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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Copa 2014: Resultados de 24 a 26 de junho



A primeira fase acabou nessa quinta-feira e a partir de sábado já teremos as oitavas de final, que irão até terça. Entre os dezesseis classificados temos seis europeus, cinco sul-americanos, três da Concacaf (Américas Central e Norte) e dois africanos. Quatro cidades se despedem da Copa: Cuiabá, Curitiba, Manaus e Natal. Curiosamente essa será a primeira vez em que não teremos nenhum confronto entre europeus nas oitavas de final. Outro fato inédito é que jamais haviam classificados três seleções da Concacaf e duas africanas para a fase de mata-mata.
Como as oitavas vão de sábado a terça-feira, a edição do blog de segunda será postada na terça para que fique tudo atualizado. Vamos aos últimos jogos e os confrontos das oitavas de final:


24/06 terça-feira
Grupo C Japão 1 x 4 Colômbia Cuiabá
Grupo C Grécia 2 x 1 Costa do Marfim Fortaleza
Grupo D Itália 0 x 1 Uruguai Natal
Grupo D Costa Rica 0 x 0 Inglaterra Belo Horizonte

25/06 quarta-feira
Grupo E Honduras 0 x 3 Suíça Manaus
Grupo E Equador 0 x 0 França Rio de Janeiro
Grupo F Nigéria 2 x 3 Argentina Porto Alegre
Grupo F Bósnia 3 x 1 Irã Salvador

26/06 quinta-feira
Grupo G Estados Unidos 0 x 1 Alemanha Recife
Grupo G Portugal 2 x 1 Gana Brasília
Grupo H Coréia do Sul 0 x 1 Bélgica São Paulo
Grupo H Argélia 1 x 1 Rússia Curitiba

  • Mesmo com jogadores conhecidos internacionalmente, pela terceira vez seguida Costa do Marfim não consegue passar da fase de grupos. Já os gregos se classificaram também na terceira tentativa.
  • Só nessa edição a Colômbia venceu o mesmo número de jogos que havia vencido em outras quatro Copas (13 jogos). Com três gols marcados, James Rodriguez agora é o que mais fez gols pela seleção, ultrapassando Valencia e Redín.
  • Ao entrar nos minutos finais da goleada sobre o Japão, o goleiro colombiano Mondragón tornou-se o jogador mais velho a jogar uma partida de Copa (43 anos e três dias) superando o camaronês Roger Milla.
  • Pela segunda edição seguida a Itália é eliminada ainda na primeira fase. Ao todo, os tetracampeões já somam sete eliminações de dezoito Copas disputadas.
  • Ao agredir o zagueiro italiano Chiellini com uma mordida no ombro, o atacante uruguaio Luiz Suarez foi suspenso da Copa.
  • Eliminados no Grupo E, Honduras e Equador tinham uma curiosidade: os hondurenhos foram treinados por Luiz Fernando Soares, que foi técnico do Equador em 2006 que por sua vez foi comandado nessa edição por Reinaldo Rueda, treinador de Honduras na Copa passada. Ambos são colombianos.
  • Na partida em que venceu Honduras por três a zero, Shaqiri anotou todos os gols. O último “hat-trick” suíço havia acontecido na derrota para a Áustria na Copa de 1954, quando perdeu por 7 a 5 na partida com mais gols em Mundiais.
  • Mesmo perdendo para a Argentina, a Nigéria avançou as oitavas. Com a eliminação ganesa, é a única seleção africana a se classificar por três vezes (1994,1998 e 2014). No mesmo jogo, pela primeira vez Messi fez dois gols numa partida de Copa.
  • Com a primeira vitória da estreante Bósnia, apenas Honduras continua sem vencer uma partida de Copa na história entre as 32 seleções participantes.
  • Em sua sexta Copa, Portugal cai na primeira fase pela terceira vez. Já Gana é a primeira.
  • Assim como a Colômbia, só nessa edição a Bélgica venceu o mesmo número de jogos das últimas três Copas.
  • E pra terminar, pela primeira vez teremos duas seleções africanas e três da Concacaf nas oitavas. Também não teremos confronto entre europeus nessa fase, fato que nunca ocorreu.

Oitavas de final

28/06 sábado

Jogo 1 Brasil x Chile Belo Horizonte
Jogo 2 Colômbia x Uruguai Rio de Janeiro

29/06 domingo
Jogo 3 Holanda x México Fortaleza
Jogo 4 Costa Rica x Grécia Recife

30/06 segunda-feira
Jogo 5 França x Nigéria Brasília
Jogo 6 Alemanha x Argélia Porto Alegre

01/07 terça-feira
Jogo 7 Argentina x Suíça São Paulo
Jogo 8 Bélgica x Estados Unidos Salvador


Números da primeira fase e a história dos confrontos das oitavas



Hoje trago pra você um pequeno resumo do que aconteceu na fase de grupos, além dos confrontos que já ocorreram em Copas dos jogos das oitavas de final:

48 jogos com 136 gols, média de 2,83 por jogo
9 empates sendo cinco 0x0
maior goleada Holanda 5x1 Espanha
jogo com mais gols Suíça 2x5 França (7 gols)
placar mais frequente 2x1 (10 vezes)
melhor ataque Holanda (10 gols)
melhor defesa Bélgica, México e Costa Rica (1 gol)
mais pontos Holanda, Colômbia, Argentina e Bélgica (9 pontos)
menos pontos Camarões, Austrália e Honduras (0 ponto)
artilheiros Neymar, Messi e Müller (3 gols)
cartões amarelos 128, média de 2,67 por jogo
cartões vermelhos 9, média de 0,19 por jogo

confrontos na história entre os adversários das oitavas

Brasil x Chile

1962 Brasil 4x2 Chile semifinais
1998 Brasil 4x1 Chile oitavas
2010 Brasil 3x0 Chile oitavas
Brasil x Sul-americanos 12 jogos 9 vitórias, 1 empate e 2 derrotas
Chile x sul-americanos 4 jogos 4 derrotas

Colômbia x Uruguai

1962 Uruguai 2x1 Colômbia primeira fase
Colômbia x Sul-americanos 1 jogo 1 derrota
Uruguai x Sul-americanos 7 jogos 5 vitórias e 2 derrotas


França x Nigéria

França x Africanos 4 jogos 2 vitórias e 2 derrotas
Nigéria x europeus 10 jogos 5 vitórias, 1 empate e 4 derrotas

Alemanha x Argélia

1982 Alemanha 1x2 Argélia primeira fase
Alemanha x Africanos 7 jogos 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota
Argélia x Europeus 8 jogos 1 vitória, 3 empates e 4 derrotas


Holanda x México

1998 Holanda 2x2 México primeira fase
Holanda x Concacaf 1 jogo 1 empate
México x Europeus 31 jogos 8 vitórias, 9 empates e 14 derrotas

Costa Rica x Grécia

Costa Rica x Europeus 8 jogos 3 vitórias, 2 empates e 3 derrotas
Grécia x Concacaf Nunca jogou

Argentina x Suíça

1966 Argentina 2x0 Suíça primeira fase
Argentina x Europeus 47 jogos 20 vitórias, 11 empates e 16 derrotas
Suíça x Sul-americanos 6 jogos 1 vitória, 1 empate e 4 derrotas

Bélgica x Estados Unidos

1930 Bélgica 0x3 Estados Unidos primeira fase
Bélgica x Concacaf 6 jogos 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas
Estados Unidos x Europeus 20 jogos 3 vitórias, 5 empates e 12 derrotas


Quem jogou quatro Copas ou mais

Ao ser convocado para jogar o Mundial, o goleiro italiano Buffon tornou-se o terceiro atleta a estar presente em cinco Copas, igualando-se ao mexicano Carbajal e ao alemão Lotthar Matthäus. No entanto, o que difere o italiano dos outros dois é que das cinco Copas, Buffon esteve em campo em quatro, ao contrário de Carbajal e Matthäus, presentes no campo de jogo em todas.
Mas não só o goleiro italiano fez história: outros seis jogadores entraram para o rol dos que estiveram em quatro Copas: os espanhóis Casillas e Xavi; o alemão Klose; o camaronês Eto'o; o mexicano Rafa Marquez e o norte-americano Beasley. Todos estiveram em campo nas quatro oportunidades.
Há casos que a mídia esportiva não contabiliza como Copa jogada aquela em que o jogador deixa de entrar em campo, como é o caso de Ronaldo. O maior artilheiro dos Mundiais esteve entre 1994 a 2006, mas só a primeira é que não jogou uma partida sequer, aí alguns noticiam que ele jogou três, e não quatro Copas.
Para esclarecer ao leitor do blog, listei todos os 46 jogadores que estiveram em quatro ou mais Copas, inclusive mencionando quantas esteve em campo:

Cinco Copas e jogou todas
Carbajal México
Matthäus Alemanha

Cinco Copas e jogou quatro
Buffon Itália

Quatro Copas e jogou todas
Uwe Seeler, Schnellinger e Klose Alemanha
Al Jaber Arábia Saudita
Maradona Argentina
Scifo e Van der Elst Bélgica
Djalma Santos, Pelé e Cafu Brasil
Song e Eto'o Camarões
Hong Myung Bo Coréia do Sul
Zubizarreta, Casillas e Xavi Espanha
Beasley Estados Unidos
Henry França
Rivera, Bergomi, Maldini e Canavarro Itália
Rafa Marquez México
Cañiza Paraguai
Zmuda Polônia
Pedro Rocha Uruguai

