui no Brasil.

54 jogos com 25 vitórias, 11 empates e 18 derrotas, marcou 96 gols e sofreu 68. saldo de 28 gols
Melhor colocação Campeão em 1998
Mais Copas  Thierry Henry (4 Copas)
Mais jogos  Fabián Barthez e Thierry Henry (17 jogos)
Mais gols  Just Fontaine (13 gols)
Mais enfrentou  Itália (5 jogos)


Seleções da Copa 2014: Itália, Inglaterra e Espanha

Itália: Finalista a cada doze anos

Quatro títulos em seis finais disputadas. Oito vezes entre os quatro primeiros e dez entre os oito. Ausente em apenas duas Copas, das dezessete que participou em seis caiu ainda na primeira fase, o que explica porque é o terceiro em quase todos os rankings embora é a segunda seleção mais vitoriosa do planeta, atrás apenas do Brasil.
Estreou em Copas na segunda edição, quando foi sede em 1934. Campeão meio que favorecida pela arbitragem, repetiu a dose na França quatro anos depois sendo a primeira seleção a conquistar duas Copas consecutivas. A partir daí os italianos passaram por uma fase ruim que atravessou as décadas de 50 e 60. Foram quatro eliminações seguidas ainda na primeira fase além de não se classificar para a Copa de 1958. As coisas começaram a mudar a partir da Copa de 1970. Perderia a final para o Brasil e a chance de ser o primeiro tricampeão, mas retornaria a uma decisão de Mundial depois de 32 anos. Desde então passou a ser finalista em um intervalo de doze anos (campeão em 1982, vice em 1994 e campeão em 2006). Depois de uma Copa ruim em 1974, terminaria com a quarta colocação em 1978. Ao vencer a Alemanha em duelo de bicampeões seria a segunda seleção tricampeã mundial. Eliminado ainda nas oitavas na edição seguinte terminaria invicta e em terceiro lugar na Copa que sediou, em 1990. Novamente seria derrotada pelo Brasil numa final, nos EUA em 1994 na disputa de primeiro tetra do planeta, e na França cairia nas quartas diante dos donos da casa. Curiosamente todas as eliminações da década de 90 foram nos pênaltis. Eliminado com arbitragem polêmica em 2002 novamente para um anfitrião, surpreendeu na Alemanha em 2006 conquistando o tão sonhado tetra. Após campanha vexatória na África onde caiu ainda na fase de grupos, vem para o Brasil disposto a apagar a má campanha de quatro anos atrás e quem sabe conquistar o penta na casa do único país penatacampeão, e quebrar a escrita de finais a cada doze anos.

80 jogos com 44 vitórias, 21 empates e 15 derrotas, marcou 126 gols e sofreu 74. Saldo de 52 gols
Melhor colocação  Campeã em 1934,1938,1982 e 2006
Mais Copas Albertosi, Bergomi, Canavarro, Maldini, Rivera, Zoff e Buffon (4 Copas)
Mais jogos  Maldini (23 jogos)
Mais gols Baggio, Vieri e Paolo Rossi (9 gols)
Mais enfrentou Argentina, Alemanha, Brasil e França (5 jogos)

Inglaterra: Fora das semifinais desde 1990

Os inventores do futebol estiveram em treze Copas. Em apenas duas delas atingiram as semifinais: na campanha do título em 1966 e quando terminou em quarto lugar em 1990. Apesar disso é uma das seleções que mais edições terminou entre os oito primeiros, num total de nove vezes. Desde 1958 que não é eliminada na primeira fase.
Achando-se superiores as outras seleções, os ingleses só estrearam em Mundiais no Brasil em 1950. E protagonizou uma das maiores zebras da história ao ser derrotada pelos EUA e nem sequer passar de fase.  Na Copa seguinte a eliminação veio nas quartas e em 1958 na primeira fase. No Chile quatro anos depois cairia para o futuro campeão Brasil nas quartas e em 1966 seria campeã pela única vez em casa ao derrotar a Alemanha naquele gol polêmico em que a bola não haveria entrado. Detentora do título em 1970, seria eliminada nas quartas pelos alemães que deram o troco de quatro anos antes. Depois vieram duas Copas de ausência até o retorno em 1982 e novamente a eliminação veio diante dos alemães, o que também se repetiu nas semifinais de 1990, sua última grande participação depois do título. Antes, cairia novamente nas quartas no México, dessa vez eliminada pela Argentina, no famoso gol de mão de Maradona. Fora da Copa de 1994, retornou na França e desde então alterna entre eliminações nas oitavas (1998 e 2010) e nas quartas (2002 e 2006). Vem ao Brasil tentando se redimir do fiasco da África onde venceu uma só partida e acabou eliminada nas oitavas ao ser goleada por quem? Isso mesmo, pela Alemanha...

