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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Libertadores: mata-matas entre os países semifinalistas



Terça e quarta saem os dois finalistas da Copa Libertadores 2014. Como todos sabem, da final sairá o 25° clube a conquistar a principal competição interclubes das Américas, já que nenhum dos semifinalistas desse ano sequer chegaram a uma final.
E hoje posto todos os confrontos entre clubes dos quatro países semifinalistas em mata-matas de Libertadores. Começando por paraguaios e uruguaios, esses dois países tiveram entre seus clubes seis confrontos de mata-mata. E a vantagem é dos paraguaios (4x2), e se depender do retrospecto o Nacional pode comemorar a vaga, já que desde 1961 um clube do Paraguai não é eliminado por um do Uruguai.
Na outra semifinal, argentinos e bolivianos se enfrentaram em jogos eliminatórios por apenas três vezes, sendo duas vitórias de clubes da Argentina e uma boliviana, justamente nas quartas desse ano, quando o Bolívar eliminou o Lanús.

mata-matas entre paraguaios e uruguaios

1960 Olímpia x Peñarol (0x1 e 1x1) final
1961 Olímpia x Peñarol (1x3 e 1x2) semifinal
1993 Oímpia x Nacional (2x1 e 3x0) oitavas
1998 Cerro Porteño x Peñarol (0x2 e 3x0) quartas
1999 Cerro Porteño x Nacional (1x2 e 5x0) oitavas
2013 Olímpia x Defensor (0x0 e 2x0) pré-Libertadores

mata-matas entre argentinos e bolivianos

1988 Newell's Old Boys x Bolívar (0x1, 1x0 e 3x2 nos pênaltis) oitavas
2006 River Plate x Oriente Petrolero (2x0 e 6x0) pré-Libertadores
2014 Lanús x Bolívar (1x1 e 0x1) quartas



Finais repetidas entre clubes sul-americanos

Nesse mês Atlético Mineiro e Lanús decidiram a Recopa Sul-Americana dezessete anos depois de ambos terem se enfrentado na final da extinta Copa Conmebol. Naquele ano de 1997 os brasileiros também venceram como agora. Outra conquista internacional atleticana completou um ano justamente no dia do segundo jogo da Recopa, que foi a Libertadores. Curiosamente o Galo derrotou na final o Olímpia, clube paraguaio na qual os brasileiros já haviam derrotado na decisão da Copa Conmebol de 1992. Resumindo: os dois primeiros títulos internacionais dos atleticanos haviam sido conquistados em cima de Olímpia e Lanús. E os dois últimos, a Libertadores de 2013 e a Recopa desse ano, novamente tendo esses dois times como adversários nas finais.
Em março do ano passado, o blog publicou uma matéria onde listava todas as finais entre clubes sul-americanos que foram jogadas por mais de uma vez, bem antes mesmo dos mineiros faturarem esses títulos. Passado mais de um ano volto a publicar a lista, desta vez atualizada:

Copa Libertadores 
Estudiantes-ARG x Nacional-URU 1969 e 1971
River Plate-ARG x América-COL 1986 e 1996
Santos x Boca Jr-ARG 1963 e 2003
Santos x Peñarol-URU 1962 e 2011

Supercopa 
Cruzeiro x Racing-ARG 1988 e 1992
Boca Jr-ARG x Independiente-ARG 1989 e 1994

Todos os outros torneios juntos
Cruzeiro x River Plate-ARG  Libertadores 1976, Supercopa 1991 e Recopa 1998
Nacional-URU x Racing-ARG  Libertadores 1967 e Recopa 1989
Grêmio x Independiente-ARG  Libertadores 1984 e Recopa 1996
Boca Jr-ARG x Once Caldas-COL  Libertadores 2004 e Recopa 2005
LDU-EQU x Fluminense  Libertadores 2008 e Sul-Americana 2009
Atlético Mineiro x Olímpia-PAR  Conmebol de 1992 e Libertadores de 2013
Atlético Mineiro x Lanús-ARG  Conmebol de 1997 e Recopa de 2014



Os dez maiores fregueses em Copas

O blog separou pra você uma lista das dez maiores freguesias das Copas do Mundo:

Suécia freguês do Brasil

Até 2006 era o confronto que mais se repetiu em Copas (sete). Atualmente divide o recorde com outros dois (Alemanha x Sérvia e Alemanha x Argentina). E desses jogos, sabe quantos os suecos venceram? Nenhum. Foram cinco vitórias brasileiras e dois empates, com direito a um Brasil 7 a 1 em 1950 e 5x2 na final de 1958. Nem em 1994 quando se enfrentaram por duas vezes os suecos não tiveram êxito.