Quatro Copas e jogou três
Sepp Mayer Alemanha
Wilmots Bélgica
Nilton Santos e Ronaldo Brasil
Hwang Sun Hong Coréia do Sul
Leighton Escócia
Hierro Espanha
Reyna Estados Unidos
Dino Zoff Itália
Lev Yashin Rússia

Quatro Copas e jogou duas
Oliver Kahn Alemanha
Leão Brasil
Kasey Keller Estados Unidos
Albertosi Itália
Narazaki e Kawaguchi Japão

Quatro Copas e jogou uma 
Castilho Brasil


Túnel do tempo: 27 de junho em Copas

Vamos aos jogos que ocorreram nessa data ao longo da história das Copas:

1954 Brasil 2x4 Hungria Eliminação brasileira no jogo que ficou conhecido como "A batalha de Berna"
         Alemanha 2x0 Iugoslávia
1994 Espanha 3x1 Bolívia
         Alemanha 3x2 Coréia do Sul
1998 Itália 1x0 Noruega Segundo confronto entre os dois times em Copas no mesmo estádio (Velódrome, em Marselha)
         Brasil 4x1 Chile
2006 Brasil 3x0 Gana Aqui Ronaldo faria o 15° gol em Copas e se tornaria artilheiro isolado
         Espanha 1x3 França
2010 Argentina 3x1 México 
         Alemanha 4x1 Inglaterra Dessa vez foram os ingleses que perderam graças a um gol em que a bola não entrou, como o que havia ocorrido com a Alemanha em 1966.
     

Copas de 1986 e 1990: Argentina x Alemanha em dose dupla



1986: A genialidade de Maradona

Durante a Copa de 1966 na Inglaterra, ficou determinada que a Colômbia fosse sede vinte anos depois respeitando o já estabelecido revezamento entre Europa e Américas. Mas meses após o término da Copa da Espanha o governo colombiano, alegando problemas econômicos e de segurança, desistiu de sediar a competição e com isso o México acabou herdando o direito de organizar o Mundial, tornando-se o primeiro país a recebê-lo por mais de uma vez. E quase que a Copa não sai, pois um ano antes os mexicanos sofreram um terremoto que comprometeria a realização do evento, mas no final deu tudo certo.
Três seleções estreavam: Canadá, Iraque e a Dinamarca. Depois de muito tempo voltavam a um Mundial Coréia do Sul (1954), Paraguai (1962) e Portugal (1966). A Bulgária retornava desde 1974 enquanto que os novos anfitriões mexicanos oito anos depois. E com a volta do Uruguai, fora das duas últimas edições, pela primeira vez teríamos seis campeões do mundo em uma única Copa. Os principais ausentes seriam Áustria, Tchecoslováquia e Holanda, esse pela segunda vez seguida.

Todos os seis campeões mundiais avançam

E novamente a fórmula da Copa sofreria alterações. A primeira fase continuaria com seis grupos de quatro seleções. Mas ao invés dos dois primeiros colocados, os quatro melhores terceiros colocados também avançavam num total de dezesseis times. A partir daí o torneio seria disputado em mata-mata até a final.
No Grupo A, os dois últimos campeões mundiais, Argentina e Itália se classificaram junto com a Bulgária, este beneficiada pela nova regra. Os búlgaros continuavam sem vencer um jogo sequer (dois empates). No B avançavam México, Paraguai e Bélgica. A lanterna ficaria com o Iraque. No C apenas duas seleções: União Soviética e França enquanto que Hungria e Canadá davam adeus. Mesma situação do grupo do Brasil, que se classificaria com três vitórias junto com a Espanha. Surpresas da Copa passada, Irlanda do Norte e Argélia voltariam mais cedo pra casa. No Grupo E outra seleção 100%: a Dinamarca, apelidada de “Dinamáquina” fez estrago pra cima dos outros dois campeões mundiais, Alemanha e Uruguai. Este último, apesar da surra que tomou dos dinamarqueses (1x6) ficaria entre os melhores terceiros. Completando o grupo a eliminada Escócia. E por fim no Grupo F outra surpresa: o Marrocos terminaria líder em um grupo que tinha Inglaterra, Polônia e Portugal. Vinte anos depois, os portugueses retornariam e sequer chegaria as oitavas, nem de longe lembrando o timaço de 1966.

Maradona dá seu show

Na fase de oitavas de final avançariam sem sustos Brasil (4x0 Polônia), México (2x0 Bulgária), Inglaterra (3x0 Paraguai) e a Espanha, que golearia a sensação da Copa, a Dinamarca por 5 a 1 de virada. A Bélgica eliminaria os soviéticos na prorrogação (4x3, após empate por 2x2) enquanto que a atual campeã cairia frente a França (2x0). A Alemanha eliminaria o Marrocos a três minutos do fim (1x0) e no clássico sul-americano a Argentina se vingaria da derrota da final de 1930 com um gol solitário de Pasculli após passe de Maradona. Aliás, o principal jogador argentino começaria a ser o grande protagonista dessa Copa nas quartas de final contra a Inglaterra. Primeiro com um gol de mão que todo mundo viu, menos o juiz. E depois um dos gols mais bonitos de todos os tempos onde o camisa dez arrancou de seu campo e marcou depois de deixar meio time inglês para trás. Lineker, o artilheiro da Copa ainda descontaria, mas mesmo assim a classificação seria dos argentinos. Já as outras partidas seriam decididas nos pênaltis: a Alemanha bateria os mexicanos, que igualariam seu melhor desempenho em Mundias; a Bélgica despacharia a favorita Espanha e a seleção brasileira seria eliminada pela França, que chegava em sua segunda semifinal seguida.
Definido os semifinalistas, a Argentina enfrentaria a Bélgica e pela segunda edição consecutiva alemães e franceses estariam frente a frente. Com dois gols de Maradona (um deles outro golaço) os argentinos se classificariam para sua segunda final em oito anos e seu adversário seria a Alemanha, que novamente derrotaria a França em uma semifinal de Copa. Depois de uma bela campanha, os franceses terminariam em terceiro ao bater os belgas na prorrogação.

Depois de uruguaios e alemães, os argentinos também chegam ao bi

Dezesseis anos depois do tricampeonato brasileiro, o estádio Azteca voltava a sediar uma final de Copa, tornando-se o primeiro e único palco de duas decisões. De um lado os argentinos campeões de 1978 e que tinham em Maradona seu diferencial. Do outro, a sempre pragmática Alemanha, em sua quarta final das últimas seis Copas. Apesar de ter um time bem melhor, os argentinos mantinham respeito ao lembrar do bicampeonato alemão em cima de Hungria e Holanda, que eram os favoritos nessas finais.
Bom, mais foi só a bola rolar que o favoritismo argentino se fez presente com um gol de Brown aos 23 minutos. Na etapa final, Valdano aumentaria a vantagem aos dez. Quando tudo parecia perdido, os alemães empatariam em um espaço de sete minutos com Rummenigge (aos 29) e Völler aos 35. Mas nem deu tempo de lamentar: Maradona, ainda em seu campo lança Burruchaga. Mano a mano com o zagueiro, ganha na velocidade e toca na saída de Schumacher fazendo o gol do título. E com isso teríamos agora três bicampeões mundiais: Uruguai, Alemanha e Argentina.

Algumas curiosidades

  • No jogo entre Paraguai x Bélgica, o paraguaio Cayetano Ré tornou-se o primeiro treinador expulso de uma partida de Copa.
  • A partir dos 31 minutos do segundo tempo do jogo frente o Marrocos, a Inglaterra passou a ter dois jogadores com o mesmo nome: Gary Stevens, um na lateral e outro no meio de campo.
  • O uruguaio José Batista tornou-se o atleta a receber o cartão vermelho mais rápido da história ao ser expulso com 55 segundos de jogo entre Uruguai x Escócia.
  • Ao ser escolhido como sede pela segunda vez, os mexicanos abriram um precedente: a partir de 1990 na Itália, as Copas passaram a ser jogadas em países que já tinham abrigado uma edição em um intervalo de oito anos (1998 na França, 2006 na Alemanha e 2014 no Brasil).
  • Pela segunda vez o estádio Azteca receberia uma decisão de Mundial e também seria o palco que mais abrigou jogos de Copa até hoje: 19 no total.
  • Além de ser a primeira seleção a perder duas finais seguidas, a Alemanha teve em Rummenigge o primeiro capitão de uma seleção duas vezes derrotado em finais.
  • E novamente uma final seria apitada por um brasileiro. Dessa vez coube a honra a Romualdo Arppi Filho.



1990: A pior Copa da história

Um ano depois da conquista do tricampeonato, os italianos foram escolhidos sede da Copa de 1990. Foi uma escolha acertada, pois nesses sete anos a Itália consolidou-se com o seu campeonato sendo o mais forte do planeta, atraindo jogadores de vários países graças a estabilidade financeira de seus clubes. Com esses ingredientes, previa-se que a Copa da Itália seria a melhor de todas, como foi a de 1970. Ledo engano: o que se viu foram equipes medrosas preocupadas mais em se defender do que atacar, retrancas, sucessivos empates e placares magros, refletido na pior média de gols da história dos Mundiais: apenas 2,2 por jogo, apesar de algumas goleadas.
Jogado em doze cidades, o torneio repetiria o estranho esquema de classificação da Copa anterior. Itália e Argentina, respectivamente país-sede e campeã, não participaram das eliminatórias que vitimaram a ótima, mas já envelhecida França, além da Polônia e Hungria (esta nunca mais retornaria a uma Copa) pra citar as que participam com mais freqüência. México e Chile estavam suspensos por problemas extra campo enquanto que várias seleções voltavam a disputar uma Copa, como o caso de Holanda, Suécia e Romênia (ausentes desde os anos 70); Colômbia (desde 1962); Estados Unidos (fora desde a Copa do Brasil em 1950) e por fim o Egito, primeiro país africano a jogar um Mundial, isso lá no longínquo ano de 1934 (56 anos de espera). Três estreariam: Irlanda, Costa Rica e Emirados Árabes Unidos.
Essa seria a última Copa também de mais dois países: União Soviética, que se esfacelaria em quinze novas repúblicas (sua campanha em Copas seria herdada pela Rússia) pondo fim ao regime comunista e a Tchecoslováquia, que se separaria amigavelmente em República Tcheca e Eslováquia em 1993. Além disso, as Alemanhas Ocidental e Oriental se reunificariam depois de mais de quarenta anos de separação.