59 jogos com 26 vitórias, 19 empates e 14 derrotas, marcou 52 gols e sofreu 25. Saldo de 25 gols
Melhor colocação Campeã em 1966
Mais Copas Bobby Charlton (4 Copas)
Mais jogos Peter Shilton (17 jogos)
Mais gols Gary Lineker (10 gols)
Mais enfrentou Argentina e Alemanha (5 jogos)

Espanha: na luta pelo bi

Atual campeã mundial, a Espanha só havia terminado uma Copa entre os quatro primeiros em 1950 no Brasil, quando ficou em quarto lugar. No geral foram seis Copas terminando entre os oito primeiros das treze que disputou. Em quatro delas acabou caindo ainda na primeira fase. Os espanhóis até então tinham a fama de sempre fazer boas campanhas iniciais, mas falhar no mata-mata.
Sua estréia em Mundiais foi na Itália em 1934 e nas quartas cairia diante dos anfitriões. Ausente em 1938 retornaria somente no Brasil onde terminaria pela primeira vez entre os quatro melhores. Fora de duas Copas seguidas, só voltaria a jogar novamente na América do Sul, na Copa do Chile em 1962 e ficaria na fase de grupos, como quatro anos depois na Inglaterra. Novamente ausente de duas Copas consecutivas, retornaria na Argentina em 1978 e seria eliminada já de cara. A fase ruim não largaria dos espanhóis nem mesmo quando sediou o torneio em 1982, onde cairia na segunda fase. No México em 1986, finalmente uma grande campanha desde a Copa do Brasil: eliminada somente pelos pênaltis para a Bélgica nas quartas de final. Depois de um Mundial fraco na Itália, voltaria a estar entre os oito melhores nos EUA na Copa seguinte e chegaria as quartas. Eliminada ainda na primeira fase na França, chegaria novamente numa quarta de final em 2002 mas eliminada pela anfitriã Coréia do Sul num dos maiores escândalos de arbitragem em Copas. Na Alemanha venceria as três partidas da fase inicial como no Mundial anterior, mas seria eliminada já nas oitavas pela França. E em 2010 finalmente veio o título. Com status de campeã européia, estreou perdendo mas a partir daí só vitórias até a final frente a Holanda terminando entre os quatro depois de sessenta anos. Ao participar da décima Copa seguida, luta pelo bi e de ser a terceira seleção a faturar a taça por duas edições seguidas, o que não ocorre desde o bi brasileiro em 1962.

56 jogos com 28 vitórias, 12 empates e 16 derrotas, marcou 88 gols e sofreu 59. Saldo de 29 gols.
Melhor colocação Campeã em 2010
Mais Copas  Hierro e Zubizarreta (4 Copas)
Mais jogos  Zubizarreta (16 jogos)
Mais gols  David Villa (8 gols)
Mais enfrentou  Brasil (5 jogos)



Copa de 1958: A taça do mundo é nossa!



A primeira grande Copa

O mesmo Congresso Técnico da FIFA que escolheu a Suíça como sede da Copa de 1954 também determinou que o Mundial seguinte seria na Suécia. Foi a primeira Copa sem a presença de seu maior incentivador, Jules Rimet morto dois anos antes. Para os especialistas, essa foi a primeira grande Copa já que todas as partidas foram televisionadas, algo inédito até então e pelo formato da competição: quatro grupos de quatro seleções onde os dois primeiros se classificam para as quartas de final, depois semifinais e final, sem a fórmula esquisita de quatro anos antes onde dois cabeças de chave não se enfrentavam e nem de um turno final como fora no Brasil em 1950. Num total de doze cidades-sede foram escolhidas, um recorde até então.
Dois campeões mundiais não se classificaram para essa Copa: Itália e Uruguai, que não passaram pelas eliminatórias. Suíça, anfitriã de quatro anos atrás e Bélgica, presente em quatro das cinco Copas até aqui também ficaram de fora. Vinte e quatro anos depois os argentinos voltavam a um Mundial. Tivemos as estréias da União Soviética, Irlanda do Norte e País de Gales. Apenas seleções européias e das Américas participaram da Copa.

O surgimento de Pelé

No Grupo 1 a primeira colocação ficou com a Alemanha, detentora do título que classificou-se junto com a surpreendente Irlanda do Norte, que eliminaria os tchecos em um jogo-desempate. Já os argentinos voltaram para casa com a lanterna do grupo, e com direito a uma goleada sofrida diante da Tchecoslováquia (6x1). No Grupo 2 passaram França e Iugoslávia com Paraguai e Escócia ficando pelo caminho. Os donos da casa e outro estreante, o País de Gales seguiriam adiante enquanto que a Hungria, então vice-campeã era eliminada no jogo-desempate pelos galeses e se juntaria ao México.
E por fim no Grupo 4 a seleção brasileira estrearia vencendo a Áustria por 3 a 0. Depois de um empate sem gols diante da Inglaterra (o primeiro 0 a 0 em Copas) o time passou por mudanças em sua escalação e a principal delas foram as entradas de Garrincha e claro, Pelé. A partir daí a seleção não perderia mais com os dois juntos em campo. Vitória por dois a zero diante dos soviéticos que também avançaram ao bater no jogo-desempate os ingleses.