1938 Brasil 4x2 Suécia disputa terceiro lugar
1950 Brasil 7x1 Suécia fase final
1958 Brasil 5x2 Suécia final
1978 Brasil 1x1 Suécia primeira fase
1990 Brasil 2x1 Suécia primeira fase
1994 Brasil 1x1 Suécia primeira fase
         Brasil 1x0 Suécia semifinal

Sérvia/Iugoslávia freguês da Alemanha

Também se enfrentaram por sete vezes, mas aqui a antiga Iugoslávia pelo menos conseguiu duas vitórias: 1 a 0 em 1962, depois de ser eliminada pelos alemães por duas Copas consecutivas e em 2010 já com o nome de Sérvia quando venceu pelo mesmo placar. Houve ainda um empate por 2 a 2 em 1998.

1954 Alemanha 2x0 Iugoslávia quartas de final
1958 Alemanha 1x0 Iugoslávia quartas de final
1962 Alemanha 0x1 Iugoslávia quartas de final
1974 Alemanha 2x0 Iugoslávia segunda fase
1990 Alemanha 4x1 Iugoslávia primeira fase
1998 Alemanha 2x2 Iugoslávia primeira fase
2010 Alemanha 0x1 Sérvia primeira fase

Argentina freguês da Alemanha 

Ao decidirem a Copa do Brasil há duas semanas atrás, alemães e argentinos se encontraram pela sétima vez, sendo a quinta por mata-mata e a terceira numa final. E embora tenha sido derrotada em 1986, a Alemanha leva ampla vantagem nos outros seis jogos: três vitórias e dois empates, sendo que um dos jogos que terminaram com igualdade no placar os alemães venceram nos pênaltis.

1958 Alemanha 3x1 Argentina primeira fase
1966 Alemanha 0x0 Argentina primeira fase
1986 Alemanha 2x3 Argentina final
1990 Alemanha 1x0 Argentina final
2006 Alemanha 1x1 Argentina (4x2 nos pênaltis) quartas
2010 Alemanha 4x0 Argentina quartas
2014 Alemanha 1x0 Argentina final

Alemanha freguês da Itália

É pessoal, pensou que a Alemanha não era freguês de ninguém? Pois é, até eles... Os alemães jamais venceram uma das quatro partidas que fizeram frente aos italianos (três derrotas e um empate) com direito a uma derrota em final (1982) e duas eliminações na prorrogação em semifinais de Copa (1970 e 2006).

1962 Itália 0x0 Alemanha primeira fase
1970 Itália 4x3 Alemanha semifinais
1982 Itália 3x1 Alemanha final
2006 Itália 2x0 Alemanha semifinais

Chile freguês do Brasil

A seleção chilena participou de nove Copas e em quatro delas passou da primeira fase. E só não foi mais longe porque tinha um Brasil pelo caminho. Quando foi anfitrião em 1962, o sonho do título acabou nas semifinais com show de Garrincha e Vavá. Voltaria a passar da fase de grupos somente em 1998 e já de cara enfrentaria novamente o Brasil, o que se repetiria ainda em 2010 e nesse ano.

1962 Brasil 4x2 Chile semifinais
1998 Brasil 4x1 Chile oitavas
2010 Brasil 3x0 Chile oitavas
2014 Brasil 1x1 Chile (3x2 nos pênaltis) oitavas

Brasil freguês da França

Embora a seleção brasileira tenha vencido no primeiro confronto entre ambos na semifinal de 1958, nas outras três vezes só deu França: nas quartas de 1986 (após empate no tempo normal e vitória nos pênaltis), na final de 1998 e por fim nas quartas de 2006. Com isso, os franceses passaram a ser nossos maiores algozes em mata-mata de Copas.