Fase de grupos

No Grupo dos anfitriões, liderança após três vitórias e classificação junto com a Tchecoslováquia. Áustria e Estados Unidos ficaram pelo caminho. No Grupo B a grande zebra da Copa: vitória de Camarões sobre a atual campeã Argentina logo na estréia de ambos. Os africanos terminariam em primeiro se classificando junto com a Romênia jogando os argentinos pra repescagem. Em sua última Copa antes da divisão em vários países, a União Soviética se despediria na lanterna do grupo, caindo pela primeira vez numa fase inicial. No Grupo C, os brasileiros terminariam com 100% de aproveitamento com vitórias magras sobre Costa Rica, Escócia e Suécia,estes dois últimos eliminados. No Grupo D a Alemanha era a única que vencia e convencia ao golear Iugoslávia (4x1) e Emirados Árabes (5x1) e passar em primeiro. Iugoslavos e colombianos também seguiriam adiante. No E daria pela ordem Espanha, Bélgica e Uruguai com a Coréia do Sul na lanterna e no Grupo F a maior representação do que foi o Mundial: cinco dos seis jogos terminaram empatados. Inglaterra, Irlanda e Holanda se classificaram enquanto que o Egito voltava pra casa.

Mata-mata entre o tédio e jogos emocionantes

Camarões seria a grande surpresa ao eliminar a Colômbia (2x1) e tornar-se a primeira seleção africana a chegar numa quarta de final. Seu adversário na fase seguinte seria a Inglaterra, que passaria pela Bélgica (1x0) com o gol salvador a um minuto da disputa de pênaltis, critério esse que definiu a classificação da Irlanda sobre a Romênia após empate sem gols. A Iugoslávia bateria a Espanha na prorrogação (2x1) enquanto que a Alemanha venceria a Holanda pelo mesmo placar. A Tchecoslováquia golearia a estreante Costa Rica (4x1) enquanto que as duas outras partidas envolveriam quatro campeões mundiais: Itália x Uruguai com dois a zero a favor dos donos da casa e Brasil x Argentina. Genialidade de Maradona, gol de Caniggia e a eliminação brasileira já nas oitavas, pior campanha desde 1966.
Nas quartas de final, jogos de dar sono: a Itália venceria pelo placar mínimo a Irlanda, que incrivelmente terminaria entre os oito primeiros sem vencer um jogo sequer. Alemanha também venceria os tchecos por um a zero enquanto que após 120 minutos sem gols, os pênaltis decidiram a favor da Argentina frente à Iugoslávia. Emoção mesmo só na partida entre Camarões e Inglaterra, em um jogo de viradas, irresponsabilidades dos africanos quando estavam no placar e três pênaltis num só jogo. Resultado final de 3 a 2 para os ingleses e terminava assim a melhor campanha de uma seleção africana na história das Copas.
Pela segunda vez na história apenas campeões mundiais entre os semifinalistas: Alemanha, Argentina, Inglaterra e Itália. Ironicamente isso só havia acontecido na melhor Copa da história, que foi a do México vinte anos atrás. Mas como estamos em 1990, nada de grandes jogos como daquele Mundial. Tanto Argentina quanto Alemanha chegavam a final despachando Itália e Inglaterra respectivamente nos pênaltis após os dois jogos terminarem empatados por um gol. E por fim os donos da cada terminariam em terceiro lugar.

Final repetida e mais um novo tricampeão

Assim como a Copa anterior, novamente uma cidade voltava a receber uma final (Roma), mas não no mesmo estádio. E com os finalistas de quatro anos antes, Argentina e Alemanha. Bi-mundiais, quem vencesse faria companhia a Brasil e Itália no clube dos tricampeões. A Argentina chegava a sua quarta decisão, a terceira desde 1978 enquanto que a Alemanha se isolava ainda mais em número de finais jogadas (seis contra quatro do Brasil). Desde o primeiro título em 1954, os alemães só haviam ficado de fora de quatro das seis finais até então.
E num jogo horrível onde uma Argentina desfalcada por suspensões e contusões dependia demais do talento de Maradona, os alemães mais inteiros dominavam o jogo e após ficar com um a mais em campo com a expulsão de um argentino, seria premiado com a marcação de um pênalti a seis minutos do fim, convertido por Brehme. Na confusão, mais um expulso e com dois a menos em campo e faltando poucos minutos, não dava pra Argentina reagir e o título ficaria com a Alemanha mesmo. O tricampeonato seria do melhor entre os piores, ou o menos pior se preferir, nessa que foi sem dúvida a pior de todas as Copas.

Algumas curiosidades

  • Ao ser vazado somente nas semifinais, o italiano Valter Zenga tornou-se o goleiro com maior invencibilidade em Copas (517 minutos).
  • Ao terminarem iguais em todos os critérios de desempate, Irlanda e Holanda decidiram em um sorteio quem ficaria com a segunda posição do grupo: deu Irlanda, que escaparia da forte seleção alemã.
  • Na partida entre Alemanha x Holanda foi reeditada a rivalidade entre Internazionale x Milan: isso porque cada seleção tinha três bons jogadores de cada clube (Alemanha da Inter e Holanda do Milan). E pra aumentar a rivalidade, o jogo foi jogado no San Siro em Milão, cidade dos dois arquirrivais.
  • Ao ser campeão dirigindo a Alemanha, Franz Beckenbauer tornava-se o segundo treinador a ter sido campeão também como jogador, igualando o brasileiro Zagallo.
  • Camarões foi a primeira seleção a terminar líder de um grupo com saldo de gols negativo (três a favor e cinco contra).
  • Mesmo sem vencer um jogo sequer, a Irlanda conseguiu chegar as quartas de final. Empatou os três primeiros jogos e depois nas oitavas, novo empate e classificação através dos pênaltis.
  • A Argentina de 1990 foi a pior vice da história: apenas duas vitórias e cinco gols marcados, e o primeiro a passar em branco numa final.
  • Os argentinos Monzón e Dezotti foram os primeiros a serem expulsos em uma final de Copa. Desaily em 1998, Zidane em 2006 (ambos franceses) e o holandês Heitinga em 2010 completam os que “foram pro chuveiro mais cedo” em uma decisão.
  • Foi a primeira Copa que uma seleção européia vence uma sul-americana em uma final. Nas outras cinco edições, os europeus saíram derrotados em todas.
  • E pra terminar, tivemos pela primeira vez uma seleção finalista por três vezes seguidas, no caso a Alemanha (1982,1986 e 1990). Os brasileiros, de 1994 a 2002, igualariam o recorde alemão.

Dia 04/07 As Copas de 1994 e 1998: O tetra brasileiro e enfim, França campeã



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Copa 2014: Resultados de 21 a 23 de junho



Sábado e domingo tivemos o complemento da rodada dos grupos F, G e H. Já hoje foi a vez da última rodada dos grupos A e B e com isso já são oito os classificados as oitavas de final: Brasil e México no Grupo A; Holanda e Chile no B; Colômbia no C; Costa Rica no D; Argentina no F e a Bélgica no Grupo H. E seis já disseram adeus, que são: Croácia e Camarões no Grupo A; Espanha e Austrália no B; Inglaterra no D e a Bósnia no F. Restam oito vagas que serão disputadas por dezoito seleções.