Quartas e semifinais

Curiosamente os três estreantes seguiram adiante ao vencerem seus adversários em jogos-desempate. Pena que nenhum deles chegariam as semifinais. A União Soviética seria eliminada pela anfitriã Suécia; a Irlanda do Norte seria goleada pela França enquanto que o País de Gales tornaria talvez o adversário mais difícil da Copa para os brasileiros: vitória por apenas um a zero com gol de Pelé, seu primeiro gol em Mundiais. E para completar, a Alemanha bateria a Iugoslávia novamente numa quarta de final, como em 1954 e continuaria viva na luta pelo bi.
Nas semifinais, Brasil x França seria um jogo de opostos: melhor ataque contra a melhor defesa. Os franceses haviam marcado até aquele momento 16 gols, metade só de Just Fontaine. E os brasileiros não haviam sofrido gols nas quatro partidas até aqui. E o que aconteceu foi ao contrário, com a seleção levando gols e fazendo mais que a França e vencendo por 5 a 2 com três gols de Pelé, e um dos franceses do artilheiro Fontaine. Pela segunda vez o Brasil estava numa final de Copa do Mundo.
Na outra chave o favoritismo alemão se fez presente já no começo da partida quando abriu o marcador, mas empurrado pela torcida os suecos viraram pra 3 a 1 e se classificaram para a grande decisão contra o Brasil. Na disputa de terceiro lugar, nova derrota alemã, 6 a 3 para a França com quatro gols de Fontaine, artilheiro absoluto da Copa com 13 gols e marcando em todos os seis jogos da sua seleção.

Finalmente campeão do mundo

A grande final no Estádio Raasunda, em Estocolmo reuniu duas seleções que jamais haviam conquistado o título. Tanto que ambos tiveram juntos as melhores colocações em Copas até aqui: foi em 1950 quando o Brasil foi vice e a Suécia terceira colocada. E com isso teríamos a quarta seleção campeã mundial depois de Uruguai, Itália e Alemanha.
Como ambos jogavam de amarelo, foi feito um sorteio e o Brasil perdeu, fazendo com que jogasse a final de azul pela primeira vez na história, e justo numa final. Os mais supersticiosos não gostaram nem um pouco, ainda mais quando a Suécia abriu o marcador logo aos quatro minutos de jogo. Mas nem deu tempo de lamentar, pois cinco minutos depois Vavá empataria e ainda no primeiro tempo viraria a favor dos brasileiros. Pelé faria o terceiro, Zagallo o quarto e depois dos suecos descontarem Pelé fecharia o placar com mais um gol. Brasil 5 a 2 e campeão mundial pela primeira vez. Festa brasileira em Estocolmo e o surgimento de Pelé para o mundo. Com apenas dezessete anos tornava-se o jogador mais jovem a jogar, a marcar um gol em Copas além de até hoje ser o mais jovem campeão mundial.

Algumas curiosidades

  • Os dirigentes brasileiros esqueceram de mandar para a FIFA a numeração dos jogadores da seleção e coube a um dirigente uruguaio a tarefa de numerar. Pelé coincidentemente recebeu a número 10 que acabou eternizado como a camisa do craque de qualquer time.
  • Seis Copas e 114 jogos depois saiu o primeiro 0x0: foi no empate entre Brasil e Inglaterra. Surpresos com o inédito placar, jogadores de ambos os lados achavam que haveria prorrogação.
  • Assim como o Brasil em 1950 a Suécia também seria derrotada em uma final. Até hoje são as únicas derrotas de anfitriões em finais.
  • Ao levantar a taça para os fotógrafos, o capitão brasileiro Bellini imortalizou o gesto na hora de comemorar o título, o que acabou sendo copiado por todos os times campeões desde então.
  • Foi a primeira Copa decidida por países de continentes diferentes. Nas Copas de 1930 e 1950 a decisão foi entre sul-americanos e nas outras três (1934,1938 e 1954) entre europeus.
  • Com o título a seleção brasileira tornou-se a primeira seleção campeã fora de seu continente, igualada apenas pela Espanha em 2010, na África.
  • O escocês Robert Collins marcou o gol de número 500 na derrota de seu país frente ao Paraguai por 3 a 2.
  • Artilheiro absoluto do Mundial com treze gols (sete a mais que Pelé, o segundo colocado) o francês Just Fontaine é até os dias de hoje o maior artilheiro em uma única Copa.
  • E por fim, foi a única vez em que as quatro seleções britânicas estiveram juntas em uma Copa (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales).