1958 França 2x5 Brasil semifinais
1986 França 1x1 Brasil (4x3 nos pênaltis) quartas
1998 França 3x0 Brasil final
2006 França 1x0 Brasil quartas

França freguês da Alemanha

Em quatro jogos foram três derrotas e apenas uma vitória francesa, em um jogo que praticamente não valia nada (6x3 na disputa de terceiro lugar de 1958). Nos outros jogos, três derrotas para a Alemanha em mata-matas, sendo duas em semifinais (1982 e 1986) e nas quartas desse ano.

1958 Alemanha 3x6 França disputa terceiro lugar
1982 Alemanha 3x3 França (5x4 nos pênaltis) semifinais
1986 Alemanha 2x0 França semifinais
2014 Alemanha 1x0 França quartas

Inglaterra freguês do Brasil

Quatro partidas, um empate e três derrotas. Esse é o saldo dos confrontos dos ingleses diante dos brasileiros. Dois desses confrontos valendo pela primeira fase e dois por mata-mata (duas quartas de final). Várias curiosidades envolvem esse jogo, entre elas duas que chamam a atenção: no primeiro encontro entre ambos ocorreu o primeiro zero a zero das Copas e segundo, todas as vezes que a Inglaterra enfrentou o Brasil, o titulo da Copa ficou com a seleção brasileira. Só não se enfrentaram na campanha do tetra porque os ingleses se ausentaram do Mundial dos Estados Unidos.

1958 Brasil 0x0 Inglaterra primeira fase
1962 Brasil 3x1 Inglaterra quartas de final
1970 Brasil 1x0 Inglaterra primeira fase
2002 Brasil 2x1 Inglaterra quartas de final

Noruega freguês da Itália

O país gelado do norte da Europa esteve em apenas três Copas do Mundo (1938, 1994 e 1998). Em oito jogos, venceu dois, empatou três e perdeu outros três. E essas três derrotas foram todas para a Itália, curiosamente uma por Copa. No primeiro e no último confronto em mata-mata. Já em 1994, a derrota na primeira fase impediu a classificação norueguesa à fase seguinte.

1938 Itália 2x1 Noruega primeira fase
1994 Itália 1x0 Noruega primeira fase
1998 Itália 1x0 Noruega oitavas

Brasil freguês da Hungria

Poderia ter fechado esse Top 10 das freguesias com algumas outras partidas, mas não poderia deixar de mencionar esse confronto. Foram apenas dois jogos, é verdade, mas que acabou entrando tanto pelo lado negativo como positivo. Começando pelo negativo, na primeira partida em 1954 fomos eliminados nas quartas em um jogo que ficou conhecido como a "Batalha de Berna", devido a pancadaria generalizada entre brasileiros e húngaros naquela cidade suíça. Já no segundo jogo em 1966, foi a primeira derrota da seleção em Copas tendo ou Pelé, ou Garrincha em campo. No caso jogou o segundo pois o Rei estava ausente devido a uma contusão. E pelo lado positivo, é que no intervalo das duas derrotas fomos bicampeões mundiais e estabelecendo o novo recorde de invencibilidade (treze jogos) e que até os dias de hoje jamais foi sequer igualado.

1954 Hungria 4x2 Brasil quartas
1966 Hungria 3x1 Brasil primeira fase




Os mata-matas que mais se repetiram em Copas

Hoje escrevo o último post sobre Copa do Mundo. A partir do dia primeiro de agosto o blog Futebol da América do Sul volta a ser postado somente nas sextas-feiras, como era antes da Copa do Brasil.
E a última postagem se refere aos confrontos em mata-matas que mais se repetiram em Copas do Mundo. Desde 1930 até hoje, quase duzentas partidas eliminatórias foram jogadas em diferentes fases, sendo que 29 delas se repetiram. Algumas duas, outras três e teve confronto que se repetiu por quatro, ou até cinco vezes!
Confira a seguir quais foram os confrontos que mais se repetiram em Copas, por fase e no geral:

oitavas de final

3 Brasil x Chile 1998, 2010 e 2014
2 Brasil x Polônia 1938 e 1986
   Alemanha x Bélgica 1934 e 1990
   México x Bulgária 1986 e 1994
   Itália x Noruega 1938 e 1998
   Argentina x México 2006 e 2010