21/06 sábado
Grupo F Argentina 1 x 0 Irã Belo Horizonte
Grupo F Nigéria 1 x 0 Bósnia Cuiabá
Grupo G Alemanha 2 x 2 Gana Fortaleza

22/06 domingo
Grupo G Estados Unidos 2 x 2 Portugal Manaus
Grupo H Coréia do Sul 2 x 4 Argélia Porto Alegre
Grupo H Bélgica 1 x 0 Rússia Rio de Janeiro

23/06 segunda-feira
Grupo A Camarões 1 x 4 Brasil Brasília
Grupo A Croácia 1 x 3 México Recife
Grupo B Austrália 0 x 3 Espanha Curitiba
Grupo B Holanda 2 x 0 Chile São Paulo

classificação final

Grupo A Brasil e México 7, Croácia 3 e Camarões 0
Grupo B Holanda 9, Chile 6, Espanha 3 e Austrália 0

  • Nove jogos depois finalmente a Nigéria volta a vencer um jogo de Copa. A última vitória havia sido em 1998 (1x0 Bulgária). Nesse período foram três empates e seis derrotas.
  • Ao entrar em campo e empatar a partida frente Gana, Klose não só igualou o recorde de gols em Copas que pertencia ao Ronaldo como tornou-se o oitavo jogador na história a jogar vinte partidas em Mundiais, sendo o terceiro alemão a atingir tal marca. Na mesma partida, o ganês Gyan tornou-se o primeiro jogador africano a marcar em três Copas do Mundo.
  • Depois de três Copas e sete jogos, a Argélia volta a vencer um jogo de Copa. 
  • É a primeira vez desde a Copa de 1978 que o Brasil chega a última rodada sem estar classificado. Nas últimas oito edições sempre jogou a terceira partida da primeira fase já garantido, apenas para definir qual posição terminaria.
  • Ao perder para o Brasil, a seleção de Camarões somou sete derrotas seguidas em Copas, ficando atrás apenas do México, que perdeu nove jogos entre 1930 a 1962.
  • Ao abrir o marcador em sua centésima partida em Copas, o Brasil também fez o gol de número cem deste Mundial.
  • Rafa Marquez, do México tornou-se o primeiro mexicano a marcar em três Copas, já que havia balançado as redes em 2006 e 2010. Se jogar as oitavas, será também o capitão de uma seleção com maior número de jogos (16) igualando o argentino Maradona.
  • Como não entrou em campo hoje, e provavelmente não estará na próxima Copa, Casillas chegou a 17 jogos e ficou a um jogo de alcançar Sepp Mayer e Taffarel, goleiros com mais partidas em Mundiais, terminando empatado com Dino Zoff, Peter Shilton e Barthez. Com o vexame espanhol, também deixou de ser o primeiro capitão a erguer a taça por duas vezes.


próximos jogos

24/06 terça-feira
Grupo C Japão x Colômbia Cuiabá
Grupo C Grécia x Costa do Marfim Fortaleza
Grupo D Itália x Uruguai Natal
Grupo D Costa Rica x Inglaterra Belo Horizonte

25/06 quarta-feira
Grupo E Honduras x Suíça Manaus
Grupo E Equador x França Rio de Janeiro
Grupo F Nigéria x Argentina Porto Alegre
Grupo F Bósnia x Irã Salvador

26/06 quinta-feira
Grupo G Estados Unidos x Alemanha Recife
Grupo G Portugal x Gana Brasília
Grupo H Coréia do Sul x Bélgica São Paulo
Grupo H Argélia x Rússia Curitiba


Brasil: Cem jogos em Copas

Ao pisar no gramado para enfrentar Camarões hoje a tarde em Brasília, o Brasil tornou-se a segunda seleção da história a atingir a marca de cem jogos em Copas do Mundo. A primeira foi a Alemanha, na partida de estréia contra Portugal. Nessas cem partidas, a seleção saiu vitoriosa em 69 delas, empatou dezesseis e perdeu outras quinze, marcando 217 gols e sofrendo 90. Ronaldo, como todos sabem é o maior artilheiro (15 gols) e Cafu foi o que mais partidas jogou (20), um quinto desses cem jogos. Sete jogadores participaram de quatro Copas, sendo que apenas três estiveram em campo nas quatro. Pelé foi o mais vitorioso, com três títulos e o único a fazer gols em quatro Copas, enquanto que quinze jogadores são bicampeões. Cafu também é o recordista em finais (três), vitórias (venceu 16 dos 20 jogos) e também o mais "amarelado" ( 6 vezes). Outros dezessete jogadores estiveram em duas finais. Ao todo onze jogadores brasileiros foram expulsos e apenas um gol contra desses noventa sofridos.
Zagallo é o que mais treinou (20 dos 100 jogos). Três jogadores fizeram "hat-tricks" (3 gols ou mais num só jogo): Leônidas, Ademir de Menezes e Pelé. Quase a metade dos jogos não foi vazado (43 partidas) enquanto que não balançou as redes em catorze oportunidades, sendo que em nove foram empate sem gols.
Somente em três das dezenove Copas a seleção não passou da primeira fase e de todos os adversários que enfrentou jamais venceu Portugal, Hungria, Noruega e Suíça. Sua maior vitória foi um 7x1 frente a Suécia na Copa de 1950 e sua maior derrota foi na final da Copa de 1998, um 3x0 pra França. Enfrentou quarenta e cinco das setenta e seis seleções que estiveram em Copas, sendo a Suécia seu adversário mais frequente (7 vezes). Possui ainda os recordes de vitórias consecutivas (11 jogos entre 2002 e 2006), de invencibilidade (13 jogos entre 1958 a 1966) e de jogos sucessivos marcando gols (18 jogos entre 1930 a 1958). Pelé e Vavá são os dois únicos brasileiros a marcar em duas finais diferentes enquanto que Taffarel é um dos dois goleiros que mais jogou partidas de Copa (18, junto com Sepp Mayer).
Jamais perdeu para uma seleção que não seja da Europa ou América do Sul. Venceu os sete jogos contra africanos, os três contra asiáticos, dois contra seleções da Oceania e em sete partidas diante dos times da Concacaf venceu seis e empatou apenas uma.


Os quinze gols e os vinte jogos de Klose em Copas

Ao sair do banco de reservas e empatar a partida diante de Gana no sábado, Miroslav Klose chegou ao gol de número quinze em Copas e de quebra igualou o recorde que pertencia ao brasileiro Ronaldo desde 2006. Além disso, o alemão chegou a vinte partidas defendendo seu país em Mundiais e agora é o terceiro da lista, ficando atrás apenas de Matthäus e Uwe Seeler, com 25 e 21 jogos respectivamente. E também é o oitavo jogador a superar a barreira de vinte jogos. Se sua seleção avançar até as semifinais e Klose jogar mais cinco partidas, pode igualar Matthäus e tornar-se também o que mais esteve em campo em jogos de Copas do Mundo.
Veja a seguir contra quem Klose marcou seus quinze gols, além dos maiores artilheiros e os que mais partidas de Copas jogaram:

as vítimas de Klose
2002 8x0 Arábia Saudita 3 gols
         1x1 Irlanda 1 gol
         2x0 Camarões 1 gol
2006 4x2 Costa Rica 2 gols
         3x0 Equador 2 gols
         1x1 Argentina 1 gol
2010 4x0 Austrália 2 gols
         4x1 Inglaterra 1 gol
         4x0 Argentina 2 gols
2014 2x2 Gana 1 gol

os vinte jogos por Copa
2002 7 jogos Arábia, Irlanda, Camarões, Paraguai, EUA, Coréia e Brasil
2006 7 jogos Costa Rica, Polônia, Equador, Suécia, Argentina, Itália e Portugal
2010 5 jogos Austrália, Sérvia, Inglaterra, Argentina e Espanha
2014 1 jogo Gana

os maiores artilheiros
15 gols Ronaldo e Klose
14 gols Gerd Müller
13 gols Just Fontaine
12 gols Pelé
11 gols Klinsmann e Kocsis
10 gols Batistuta, Cubillas, Lato, Lineker e Rahn

os que mais jogaram
25 Matthäus
23 Maldini
21 Uwe Seeler, Zmuda e Maradona
20 Lato, Cafu e Klose



Túnel do tempo: 23 de junho em Copas

1954 Alemanha 7x2 Turquia 
         Suíça 4x1 itália
1974 Holanda 4x1 Bulgária
         Argentina 4x1 Haiti
         Suécia 3x0 Uruguai
         Polônia 2x1 Itália O time vice de 1970 caía ainda na primeira fase
1982 Itália 1x1 Camarões Uma das maiores zebras das Copas
         Argentina 2x0 El Salvador
1990 Camarões 2x1 Colômbia Pela primeira vez um africano chega a uma quarta de final
         Tchecoslováquia 4x1 Costa Rica
1994 Itália 1x0 Noruega
         Coréia do Sul 0x0 Bélgica
1998 Chile 1x1 Camarões
         Itália 2x1 Áustria
         Brasil 1x2 Noruega Desde 1966 o Brasil não perdia uma partida ainda na primeira fase
         Marrocos 3x0 Escócia
2006 Espanha 1x0 Arabia Saudita
         Ucrânia 1x0 Tunísia
         França 2x0 Togo Os franceses puseram fim a um jejum de cinco partidas sem marcar gol em Copas
         Suíça 2x0 Coréia do Sul
2010 Eslovênia 0x1 Inglaterra 
         Estados Unidos 1x0 Argélia
         Gana 0x1 Alemanha
         Austrália 2x1 Sérvia 


Os 50 maiores times das Copas: do 30° ao 21° lugar

30° lugar-Itália: Campeã em 1982
O pior dos campeões
Dos dezenove times campeões mundiais, sem dúvida nenhuma a Itália de 1982 é considerada o pior. Também pudera, na primeira fase nenhuma vitória e a classificação só veio graças a um gol marcado a mais que Camarões. Mas a partir da fase seguinte o time deslanchou: vitórias sobre Argentina e Brasil (quando este jogava pelo empate) e a vaga nas semifinais, onde derrotaria a Polônia e por fim o tricampeonato em cima da Alemanha. Nada mal pra quem começou desacreditado vindo de problemas extra campo em seu país, como o esquema de manipulação de resultados e terminou com a taça vencendo os três últimos campeões e de quebra ainda teve o artilheiro da competição.

29° lugar-Polônia: Terceira em 1974
Seis vitórias em sete jogos
Até os anos 70 a participação polonesa em Copas se resumia a uma partida perdida para o Brasil em 1938. Mas na Alemanha em 1974 a geração de Lato (artilheiro do Mundial) e cia. fizeram história. Primeiro foram três vitórias na fase de grupos com direito a eliminação italiana, vice de quatro anos antes. Na fase seguinte, mais duas vitórias até perder pra Alemanha, a única derrota da competição e que a tiraria da final. Na disputa de terceiro lugar, vitória sobre o então tricampeão Brasil.