Dia 30/05  As Copas de 1962 e 1966: o bi brasileiro e o polêmico título inglês



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os classificados as semifinais da Copa Libertadores 2014



Foram definidos os quatro semifinalistas da Copa Libertadores 2014. E depois de 23 anos nenhum clube do Brasil terminará entre os quatro primeiros da competição. Com as eliminações de Cruzeiro e Nacional-COL, dois ex-campeões ainda vivos no torneio teremos mais um campeão inédito.
Com três representantes nas quartas, o futebol argentino será representado apenas pelo San Lorenzo. Teremos também o Defensor, do Uruguai; Bolívar da Bolívia e o representante paraguaio, o Nacional. Confira como foram os jogos de volta e as partidas das semifinais, lembrando que o torneio pára por dois meses devido a Copa do Mundo, retornando apenas em meados de julho:

     quartas de final-jogos de volta
     
     14/05 quarta-feira
     Arsenal-ARG 0 x 0 Nacional-PAR
     Cruzeiro 1 x 1 San Lorenzo-ARG
     15/05 quinta-feira
     Bolívar-BOL 1 x 0 Lanús-ARG
     Defensor-URU 1 x 0 Nacional-COL

  • Com a eliminação do Cruzeiro não só os clubes brasileiros ficarão fora de uma semifinal depois de 23 anos como também puseram fim a escrita de nove finais consecutivas e quatro títulos seguidos.
  • Outro fato que chamou a atenção da eliminação cruzeirense é que desde que foi campeão em 1997 o clube mineiro sempre foi eliminado em casa, num total de sete Libertadores.
  • Com exceção da primeira edição, é claro, jamais tivemos em uma semifinal de Libertadores equipes que nunca foram finalistas como agora.
  • A última vez que não tivemos nenhum ex-campeão entre os quatro primeiros foi em 1992, coincidentemente quando os clubes brasileiros começaram a sequencia de semifinais que terminou nessa edição. Naquela oportunidade jogaram São Paulo, Newell's Old Boys-ARG, Barcelona-EQU e América-COL. O título acabou nas mãos dos brasileiros.
  • Ainda que não tivesse ex-campeões em 1992, todos os quatro já haviam experimentado o gostinho de decidir o título, embora tenham ficado com o vice: São Paulo em 1974, América em 1985,1986 e 1987, Newell's em 1988 e o Barcelona em 1990.
  • Pela primeira vez Defensor e Nacional estarão numa semifinal de Libertadores. O San Lorenzo não chegava desde 1988 e o Bolívar em 1986.
  • Alguns meios de comunicação dizem que essa é a primeira vez do Bolívar, o que é meia-verdade. Quando foi semifinalista em 1986 a fase semifinal era disputada com dois grupos de três times e o campeão de cada triangular faziam a final. No sistema atual de duas chaves, aí sim é a primeira vez.
  • Como nenhum dos semifinalistas já foi campeão teremos uma final entre clubes que jamais levantaram a taça. A última vez que isso ocorreu foi em 2008 quando a LDU derrotou o Fluminense e levou a Copa Libertadores para o Equador pela primeira vez.


     semifinais-somente em julho
     Bolívar-BOL x San Lorenzo-ARG
     Defensor-URU x Nacional-PAR

Libertadores: Depois de 23 anos, nenhum brasileiro nas semifinais

Com a eliminação cruzeirense, único clube brasileiro nas quartas de final, pela primeira vez em 23 anos não teremos nenhuma equipe do Brasil nas semifinais. A última vez que isso havia acontecido foi em 1991 quando o Boca Jr, da Argentina eliminou os dois representantes brasileiros na época, Corinthians nas oitavas e Flamengo nas quartas. De lá pra cá sempre tivemos um ou em alguns anos até dois clubes do país entre os quatro primeiros. Veja a seguir quais foram os clubes brasileiros semifinalistas da Copa Libertadores nesse período:

1992 São Paulo
1993 São Paulo
1994 São Paulo
1995 Grêmio
1996 Grêmio
1997 Cruzeiro
1998 Vasco da Gama
1999 Palmeiras
2000 Palmeiras e Corinthians
2001 Palmeiras
2002 São Caetano e Grêmio
2003 Santos
2004 São Paulo
2005 São Paulo e Atlético Paranaense
2006 Internacional e São Paulo
2007 Grêmio e Santos
2008 Fluminense
2009 Cruzeiro e Grêmio
2010 Internacional e São Paulo
2011 Santos
2012 Corinthians e Santos
2013 Atlético Mineiro