quartas de final

3 Alemanha x Iugoslávia 1954, 1958 e 1962
2 Argentina x Inglaterra 1966 e 1986
   Itália x Espanha 1934 e 1994
   França x Itália 1938 e 1998
   Brasil x Inglaterra 1962 e 2002
   França x Brasil 1986 e 2006
   Brasil x Holanda 1994 e 2010
   Alemanha x Argentina 2006 e 2010

semifinais

2 Alemanha x França 1982 e 1986
   Itália x Alemanha 1970 e 2006

finais

3 Alemanha x Argentina 1986, 1990 e 2010
2 Brasil x Itália 1970 e 1994
 
no geral 

5 Alemanha x Argentina 1986, 1990, 2006, 2010 e 2014
4 França x Brasil 1958, 1986, 1998 e 2006
   Itália x França 1938, 1986, 1998 e 2006
   Alemanha x Inglaterra 1966, 1970, 1990 e 2010
   Brasil x Chile 1962, 1998, 2010 e 2014
3 Alemanha x Iugoslávia 1954, 1958 e 1962
   Brasil x Itália 1938, 1970 e 1994
   Argentina x Inglaterra 1966, 1986 e 1998
   Alemanha x Suécia 1934, 1958 e 2006
   Brasil x Holanda 1994, 1998 e 2010
   Alemanha x França 1982, 1986 e 2014
   Argentina x Holanda 1978, 1998 e 2014

Até hoje na história das Copas um único confronto ocorreu em todas as fases eliminatórias: Alemanha x Inglaterra. As duas seleções se encontraram primeiro na final em 1966, depois nas quartas em 1970, nas semifinais em 1990 e por fim nas oitavas em 2010. Em se tratando de confrontos consecutivos em mata-matas, Alemanha x Iugoslávia e Alemanha x Argentina se repetiram por três Copas seguidas.
 



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Atlético campeão da Recopa Sul-Americana 2014



Depois de vencer na Grande Buenos Aires por 1 a 0, bastava aos atleticanos um empate para faturar a Recopa Sul-Americana. E numa partida pra lá de emocionante com direito a decisão somente na prorrogação, o Atlético conquistou seu quarto título internacional, e curiosamente um ano depois da tão sonhada Libertadores.
Primeiro Diego Tardelli abriu o marcador cobrando pênalti. Depois os argentinos viraram com Ayala e Santiago Silva e Maicossuel empatou, tudo isso ainda no primeiro tempo. Depois da segunda etapa sem gols, quando os atleticanos já comemoravam o título, eis que nos acréscimos Acosta leva a decisão para a prorrogação. Mas no tempo extra, com dois gols contra (de Gomez e Ayala) a Recopa ficaria no Brasil pela quarta edição seguida.
Com a conquista atleticana, o futebol brasileiro soma agora nove títulos conquistados por sete clubes diferentes sendo o segundo país que mais esteve em decisões da Recopa, perdendo para os argentinos por apenas duas finais (quinze contra dezessete). Essa foi também a segunda competição internacional que o Galo bate o Lanús em uma decisão, já que ambos haviam se enfrentado na final da Copa Conmebol de 1997.

final-jogo de volta

23/07 quarta-feira
Atlético 4x3 Lanús-ARG

todos os campeões

4 Boca Jr-ARG 1990, 2005, 2006 e 2008
2 São Paulo 1993 e 1994
   Olímpia 1991 e 2003
   LDU-EQU 2009 e 2010
   Internacional 2007 e 2011
1 Nacional-URU 1989
   Colo Colo-CHI 1992
   Independiente-ARG 1995
   Grêmio 1996
   Velez Sarsfield-ARG 1997
   Cruzeiro 1998
   Cienciano-PER 2004
   Santos 2012
   Corinthians 2013
   Atlético Mineiro 2014