28° lugar-Uruguai: Campeão de 1950
O time que calou duzentos mil
Foram apenas quatro partidas com três vitórias e um empate. Mas o que entra pra história é o título conquistado num Maracanã com o maior público que se viu em um jogo de futebol, e sobre os donos da casa, o Brasil. Mesmo sendo um quadrangular, quis o destino que só uruguaios e brasileiros chegavam a última rodada com chances de título e o confronto valeu como uma final. Jogando pelo empate, a seleção brasileira abre o placar, mas sofre a virada a poucos minutos do fim ,frustrando as quase duzentas mil pessoas presentes. Autor do gol, Gighia é até hoje o único que jogou aquela final ainda vivo.

27° lugar- Itália: Terceiro em 1990
Campanha de campeão
Na chamada pior Copa da história, nem tudo foi ruim. Os anfitriões, por exemplo jogavam o melhor futebol ao lado dos alemães, e com a eliminação precoce dos brasileiros todos achavam que essas duas seleções é que decidiriam o título. Mas havia uma Argentina que se arrastava pelo caminho e após cinco vitórias a eliminação veio nas penalidades. E ao vencer a Inglaterra e terminar em terceiro, os italianos somariam seis vitórias e um empate em sete jogos, campanha melhor que a campeã Alemanha.

26° lugar-Argentina: Campeã em 1978
Futebol e ditadura se confundem
Demorou quarenta e oito anos pros argentinos soltarem o grito de campeão, entalado na garganta desde o vice de 1930. E em uma Copa marcada por uma ditadura sangrenta onde as atrocidades eram escondidas com a realização do Mundial, os anfitriões faziam a lição de casa e iam eliminando seus adversários, as vezes com aquela "ajudinha" desses mesmos adversários (como o Peru) ou de arbitragem. No final, vitória sobre a Holanda e o primeiro título para os "hermanos".

25° lugar- Itália: Campeã em 2006
Forte na defesa, mas também no ataque
Assim como em 1982, os italianos viviam com problemas extra campo vividos por seus clubes. E em meio a esses problemas desembarcaram na Alemanha dispostos a fazer uma campanha honrada. Melhor que isso, acabaram campeões do mundo com uma defesa de dar inveja, dois gols sofridos sem ser de bola rolando (um contra e um de pênalti) e um ataque mortal, como o que se viu na prorrogação da semifinal contra a Alemanha. Na final, o tetra viria nas penalidades, as mesmas que eliminariam os italianos de três Copas consecutivas nos anos 90 e que adiaria o tetra por doze anos.

24° lugar- Holanda: Vice de 1978
Segundo vice seguido da "Laranja Mecânica"
Ao assombrar o mundo com sua revolução futebolística em 1974, os holandeses fizeram uma campanha mais discreta em relação ao Mundial da Alemanha, mas o suficiente pra chegar na final. Sem seu maior jogador, o meia-atacante Cruyff, mas com o restante do elenco vice-campeão, chegou a decisão novamente com um anfitrião, e de novo saiu derrotada. Mas os holandeses já haviam entrado para a história.

23° lugar-Brasil: Campeão de 1994
O tetra veio, mas sem o brilho de antes
Mesmo com a pífia campanha do Mundial da Itália, a seleção foi aos EUA com alguns remanescentes daquela participação, dispostos a apagar o vexame de quatro anos antes. Decisão acertada, mas bastante criticada já que a postura defensiva imposta pelo seu treinador contrariava o histórico da seleção, que era de montar times ofensivos. Mas com uma defesa sólida, um meio de campo marcador e um ataque mortal, o tetra veio sem sustos (cinco vitórias e dois empates) mas também sem o brilho das outras conquistas. Mas valeu pelo fim do jejum de 24 anos sem títulos.

22° lugar- Alemanha: Campeã de 1954
O Milagre de Berna
A Alemanha campeã mundial de 1954 é mais lembrada pelo fato de ter impedido a excelente seleção húngara de conquistar a Copa do que sua própria conquista, tamanha a façanha que os alemães conseguiram. Mas não dá pra negar que a Alemanha não tinha um bom time, como os irmãos Walter (Fritz e Ottmar), Morlock e Rahn, decisivo na final. O problema é que o lado de lá era muito melhor, vinha de uma invencibilidade de anos, mas sucumbiram diante dos alemães. E a final viraria até filme, o " Milagre de Berna".

21° lugar-França: Terceira em 1986
A geração de Platini
Apenas no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000 é que os torcedores franceses esqueceram um pouco do timaço francês, campeã européia e duas vezes semifinalista nos anos 80. Também pudera, a geração de Platini, Tigana, Giresse e cia. desfilavam elegância em gramados espanhóis e mexicanos. Mesmo sequer chegando a final (caiu duas vezes pros alemães em semifinais) muitos chegam a dizer que aquela seleção era melhor do que a da geração de Zidane. Por tudo o que aquela seleção jogou, faltou conquistar uma Copa do Mundo para aí sim entrar no rol dos grandes campeões.

dia 01/07 os times entre o 20° ao 11° lugar


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Copa 2014: Resultados de 17 a 20 de junho



Surpresas, decepções, goleadas, classificados e eliminados. De tudo um pouco ocorreu nos jogos da Copa 2014 entre terça-feira e hoje. Cinco grupos já tivemos jogadas duas rodadas e um deles já definido: o Grupo B com as classificações antecipadas de Holanda e Chile e as eliminações precoces de Austrália e principalmente Espanha, a detentora do título. Classificados também no Grupo C com a Colômbia avançando as oitavas 24 anos depois e no chamado "grupo da morte" onde a Costa Rica com duas vitórias deixou os três campeões mundiais do grupo pra trás e por fim no Grupo E, onde a França tá quase lá.
Junta-se aos eliminados do Grupo B Camarões (Grupo A) e Inglaterra (Grupo D).

17/06 terça-feira
Grupo H Bélgica 2 x 1 Argélia Belo Horizonte
Grupo H Rússia 1 x 1 Coréia do Sul Cuiabá
Grupo A Brasil 0 x 0 México Fortaleza

18/06 quarta-feira
Grupo A Camarões 0 x 4 Croácia Manaus
Grupo B Austrália 2 x 3 Holanda Porto Alegre
Grupo B Espanha 0 x 2 Chile Rio de Janeiro

19/06 quinta-feira
Grupo C Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim Brasília
Grupo C Japão 0 x 0 Grécia Natal
Grupo D Uruguai 2 x 1 Inglaterra São Paulo

20/06 sexta-feira
Grupo D Itália 0 x 1Costa Rica Recife
Grupo E Suíça 2 x 5 França Salvador
Grupo E Honduras 1 x 2 Equador Curitiba

  • Dezoito jogos depois o Brasil deixa de vencer uma seleção de fora do eixo América do Sul-Europa. Foi também o nono empate sem gols dos brasileiros em Copas.
  • Ao marcar um dos gols da goleada croata sobre Camarões, o atacante Olic tornou-se o segundo jogador a balançar as redes com maior distância entre Mundiais, já que havia feito um gol em 2002. Apenas Michael Laudrup, da Dinamarca havia conseguido tal feito, marcando em 1986 e voltando a fazer gols em 1998.
  • Ao vencer os australianos, os holandeses chegaram a incrível marca de dez vitórias nas últimas treze partidas desde 2006.
  • A Espanha tornou-se a quarta seleção detentora do título a cair já na primeira fase. As outras foram a Itália, por duas vezes (1950 e 2010), Brasil (1966) e França (2002). Espanhóis e chilenos voltaram a se enfrentar no Maracanã em um jogo de Copa 64 anos depois.
  • Pela primeira vez a Colômbia vence duas partidas seguidas de Copa, e de quebra classificou-se 24 anos depois para a segunda fase.
  • Ao vencer a Inglaterra em São Paulo, o Uruguai quebrou um longo tabu: não vencia seleções europeias desde as quartas de final da Copa de 1970 (1x0 sobre a extinta União Soviética). De lá pra cá foram seis empates e nove derrotas nos quinze confrontos contra equipes da Europa.
  • Candidata a saco de pancadas em um grupo com três campeões mundiais, a Costa Rica não só venceu Uruguai e Itália como por tabela despachou a Inglaterra mais cedo pra casa. Desde 1958 que os ingleses não sabiam o que era cair na primeira fase.
  • Curiosamente hoje fez 24 anos da partida em que a Costa Rica venceu a Suécia e se garantia pela primeira vez nas oitavas de final.
  • Quarenta e dois jogos e oito Copas depois a França volta a vencer marcando cinco gols. A última vez havia sido na disputa de terceiro lugar em 1958 na Suécia (6x3 frente a Alemanha).
  • Ao abrir o marcador contra os suíços, a França tornou-se a quinta seleção a alcançar a marca de cem gols em Copas. Os outros quatro são Brasil (213), Alemanha (210), Itália (128) e Argentina (125).


próximos jogos

21/06 sábado
Grupo F Argentina x Irã Belo Horizonte
Grupo F Nigéria x Bósnia Cuiabá
Grupo G Alemanha x Gana Fortaleza

22/06 domingo
Grupo G Estados Unidos x Portugal Manaus
Grupo H Coréia do Sul x Argélia Porto Alegre
Grupo H Bélgica x Rússia Rio de Janeiro

23/06 segunda-feira
Grupo A Camarões x Brasil Brasília
Grupo A Croácia x México Recife
Grupo B Austrália x Espanha Curitiba
Grupo B Holanda x Chile São Paulo