Libertadores: Todos os clubes que já estiveram nas quartas de final

A fase de quartas de final, no formato de mata-mata que conhecemos hoje foi criada junto com as oitavas em 1988. Nos anos de 1960 e 1961 a primeira fase também era denominada como quartas de final, assim como uma fase de grupos anterior as semifinais entre 1968 a 1970. Para efeito de estatísticas o blog não considera quartas de finais a primeira fase das duas primeiras edições. Explicado tudo direitinho, os recordistas de presenças dessa fase são os arquirrivais argentinos Boca Jr e River Plate, com doze aparições. Entre os clubes do Brasil o São Paulo foi o que mais esteve nessa fase, num total de nove edições. Assim como na semana anterior listei todas as equipes que chegaram nas oitavas, hoje é a vez de listar os 76 times que por pelo menos uma edição estiveram numa quarta de final e entre parênteses as vezes que avançaram as semifinais já contando com a edição atual:


12 participações
River Plate-ARG (8) e Boca Jr-ARG (7) 

9 participações
São Paulo (7)

8 participações
Olimpia-PAR (6), Grêmio (5) e Peñarol-URU (4)

7 participações
América-COL (5), Cerro Porteño-PAR (4), Santos (4) e Nacional-URU (3)

6 participações
Palmeiras (4), Nacional-COL (4),Universidad Católica-CHI (2) e Vélez Sarsfield-ARG (2)

5 participações
Barcelona-EQU (3), Cruzeiro (2), San Lorenzo-ARG (2), Bolívar-BOL (1) e Libertad-PAR (1)

4 participações
Universidad de Chile (4), Estudiantes-ARG (4), América-MEX (3), Corinthians (2), Sporting Cristal-PER (1) e Vasco da Gama (1)  

3 participações
Newell’s Old Boys-ARG (3), Chivas-MEX (3), Internacional (3), Emelec-EQU (1), Deportivo Cali-COL (1), LDU-EQU (1), Fluminense (1), Defensor-URU (1) e Flamengo

2 participações
Colo Colo-CHI (2),Guarani-PAR (1), Junior-COL (1), Independiente Medellín-COL (1), Cruz Azul-MEX (1), São Caetano (1), Once Caldas-COL (1), Atlético Mineiro (1), Universitário-PER, Independiente-ARG, Millonarios-COL, Cobreloa-CHI e Atlas-MEX

1 participação
Nacional-PAR (1), Danúbio-URU (1), Atlético Paranaense (1), Independiente Santa Fé-COL (1),Cúcuta-COL (1), Deportivo Português-VEN, Deportivo Petare-VEN, Santiago Wanderers-CHI, Oriente Petrolero-BOL, Bahia, Sol de América-PAR, Criciúma, Minervén-VEN, Unión Española-CHI, Racing-ARG, Cólon-ARG, Bella Vista-URU, Estudiantes de Mérida-VEN, Rosário Central-ARG, Morelia-MEX, Deportivo Táchira-VEN, Banfield-ARG, Tigres-MEX, Caracas-VEN, Jaguares-MEX, Real Garcilaso-PER, Tijuana-MEX, Arsenal-ARG e Lanús-ARG 

Seleções da Copa 2014: Brasil e Alemanha

A partir dessa semana começo a postar um resumo de todas as 32 seleções que participarão da Copa do Mundo 2014. Primeiramente postarei os oito campeões e depois os outros países. Hoje começo com Brasil e Alemanha:


Brasil:O hexa pode vir em casa

Cinco títulos mundiais em sete finais disputadas. Por dez vezes terminou entre os quatro primeiros. Presente em todas as dezenove Copas até aqui, apenas em quatro não terminou entre os oito primeiros sendo que em três delas foi eliminado na primeira fase, o que não acontece desde 1966. O Brasil lidera praticamente quase todos os rankings e tem vários recordes individuais de jogadores.
Ao ser eliminado ainda na fase inicial nas duas primeiras Copas, a seleção brasileira se apresentou para o mundo na Copa de 1938, ao terminar em terceiro lugar. Desde então, sempre aparece na lista de favoritos ao título. Após perder de forma traumática a final de 1950 em casa e de cair nas quartas quatro anos depois, a seleção emendou três conquistas em quatro Copas, tornando-se o primeiro tricampeão mundial. Foi campeã em 1958, 1962 e em 1970. Curiosamente os títulos foram conquistados no mesmo período que o melhor jogador de todos os tempos, Pelé, defendeu a seleção. Quando o Rei do Futebol se despediu da “amarelinha” o Brasil entrou em um jejum de 24 anos sem conquistas, encerrada apenas em 1994. Nesse período terminou entre os quatro primeiros em 1974 e 1978 e nas três Copas seguintes sequer chegou as semifinais, destacando a de 1982 onde era apontada como a maior favorita e sua eliminação foi a mais traumática depois da de 1950. Ao conquistar o tetra em 1994, a seleção emplacou mais duas finais seguidas, sendo vice em 1998 e campeã quatro anos mais tarde. Eliminada duas vezes consecutivas nas quartas de final a seleção luta para não terminar pela segunda vez em sua história ficar fora das semifinais em três Copas seguidas. Outro tabu que os brasileiros querem quebrar é de que dos oito campeões mundiais apenas Brasil e Espanha não foram campeões em casa. E com exceção do México os outros países que sediaram a Copa por mais de uma vez acabaram campeões (Itália, França e Alemanha).