Confrontos em Copas que se repetiram no mesmo estádio

Nessa semana tivemos o confronto entre Espanha e Chile que determinou a eliminação prematura dos atuais campeões já na fase de grupos. Mas o que chamou a atenção além desse fato é que o jogo foi disputado no Maracanã, mesmo palco do confronto entre ambos há 64 anos atrás. Mas essa é apenas a terceira vez que isso ocorreu. Já tivemos outros dois jogos no mesmo estádio: México x Bélgica por duas vezes no Estádio Azteca, na capital mexicana (Copas de 1970 e 1986) e Itália x Noruega no Velódrome, na cidade francesa de Marselha (Copas de 1938 e 1998). Mais outros dois confrontos ocorreram na mesma cidade, mas em estádios diferentes e outros nove em duas cidades.
Confira a lista com os confrontos que ocorreram por mais de uma vez tanto no mesmo estádio, quanto cidade e país:

confrontos no mesmo estádio

México x Bélgica Azteca, Cidade do México 1970 e 1986
Itália x Noruega Velódrome, Marselha 1938 e 1998
Espanha x Chile Maracanã, Rio de Janeiro 1950 e 2014

na mesma cidade, mas em estádios diferentes

Itália x Estados Unidos Roma 1934 e 1990
Itália x Tchecoslováquia Roma 1934 e 1990

no mesmo país, mas em cidades diferentes

Bélgica x União Soviética Cidade do México e León 1970 e 1986
Alemanha x Marrocos León e Monterey 1970 e 1986
Alemanha x Tchecoslováquia Roma e Milão 1934 e 1990
Itália x Áustria Milão e Roma 1934 e 1990
França x Itália Paris e Saint-Denis 1938 e 1998
Alemanha x Polônia Frankfurt e Dortmund 1974 e 2006
Argentina x Holanda Gelsenkirchen e Frankfurt 1974 e 2006
Alemanha x Suécia Dusseldorf e Munique 1974 e 2006
Brasil x México Rio de Janeiro e Fortaleza 1950 e 2014




Pela primeira vez o Brasil não vence um jogo contra não sul-americano e não europeu

Ao empatar sem gols com o México em Fortaleza na última terça a seleção viu cair uma escrita: de jamais ter perdido pontos para seleções de fora do eixo América do Sul-Europa. Até o confronto citado acima, o Brasil havia vencido as dezessete vezes que jogou contra equipes não sul-americanas e não europeias, sendo seis vitórias sobre africanos e seleções da Concacaf (Américas Central e do Norte), três sobre asiáticos e dois triunfos em cima dos representantes da Oceania. Marcou cinquenta gols e sofreu apenas cinco. Em 2006, três dos cinco jogos do Brasil na Copa foram contra essas seleções. Desses confrontos apenas dois foram válidos por mata-mata (EUA em 1994 e Gana em 2006). Outro fato curioso é que o primeiro gol sofrido pelos brasileiros dessas seleções foi somente na Copa de 2002, ou seja, onze jogos depois.
Veja a relação de todas as partidas que a seleção realizou contra equipes desses continentes citados:

1950 4x0 México Concacaf
1954 5x0 México Concacaf
1962 2x0 México Concacaf
1974 3x0 Zaire África
1982 4x0 Nova Zelândia Oceania
1986 1x0 Argélia África
1990 1x0 Costa Rica Concacaf
1994 3x0 Camarões África
1998 3x0 Marrocos África
2002 4x0 China Ásia
         5x2 Costa Rica Concacaf
2006 2x0 Austrália Oceania
         4x1 Japão Ásia
         3x0 Gana África
2010 2x1 Coréia do Norte Ásia
         3x1 Costa do Marfim África
2014 0x0 México Concacaf


Túnel do tempo: 20 de junho em Copas

Vamos aos jogos em Copas que foram jogados nessa data:

1954 Hungria 8x3 Alemanha Maior derrota alemã em Copas
         Turquia 7x0 Coréia do Sul
         Itália 4x1 Bélgica
         Inglaterra 2x0 Suíça
1970 Alemanha 1x0 Uruguai Disputa de terceiro lugar
1982 Alemanha 4x1 Chile
         Inglaterra 2x0 Tchecoslováquia
         Espanha 2x1 Iugoslávia
1990 Brasil 1x0 Escócia
         Costa Rica 2x1 Suécia Exatos 24 anos atrás os costarriquenhos também se garantiram nas oitavas.
1994 Brasil 2x0 Rússia Estréia brasileira na Copa dos EUA.
         Holanda 2x1 Arábia Saudita
1998 Croácia 1x0 Japão
         Bélgica 2x2 México
         Coréia do Sul 0x5 Holanda
2006 Alemanha 3x0 Equador
         Polônia 2x1 Costa Rica
         Inglaterra 2x2 Suécia Nesse jogo o sueco Allbäck fez o gol de número 2000 das Copas.
         Paraguai 2x0 Trinidad Tobago
2010 Eslováquia 0x2 Paraguai
         Itália 1x1 Nova Zelândia
         Brasil 3x1 Costa do Marfim Pela primeira vez a seleção brasileira leva gol de um time africano em Mundiais


Copa de 1982: Todos os continentes representados pela primeira vez



Agora são 24 participantes

A Espanha havia sido escolhida sede da Copa de 1982 bem antes, ainda em 1964 quando ficaram determinadas as futuras sedes desde aquela data (México em 1970, Alemanha em 1974 e Argentina em 1978). Os espanhóis tiveram tempo de sobra pra se prepararem. Várias novidades aconteceram nesse Mundial e o mais significativo foi o aumento do número de vagas dos participantes. Ao invés dos dezesseis (desde 1954) agora seriam 24 as seleções, e com isso pela primeira vez teríamos todas as seis confederações representadas na Copa. Com o aumento do número de vagas, cinco seleções estreariam (Argélia, Camarões, Honduras, Kwait e Nova Zelândia) número inferior apenas das duas primeiras Copas. Mas mesmo assim alguns países ficariam de fora, como por exemplo, o Uruguai (pela segunda Copa seguida), Holanda (vice nas duas últimas edições) e o México. Voltavam Inglaterra, União Soviética, Tchecoslováquia e Irlanda do Norte, este ausente desde 1958.
Não só houve recorde de participantes como também de locais dos jogos: foram dezessete estádios espalhados por catorze cidades. E com oito seleções a mais passamos a ter seis, e não mais quatro grupos com quatro seleções. Os dois primeiros de cada grupo, em um total de doze classificados seriam divididos em quatro grupos de três. Os campeões de cada triangular fariam as semifinais e depois os vencedores decidiriam o título.
Assim como em 1970, essa Copa ficaria marcada com a quantidade de craques que entraram em campo. Brasil, Alemanha, Inglaterra e França, por exemplo, têm algum jogador de 1982 entre seus principais jogadores de suas respectivas histórias.

Decepções, surpresas e confrontos equilibrados.

No Grupo A cinco dos seis jogos terminaram empatados. Somente a Polônia venceu (5 a 1 no Peru) e se classificou em primeiro do grupo enquanto que Itália e Camarões terminaram empatados em pontos e só por ter marcado um gol a mais que os italianos passaram adiante. A seleção africana, estreante em Copas se despediria invicta (três empates). No Grupo B a grande zebra sem dúvida foi a derrota da Alemanha frente a Argélia na estréia de ambos. Mas ao golear o Chile (que viria a perder os três jogos) e ver os argelinos perderem para a Áustria, bastava na última rodada os alemães vencerem os austríacos pela contagem mínima que ambos se classificariam e eliminariam os argelinos por tabela. E foi o que aconteceu, a Alemanha fez um gol no início e passou o resto do jogo enrolando num claro resultado combinado entre as duas seleções, o que ficou conhecido como o “jogo da vergonha”. Já no Grupo C outra zebra, dessa vez envolvendo os atuais campeões, os argentinos, que abriram a Copa perdendo para a Bélgica. Ainda na mesma rodada a Hungria estabeleceria novo recorde ao golear El Salvador por incríveis 10 a 1. Apesar da goleada, não se classificariam pois terminariam em terceiro no grupo atrás de belgas e argentinos. No D os ingleses ausentes desde 1970 voltariam em grande estilo ao terminar líder do grupo com três vitórias. A França ficaria com a segunda vaga deixando tchecos e a seleção do Kwait pra trás. No Grupo E todos os times chegaram à última rodada com chances. E a grande decepção foram os donos da casa. Empataram na estréia contra a fraca Honduras e venceram a Iugoslávia de virada. Mas na última rodada quase que cai ainda na fase de grupos ao perder para a Irlanda do Norte por um a zero. Mais um gol e os iugoslavos é que seguiriam adiante junto com a seleção norte-irlandesa.
E por fim no grupo do Brasil, o melhor futebol apresentado de uma seleção nesta Copa. Com um futebol envolvente e ofensivo, a seleção nem de longe lembrou as equipes pragmáticas das duas Copas anteriores. Zico, Falcão, Sócrates e cia. passearam em gramados espanhóis ao baterem União Soviética, Escócia e Nova Zelândia. Os soviéticos ficariam com a segunda vaga ao eliminar os escoceses no saldo de gols. Era a terceira Copa seguida que a Escócia deixava de se classificar para a fase seguinte por causa desse critério. Puro azar!

A “tragédia do Sarriá”

Na segunda fase as doze seleções classificadas formaram quatro grupos de três cada. E essa etapa da Copa foi jogada em apenas duas cidades: Madri e Barcelona, cada uma com dois estádios. Eram dez europeus e apenas dois sul-americanos, que acabaram caindo no mesmo grupo. Os campeões de cada triangular seguiam adiante.
E no Grupo 1 da segunda fase a Polônia confirmaria o bom momento e chegaria a segunda semifinal em três Copas ao terminar na frente de União Soviética e Bélgica. No Grupo 2 os alemães empatariam com a Inglaterra e venceriam a Espanha, resultado que eliminou os donos da casa mesmo com uma partida por jogar. E com um empate entre ingleses e espanhóis se garantiriam entre os quatro semifinalistas. No Grupo 4 a França despacharia Áustria e Irlanda do Norte e retornava a uma semifinal 24 anos depois.
E no Grupo 3 a tal tragédia que o título se referiu foi a eliminação brasileira no estádio do Espanyol. Ao vencer a Argentina por três a um e se vingar da eliminação com ajuda peruana de quatro anos atrás, bastava um empate com a seleção da Itália, que tinha um gol a menos de saldo que o Brasil ficaria mais próximo do tetra. Mas justo nessa fase os irregulares italianos resolveram jogar bola. Com falhas na defesa, um time que de tanto jogar pra frente não sabia segurar o resultado quando por duas vezes o empate lhes favoreciam e um tal Paolo Rossi inspirado (marcou três gols), a seleção acabou sucumbindo por três a dois pros italianos e viu a maior decepção em Copas depois de 1950. Um time tido como um dos melhores da história sequer chegava a uma semifinal.

Surge o segundo tricampeão mundial

Com as classificações de Polônia, França, Alemanha e Itália, pela terceira vez teriam somente semifinalistas europeus (as outras vezes foram em 1934 e 1966). Eram duas seleções bicampeãs mundiais e duas que no máximo haviam chegado em terceiro lugar.
Após as eliminações de Brasil e Espanha, o desinteresse tomou conta da Copa ao ponto de uma das semifinais ter apenas a metade da capacidade do estádio ocupada. Foi no jogo entre Itália e Polônia jogado em Barcelona. Com dois gols de Paolo Rossi os italianos voltavam a uma final doze anos depois. Já depois da “marmelada” que fizeram com a Argélia na primeira fase, a torcida é que os alemães fossem eliminados pela França, que segundo a imprensa é a seleção que jogava o futebol mais bonito dos semifinalistas e que pudessem vingar os brasileiros. Num jogo pra lá de polêmico franceses e alemães empataram em um a um no tempo normal. Na prorrogação a França chegou a abrir dois gols de vantagem e quando a final inédita era questão de minutos, os alemães chegaram ao empate e levaram a decisão pros pênaltis pela primeira vez na história. E por 5 a 4 a Alemanha se classificaria para sua quarta final de Copa. Restava aos franceses a disputa de terceiro lugar perdida pra Polônia, que igualava a campanha de 1974.
A partir daquele 11 de julho de 1982 a seleção brasileira sabia que não seria mais a única tricampeã mundial, já que os bicampeões Itália e Alemanha decidiriam no Santiago Bernabéu quem seria o primeiro europeu a igualar o feito brasileiro. E depois de um jogo morno no primeiro tempo, com direito a um pênalti perdido pelos italianos, foram os próprios que abriram o marcador aos doze da segunda etapa com ele, Paolo Rossi, que se tornaria o artilheiro do Mundial. Tadelli aos 24 e Altobelli aos 36 aumentariam a vantagem italiana e nem mesmo o gol de honra de Breitner estragaria a festa dos italianos campeões mundiais. Pra quem começou desacreditada, empatando os três primeiros jogos e terminar campeã batendo os três últimos campeões e favoritos (Argentina, Brasil e Alemanha) além de fazer o artilheiro da Copa, o título serviu como um verdadeiro cala-boca pra aqueles que tanto criticaram a “Azurra”.

Algumas curiosidades

  • Assim como Didi em 1970, outro ex-jogador brasileiro dirigiu o Peru em uma Copa: o brasileiro Tim, que esteve em 1938.
  • Na partida entre sua seleção e a Iugoslávia, o norte-irlandês Norman Whiteside tornou-se o jogador mais jovem a disputar uma partida de Copa, desbancando o recorde que pertencia ao Pelé desde 1958. A diferença foi de 194 dias a favor do jogador da Irlanda do Norte.
  • Foi a primeira Copa em que tivemos representantes dos seis continentes, o que viria a se repetir somente na Alemanha em 2006.
  • Inconformado com a marcação de um gol que julgou ilegal, o príncipe e presidente da Federação do Kwait Fahid Al- Ahmad Sabah invadiu o campo e conseguiu a anulação do gol. De nada adiantou, pois logo a seguir a França marcaria outro.
  • Ao erguer a taça do tricampeonato, o goleiro italiano Dino Zoff se tornaria o jogador mais velho a conquistar o título com 40 anos e 133 dias.
  • Ao marcar o gol de honra para os alemães, Paul Breitner entrava para a história ao se tornar o terceiro jogador e o primeiro não-brasileiro a marcar gol em duas finais de Copa. Na final de 1974 ele havia marcado de pênalti contra a Holanda.
  • E pra terminar, pela primeira vez um árbitro de fora da Europa apitaria uma final: tratava-se do brasileiro Arnaldo César Coelho.

Dia 27/06  As Copas de 1986 e 1990: Argentina x Alemanha em dose dupla


terça-feira, 17 de junho de 2014

Copa 2014: Resultados de 14 a 16 de junho



Vamos as dez partidas que foram jogadas entre sábado e hoje:

14/06 sábado
Grupo C Colômbia 3 x 0 Grécia Belo Horizonte
Grupo C Costa do Marfim 2 x 1 Japão Recife
Grupo D Uruguai 1 x 3 Costa Rica Fortaleza
Grupo D Inglaterra 1 x 2 Itália Manaus

15/06 domingo
Grupo E Suíça 2 x 1 Equador Brasília
Grupo E França 3 x 0 Honduras Porto Alegre
Grupo F Argentina 2 x 1 Bósnia Rio de Janeiro

16/06 segunda
Grupo F  Irã 0 x 0 Nigéria Curitiba
Grupo G Alemanha 4 x 0 Portugal Salvador
Grupo G Gana 1 x 2 Estados Unidos Natal

  • Foi a primeira vitória colombiana por três gols de diferença, e pra variar os gregos estrearam mais uma vez com derrota.
  • A derrota do Uruguai para a Costa Rica foi a primeira para uma seleção de fora da Europa ou América do Sul. Em oito jogos contra seleções dos outros continentes havia vencido cinco e empatado três.
  • No jogo França x Honduras, Valladares fez o primeiro gol contra de um goleiro em Copas.
  • Por um dia não completa oito anos entre os dois gols de Messi em Copas do Mundo. Ao balançar as redes na partida frente a Sérvia em 16 de junho de 2006, o argentino marcou ontem, dia 15 de junho novamente contra uma ex-república da extinta Iugoslávia. E na mesma partida saiu o gol contra mais rápido da história das Copas, marcado pelo bósnio Kolasinac logo aos dois minutos de jogo.
  • Depois de onze jogos saiu o primeiro empate da Copa, entre Nigéria e Irã (0x0). As duas seleções continuam sem vencer em Copas desde 1998.
  • Assim como em 2010 a Alemanha estréia vencendo por 4 a 0 enquanto que Portugal sofre a sua maior derrota em Copas. Esse foi o centésimo jogo alemão em Mundiais.
  • Pelo terceiro Mundial seguido Gana e Estados Unidos se enfrentam. Nas outras duas vezes vitória ganesa por 2 a 1. Hoje os americanos venceram pelo mesmo placar. Ao abrir o marcador aos 28 segundos de jogo, o norte-americano Dempsey fez o gol mais rápido dessa Copa e o quinto da história.


próximos jogos

17/06 terça-feira
Grupo H Bélgica x Argélia Belo Horizonte
Grupo H Rússia x Coréia do Sul Cuiabá
Grupo A Brasil x México Fortaleza

18/06 quarta-feira
Grupo A Camarões x Croácia Manaus
Grupo B Austrália x Holanda Porto Alegre
Grupo B Espanha x Chile Rio de Janeiro

19/06 quinta-feira
Grupo C Colômbia x Costa do Marfim Brasília
Grupo C Japão x Grécia Natal
Grupo D Uruguai x Inglaterra São Paulo

20/06 sexta-feira
Grupo D Itália x Costa Rica Recife
Grupo E Suíça x França Salvador
Grupo E Honduras x Equador Curitiba


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Todos os gols contra das Copas


Um fato curioso que chamou a atençao nessa primeira rodada de Copa que termina ainda amanhã é a alta quantidade de gols contra: três em apenas doze jogos. Em tão pouco tempo já foi superado o total de várias Copas, como por exemplo a última em que tivemos apenas dois gols marcados contra as próprias redes. 
E esses três dessa edição já entraram para a história: o do brasileiro Marcelo para a Croácia foi não só o primeiro do Brasil como o primeiro gol de um Mundial. O marcado pelo hondurenho Valladares na derrota para a França foi o primeiro de um goleiro e por fim o gol de Kolasinac, da Bósnia acabou sendo o gol contra mais rápido da história das Copas, superando o do paraguaio Gamarra em 2006. O México foi a seleção que mais marcou, num total de três enquanto que a Itália é a maior beneficiada, com cinco gols. Na partida entre Estados Unidos x Portugal em 2002 houve um gol contra de cada lado enquanto que a Bulgária teve a proeza de marcar duas vezes em uma mesma Copa (1966). Mas ao falar do assunto o que vem a cabeça é o ocorrido em 1994: ao marcar contra sua própria seleção o gol contra que resultou na eliminação precoce, o colombiano Escobar seria assassinado na volta ao seu país.
Segue abaixo a relação de todos os gols marcados contra o próprio "patrimônio":