97 jogos com 67 vitórias, 15 empates e 15 derrotas, marcou 210 gols e sofreu 88. Saldo de 122 gols.
Melhor colocação Campeão em 1958,1962,1970,1994 e 2002
Mais Copas Castilho, Nilton Santos, Djalma Santos, Pelé, Leão, Cafu e Ronaldo 4 Copas
Mais jogos Cafu 20 jogos
Mais gols Ronaldo 15 gols
Mais enfrentou Suécia 7 jogos


Alemanha:Querendo por fim ao jejum de 24 anos

Tricampeã mundial e quatro vezes vice. Por doze vezes esteve entre os quatro primeiros. Das dezessete Copas que disputou, apenas uma não terminou entre os oito melhores colocados, sendo essa a única vez que caiu ainda na primeira fase. Ausente apenas em 1930 e 1950, a seleção alemã é a segunda colocada em vários rankings, mesmo ficando atrás de Brasil e Itália em número de títulos. Com 99 partidas (duas a mais que o Brasil) será a primeira seleção a atingir o centésimo jogo em Copas já na estréia.
Após ficar de fora da primeira Copa, estreou na edição seguinte e de cara terminou em terceiro lugar. Depois vieram duas decepções: eliminação ainda na primeira fase em 1938 e por estar suspensa pela FIFA devido a Segunda Guerra Mundial não veio ao Brasil em 1950. Retornou na Suíça quatro anos depois e conquistou o título mesmo não sendo favorita. A partir daí os alemães entraram para o rol das grandes seleções sempre terminando entre os oito primeiros. Caiu nas quartas em 1962,mas antes havia sido semifinalista em 1958. Foi vice em 1966 e novamente semifinalista em 1970. Vinte anos depois da primeira conquista veio o segundo título, dessa vez jogando em casa e vencendo na final os holandeses onde novamente não eram considerados favoritos. Depois de uma participação ruim em 1978, onde venceu apenas uma partida e terminou em sétimo lugar, emplacou três finais seguidas, sendo a primeira seleção a conseguir tal feito. Vice em 1982 e 1986,o tricampeonato finalmente veio em 1990 na Itália. Depois vieram duas eliminações seguidas nas quartas de final, o que jamais havia ocorrido. Novamente finalista em 2002, perderia a chance de ser tetra ao ser derrotada pelo Brasil. E nas duas últimas Copas foram dois terceiro lugares: em 2006 quando sediou o torneio pela segunda vez e na África do Sul quatro anos depois. É a única seleção que vem ao Brasil que terminou entre os quatro primeiros nas últimas três Copas além de lutar pelo fim de um jejum de 24 anos sem título mundial.

99 jogos com 60 vitórias, 19 empates e 20 derrotas, marcou 206 gols e sofreu 127. Saldo de 79 gols.
Melhor colocação  Campeã em 1954, 1974 e 1990
Mais Copas  Matthaus 5 Copas
Mais jogos  Matthaus 25 jogos
Mais gols Gerd Muller e Klose 14 gols
Mais enfrentou  Sérvia 7 jogos

Copas de 1950 e 1954: O maracanazzo brasileiro e o milagre de Berna



1950: a maior derrota brasileira da história

A Copa seguinte a da França, seria na Alemanha em 1942 e a de 1946 no Brasil. Por causa da Segunda Guerra Mundial não tivemos nenhuma das duas e assim a Copa se ausentaria por doze longos anos até voltar em 1950, que acabou sendo aqui mesmo, já que o Brasil era candidato único. Jogada em seis cidades o torneio sofreu com várias ausências, seja por banimento (Alemanha, Japão e os países do bloco comunista), por rompimento de relações diplomáticas com o Brasil (Argentina), por seleções que estavam classificadas e voltaram atrás para não disputar (Escócia, Turquia e Índia) e as que foram chamadas para preencher as vagas dos ausentes não aceitaram o convite (França e Portugal).

Os jogos da fase de grupos

O torneio seria jogado por dezesseis seleções divididas em quatro grupos de quatro, onde apenas o campeão de cada grupo classificaria para um turno final onde quem somasse mais pontos seria o campeão. Pela primeira e única vez não teríamos uma final. Com as desistências de algumas seleções já mencionado acima apenas treze seleções jogaram a Copa e foram divididas da seguinte forma: dois grupos de quatro, um de três e um com apenas duas equipes, onde o Uruguai venceu a Bolívia e com apenas um jogo já estava na fase final. No grupo do Brasil, após golear o México e empatar com a Suíça, apenas a vitória interessava contra a Iugoslávia que havia vencido os dois jogos e jogava pelo empate. E ela veio por dois a zero e vaga garantida. No grupo B a Espanha derrotaria seus adversários e se classificaria com 100% deixando para trás a Inglaterra, que finalmente estrearia em uma Copa, Chile e Estados Unidos. Este último inclusive protagonizaria uma das maiores zebras da história das Copas ao bater os ingleses por um a zero. No C a classificada seria a Suécia ao eliminar a então bicampeã mas enfraquecida Itália e o Paraguai. Os italianos vieram ao Brasil bastante desfalcado devido a um acidente de avião que envolveu o Torino, clube que iria ceder mais jogadores para a seleção italiana na chamada “tragédia de Superga”.