1930 Manuel Rosas México para o Chile
1938 Loertscher Suíça para a Alemanha
1954 Dickinson Inglaterra para a Bélgica
         Horvat Iugoslávia para a Alemanha
         Cadeñas México para a França
         Cruz Uruguai para a Áustria
1966 Davidov Bulgária para a Hungria
         Vutzov Bulgária para a Portugal
1970 Peña México para a itália
1974 Perfumo Argentina para a Itália
         Curran Austrália para a Alemanha Oriental
         Auguste Haiti para a Itália
         Krol Holanda para a Bulgária
1982 Barmos Tchecoslováquia para a Inglaterra
1986 Kwang-Rae Coréia do Sul para a Itália
1994 Escobar Colômbia para os EUA
1998 Issa África do Sul para a França
         Boyd Escócia para o Brasil
         Mijatovic Iugoslávia para a Alemanha
         Chippo Marrocos para a Noruega
2002 Puyol Espanha para o Paraguai
         Agoos EUA para Portugal
         Jorge Costa Portugal para os EUA
2006 Zaccardo Itália para os EUA
         Gamarra Paraguai para a Inglaterra
         Petit Portugal para a Alemanha
         Sancho Trinidad Tobago para o Paraguai
2010 Park Chu Young Coréia do Sul para a Argentina
         Poulsen Dinamarca para a Holanda
2014 Marcelo Brasil para a Croácia
         Valladares Honduras para a França
         Kolasinac Bósnia para a Argentina

Túnel do tempo:16 de junho em Copas

Vamos as partidas de Copa que foram jogadas no dia 16 de junho. E entre elas algumas curiosidades:

1938 Itália 2x1 Brasil Semifinal da Copa, os italianos seguiriam rumo ao bi.
         Hungria 5x1 Suécia Os húngaros também se garantiriam na final
1954 Brasil 5x0 México
         Iugoslávia 1x0 França
         Áustria 1x0 Escócia
         Uruguai 2x0 Tchecoslováquia
1962 Chile 1x0 Iugoslávia Decisão de terceiro lugar
1982 Alemanha 1x2 Argélia Uma das maiores zebras da história
         Inglaterra 3x1 frança
         Espanha 1x1 Honduras
1986 Brasil 4x0 Polônia
         Argentina 1x0 Uruguai Os argentinos se vingam da derrota da final de 1930
1990 Brasil 1x0 Costa Rica
         Escócia 2x1 Suécia
         Inglaterra 0x0 Holanda
1998 Noruega 1x1 Escócia
         Brasil 3x0 Marrocos Nesse jogo Ronaldo marcava seu primeiro dos quinze gols em Copas.
2002 Suécia 1x2 Senegal Segundo jogo da história decidida na "morte súbita."
         Espanha 1x1 Irlanda (3x2 nos pênaltis)
2006 Argentina 6x0 Sérvia e Montenegro Maior goleada (igualando 6x0 Peru de 1978) e primeiro gol de Messi em Copas
         Holanda 2x1 Costa do Marfim
2010 África do Sul 0x3 Uruguai
         Espanha 0x1 Suíça
         Honduras 0x1 Chile Última vitória chilena havia sido também em um 16 de junho, mas de 1962. Depois de 48 anos, cinco Copas e treze jogos o tabu era quebrado.

Os 50 maiores times das Copas: do 40° ao 31° lugar

40° lugar- Alemanha: Vice em 1986
Segunda derrota seguida em finais
A Copa começou para os alemães com derrota frente a zebra argelina. Depois com um resultado arranjado com a Áustria, o que eliminou os argelinos por tabela a classificação veio sob vaias. Na segunda fase passou por Inglaterra e anfitriã Espanha e nas semi pela França na primeira decisão por pênaltis da história. Mas na final encontrariam os velhos algozes italianos e a derrota por 3 a 1 foi pouco. Pela segunda vez seguida a Alemanha sairia com o vice.

39° lugar-Súecia: Vice de 1958
A melhor Suécia da história
Ao analisar talentos individuais, o time dos anos 90 tinha sem dúvida jogadores mais conhecidos do público mundial (Brolin, Ravelli, Larsson, Dahlin etc). Mas em termos de resultado o time vice de 1958 foi melhor. Os suecos chegaram a final com quatro vitórias em cinco jogos até se deparar com o Brasil de Pelé e cia. Resultado: Brasil 5 a 2 e a Suécia termina como a segunda anfitriã derrotada em uma decisão.

38° lugar- França: Terceiro em 1958
O time do maior artilheiro de uma só Copa 
Just Fontaine foi sem dúvida o maior destaque do time francês, afinal terminou como o máximo artilheiro da Copa com 13 gols, feito inatingível até os dias de hoje. Mas a França também tinha outros bons jogadores, entre eles Kopa. Com 23 gols, é a terceira seleção que mais fez gols em uma única edição na sua primeira grande campanha em Copas, com destaque para as vitórias frente a Paraguai (7 a 3) e a Alemanha (6 a 3).

37° lugar- Alemanha: Vice de 2002
Ballack, Kahn e Klose decidem
Esses três jogadores citados acima foram responsáveis por levar uma desacreditada Alemanha a uma final de Copa doze anos depois do tri. Primeiro foram 8 a 0 na Arábia Saudita com três gols de Klose. Segundo, apenas um gol sofrido até a final graças as defesas de Kahn e terceiro, Ballack quando não deixava Klose na cara do gol, fazia o seu. Mas na final contra o Brasil tudo mudou: Ballack, suspenso, não jogou a decisão; Klose passou em branco e Kahn falhou em um dos gols e acabou tomando dois na final, mais do que todos os seis jogos até aqui. E Brasil pentacampeão.

36° lugar- França: Vice de 2006
"Le Bleus" nunca foram tão" Le Blanc"
Na despedida de Zidane em Copas, os franceses começaram com dois empates. Vitória só na terceira partida, e a classificação para os mata-matas. A partir daí os franceses só jogaram de camisas brancas e o uniforme deu certo: chegaram até a final despachando Espanha, Brasil e Portugal. Empate na final contra a Itália e derrota dos pênaltis adiaram o sonho do bi. E Zidane? Ah sim, acabou expulso minutos antes das penalidades e assim encerraria de forma melancólica sua participação em Mundiais.

35° lugar- Alemanha: Terceira em 2010
Três goleadas em uma só Copa
Com alguns remanescentes da boa campanha de 2006 e algumas novidades, os alemães logo se mostraram favoritos ao título. Embora tenha terminado com cinco vitórias e uma derrota a mais que quatro anos antes não dá pra deixar de fora um time que numa só edição goleia dois campeões mundiais: 4 a 1 na Inglaterra e 4 a 0 na Argentina. Antes na estréia já haviam ganho de quatro da Austrália. Pena que esse time tenha encontrado uma embalada Espanha pelo caminho...

34° lugar- Portugal: Terceiro em 1966
Antes de Figo e Cristiano Ronaldo existiu um Eusébio
Portugal fez uma excelente primeira fase, venceu os três jogos e só parou nas semifinais. Se você pensou que estou falando do time de Felipão está enganado. Estou me referindo ao timaço de 1966 que tinha vários craques, entre eles Eusébio, mais jogador da história portuguesa. Na fase de grupos vitórias no mínimo por dois gols de diferença e uma extraordinária virada sobre a Coréia do Norte (5 a 3 quando perdia por 3 a 0). Só pararia na Inglaterra nas semifinais, adversário que devolveria a eliminação quarenta anos depois, na Alemanha.

33° lugar- Hungria: Vice de 1938
Primeiro dos dois vices húngaros
Nas Copas de 1934 e 1938 prevaleceram o sistema de mata-mata, sem uma fase de grupos. E a Hungria acabou beneficiando-se disso e ao eliminar até então adversários de menor expressão chegava a final frente a Itália. Mas aí com um show de Piola e Colaussi, o título ficaria mesmo com os italianos. Dezesseis anos depois a Hungria mostraria sua verdadeira força para o mundo.

32° lugar- Tchecoslováquia: Vice de 1934
Prevaleceu as ordens de Mussolini
Com Planicka no gol e Nejedly no ataque, a Tchecoslováquia mostrou-se um time interessante e bem armado. Sem alarde, passou por três europeus no mata-mata até encontrar a Itália de Mussolini, o ditador fascista na final. E com clara ajuda da arbitragem o título ficaria mesmo com os italianos. Essa é tida como a melhor seleção tcheca da história, bem superior ao time vice de 1962.

31° lugar- Alemanha: Vice de 1966
Derrotados por uma bola que não entrou
Dos quatro times que terminaram vice de uma Copa, esse sem dúvida foi o melhor. Com jogadores que escreveriam seus nomes na história do futebol alemão como Beckenbauer, Uwe Seeler, Schnellinger e cia. os alemães chegaram a final contra a boa seleção inglesa. Empate por dois gols no tempo normal e daí a história todos sabem: o chute de Hurst que a bola não entrou e que foi validado pela arbitragem. E o tão sonhado bicampeonato viria somente oito anos depois, em casa.

dia 23/06 os times entre o 30° e o 21° lugar