O Maracanazzo

O termo Maracanazzo surgiu após a derrota da seleção brasileira para a uruguaia no Maracanã onde éramos superfavoritos. Desde então toda derrota no principal estádio, sendo de clube carioca ou da própria seleção onde a vitória parece certa usa-se esse termo. Mas antes da decisão a seleção golearia na estréia da fase final a Suécia por sete a um com quatro gols de Ademir de Menezes, único brasileiro a marcar mais que três gols numa partida de Copa. No outro jogo empate entre Uruguai e Espanha, esse último,adversário que a seleção também golearia, mas por seis a um. E por pouco o Brasil não seria campeão por antecipação já que na outra partida uruguaios e suecos empatavam por dois gols mas aí um gol do Uruguai a cinco minutos do fim levaria a decisão para a última rodada. E com as eliminações prematuras de Espanha e Suécia apenas Brasil e Uruguai estavam no páreo. E o que era pra ser a última rodada acabou se transformando em uma “final”. Com duas vitórias contra uma vitória e um empate dos uruguaios, bastava empatar que a taça ficaria no Brasil. E a certeza do título veio aos dois do segundo tempo com Friaça. Schiaffino empataria e de repente um silencio no Maracanã, talvez prevendo algo de ruim embora o empate nos dava o título. A previsão do “algo de ruim” se concretizaria a onze minutos do fim quando Ghiggia veio pela direita e num chute no canto de Barboza decretou números finais a partida. Quase duzentas mil pessoas, aquele que viria ser a partida com mais público da história testemunharam sem dúvida a maior tragédia do futebol brasileiro. E com o bicampeonato o Uruguai igualaria a Itália como os únicos campeões mundiais e o termo “Maracanazzo” se perpetuaria até os dias de hoje.

Algumas curiosidades

  • Pela primeira vez os jogadores usaram número nas camisas.
  • As duas maiores goleadas brasileiras em Copas aconteceram na fase final de 1950: 7x1 sobre a Suécia e 6x1 em cima da Espanha.
  • Com as ausências de França, Romênia e Bélgica o Brasil se tornava a única seleção que havia participado das quatro primeiras Copas até aqui.
  • Os indianos desistiram de jogar a Copa porque foram impedidos de jogarem descalços! A desistência custou caro, pois nunca mais se classificaram para um Mundial.
  • O sueco Nillsson e o suíço Bickel são os únicos que estiveram na Copa de 1938 e que retornaram em 1950 (antes e depois da Segunda Guerra Mundial).



1954: nem sempre o melhor vence

Ao definir que o Brasil seria sede em 1950 também ficou acertado que a Suíça iria sediar a Copa de 1954 no aniversário de cinqüenta anos da FIFA, que durante a Segunda Guerra Mundial acabou se tornando a nova casa da entidade. Com a Copa retornando para a Europa dezesseis anos depois várias seleções que desistiram de vir ao  Mundial do Brasil retornaram, como a França, Turquia e Escócia. Os países do Leste Europeu, vices de 1934 e 1938 (Tchecoslováquia e Hungria respectivamente) também retornaram e a Alemanha, que viria ser a futura campeã. As grandes ausências seriam da Espanha, quarta colocada no Brasil e a Argentina, ainda chateada por não ser sede de um Mundial. No total eram doze europeus e apenas quatro de outros continentes: Brasil, Uruguai e México das Américas e a Coréia do Sul representando a Ásia.

Fase de grupos pra lá de estranha

As dezesseis seleções foram divididas em quatro grupos de quatro, classificando-se os dois primeiros colocados para as quartas de final. Até aí nada de mais se não fosse por um porém: cada grupo tinha dois cabeças-de-chave que não se enfrentavam. As seleções jogariam apenas duas vezes e se o segundo e terceiro terminassem empatados em pontos era jogada uma partida-desempate pra ver quem avançava.
Regulamentos a parte a seleção brasileira, com apenas seis remanescentes do vice se classificou junto com a Iugoslávia após empatar com este depois de ter vencido o México (curiosamente havia enfrentado os dois na fase de grupos da Copa anterior). Ao lado dos mexicanos a França ficaria na primeira fase. No Grupo B, a Hungria que vinha de uma invencibilidade de quatro anos aplicara duas goleadas, um 9x0 na Coréia do Sul e incríveis 8x3 na Alemanha, fazendo com que eles disputassem a segunda vaga no jogo-desempate diante dos turcos. Após golear por 7 a 2 os alemães avançaram. No C Áustria e o atual campeão Uruguai se classificariam vencendo Escócia e Tchecolslováquia. E por fim no Grupo D a Inglaterra passaria de fase enquanto que também em um jogo-desempate a Suíça eliminaria os italianos. Pelo segundo Mundial seguido a Itália fica na primeira fase.

Quartas e semifinais

Os confrontos foram definidos por sorteio e para azar dos brasileiros, seus adversários seriam os húngaros. Com apenas oito minutos de jogo já perdíamos por dois a zero. E após três expulsões (duas do Brasil e uma da Hungria) o jogo terminaria com vitória da Hungria por 4 a 2 e o que se viu no final foi uma verdadeira batalha campal entre os jogadores, o que ficou conhecido como a “Batalha de Berna” em alusão ao local da partida. Nos outros jogos nada de surpresa. Os austríacos eliminariam os donos da casa por sete a cinco, na partida com mais gols na história das Copas; O Uruguai continuava o sonho do tri ao bater a Inglaterra por quatro a dois enquanto que a Alemanha despacharia os iugoslavos por dois a zero.
Nas semifinais a Hungria enfrentaria o Uruguai e a Alemanha encararia a Áustria. Assim como fez com o Brasil os húngaros venceriam novamente por quatro a dois após empate no tempo normal (2x2) e decretaria a primeira derrota dos uruguaios em Copas. Na outra chave a Alemanha massacraria a Áustria por seis a um e chegava em sua primeira final de Copa. Na disputa de terceiro lugar os austríacos derrotariam os uruguaios e terminariam com a melhor campanha de sua história. Com isso, teríamos mais um campeão inédito com seleções que jamais haviam vencido o Mundial: Alemanha e Hungria.

A grande final

Milagre de Berna é o nome de um filme que conta a trajetória da seleção alemã desde a estréia até o título conquistado na cidade citada. O milagre seria o fato de vencer a melhor seleção do planeta daquele momento. Muitos duvidavam que a Alemanha conseguiria, ainda mais quando a Hungria fez dois a zero em apenas dez minutos. Mas com a mesma rapidez dos húngaros os alemães chegariam ao empate ainda no primeiro tempo. Na etapa final lances de perigo de cada lado sob forte aguaceiro até que aos 39 do segundo tempo Rahn, que já havia empatado faria o gol do título para os alemães. E pela segunda vez seguida o mundo do futebol não acreditava que a melhor seleção não terminaria campeã. Não acreditavam que o timaço de Púskas, Czibor, Kocsis e cia, campeã olímpica de 1952 e invicta quase quatro anos ficaria com o vice. Mas não se deve menosprezar o lado alemão, afinal o time deles também era espetacular com os irmãos Walter (Fritz e Ottmar) além de Rahn, Morlock e  Schaffer.

Algumas curiosidades

  • Pela primeira vez os jogadores ficavam com os números inscritos até o final da competição.
  • Com a derrota frente a Alemanha na final a Hungria tornava-se a primeira seleção a perder duas finais de Copa, já que havia sido vice em 1938. Como havia se ausentado em 1950 pode-se dizer que os húngaros perderam duas finais consecutivas.
  • A partida entre Iugoslávia e França foi a primeira televisionada da história.
  • O primeiro técnico a pedir demissão durante o Mundial foi o escocês Andy Battie ao ver sua seleção ser goleada por 7 a 0 para o Uruguai.
  • A Copa de 1954 foi a estréia do uniforme da seleção que conhecemos hoje: camisas amarelas e calções azuis.
  • A razão dos húngaros sempre abrirem o placar antes dos dez minutos de jogo era o fato de que entraram em campo já aquecidos,o que facilitaria pois pegaria os adversários ainda “frios”. Foi a criação do aquecimento antes das partidas utilizadas a partir daí.
  • Foi a Copa das goleadas: Hungria 9x0 Coréia do Sul; Uruguai 7x0 Escócia; Turquia 7x0 Coréia do Sul; Hungria 8x3 Alemanha; Alemanha 7x2 Turquia e Alemanha 6x1 Áustria, só pra citar algumas.
  • Como teve bastante goleada, obviamente que foi a Copa com mais gols na história: foram 140 gols em apenas 26 jogos, o que dá uma média de 5,38 por partida. Só a Hungria marcou 27, sendo a seleção com o melhor ataque até hoje. A campeã Alemanha fez dois gols a menos.
  • Foi a primeira vez que dois irmãos terminavam campeões do mundo: Fritz e Ottmar Walter. A vice Hungria também tinha dois irmãos ( Mihály e Jozsef Tóth).
  • E a partida com mais gols na história das Copas foi registrada na vitória da Áustria sobre a anfitriã Suíça por 7 a 5 (12 gols).

Dia 23/05  A Copa de 1958: A taça do mundo é nossa!