histórico da Recopa Sul-Americana

A  Recopa sul-Americana começou a ser disputada em 1989 e reunia até 1998 os campeões da Libertadores e da extinta Supercopa. Com o fim dessa última competição, a Recopa foi interrompida por alguns anos, retornando em 2003, quando no ano anterior havia sido criado a Copa Sul-Americana, que definiria o novo adversário do campeão da Libertadores.
Quando reunia os campeões da Libertadores e Supercopa, em três edições foi jogada em ida e volta (1989, 1993 e 1998). Em 1990, 1992 e de 1994 a 1997 foi disputada em jogo único, sendo o primeiro nos Estados Unidos e as demais no Japão. Em 1991 não houve disputa, pois o Olímpia venceu as duas competições classificatórias. Isso voltou a ocorrer em 1994 com o São Paulo, mas a Conmebol indicou o Botafogo, campeão da Copa Conmebol como seu adversário.
A partir de 2003 quando passou a reunir os campeões da Libertadores e Sul-Americana, o torneio teve as duas primeiras edições jogadas em partida única nos Estados Unidos. E de 2005 até os dias de hoje é jogado no sistema ida e volta sendo que o campeão da Libertadores faz o segundo jogo em casa.
Das 22 edições realizadas até hoje, os campeões da segunda competição do continente faturaram a Recopa em  apenas seis oportunidades: Boca (1990), Independiente (1995) e Velez (1997) todos da Argentina, vindo da extinta Supercopa. Como campeões da Sul-Americana, venceram a Recopa Cienciano, do Peru (2004), Boca Jr (2006) e por fim a LDU, do Equador (2010). Da conquista equatoriana pra cá somente campeões da Libertadores levam a Recopa para casa, um aproveitamento de 73%




Libertadores: Resultados dos jogos de ida das semifinais



Nacional e San Lorenzo estão muito próximos da tão sonhada final da Copa Libertadores 2014. Ambos os times venceram seus jogos de ida e agora podem se classificar até mesmo perdendo, dependendo da diferença de saldo. Restaram a Defensor e Bolívar vencerem, e bem, para se garantirem na decisão: os uruguaios por três gols e os bolivianos, seis. Repetição do placar, penalidades.
Sobre a goleada do San Lorenzo, essa é a maior de um jogo de ida numa semifinal de Libertadores, superando os 4x0 que o Deportivo Cali-COL aplicou no Cerro Porteño-PAR em 1999. Se computarmos jogos de ida e volta, ficou a um gol de igualar a "surra" que o Nacional-COL deu no Danúbio-URU no segundo jogo da semifinal de 1989 após empate sem gols na ida.

semifinais-jogos de ida

22/07 terça-feira
Nacional-PAR 2x0 Defensor-URU

23/07 quarta-feira
San Lorenzo-ARG 5x0 Bolívar-BOL

jogos de volta

29/07 terça-feira
Defensor-URU x Nacional-PAR

30/07 quarta-feira
Bolívar-BOL x San Lorenzo-ARG

Caso dê mesmo Nacional e San Lorenzo na final, essa será a segunda vez que paraguaios e argentinos decidem uma Libertadores. A única vez até aqui foi em 1979 quando o Olímpia conquistou o seu primeiro título, e de quebra impediu o tricampeonato do Boca Jr. Se der Defensor, aí será a nona decisão entre clubes da Argentina e Uruguai, que não se enfrentam em finais desde 1988, quando o Nacional bateu o Newell's Old Boys e conquistou a última Libertadores para o futebol uruguaio. Se um "milagre" boliviano ocorrer, independente do adversário será uma decisão inédita entre os dois países finalistas, já que nenhum clube da Bolívia alcançou a final até hoje.
Em termos de clubes, o Nacional pode se tornar o segundo paraguaio a chegar numa final, já que até hoje somente o Olímpia representou o país em decisões de Libertadores. Cerro Porteño, Libertad e Guarany conseguiram no máximo serem semifinalistas. Do lado argentino, o San Lorenzo será o nono do país a decidir o título e no caso de classificação do Defensor, o clube de Montevidéu será o terceiro uruguaio.


Poucas viradas em semifinais de Libertadores

Tivemos nessa semana a volta da Copa Libertadores na sua fase semifinal e duas equipes largaram com boa vantagem: Nacional e San Lorenzo. Ambos podem até perder que mesmo assim decidirão o título entre si, desde que os paraguaios percam por no máximo um gol e os argentinos, quatro. Se depender de uma escrita, o título deve mesmo ficar entre os dois, pois até hoje em 70 confrontos de semifinais de Libertadores, em apenas catorze o vencedor do primeiro jogo acabou perdendo a vaga para a final, lembrando que não houve semifinal no formato ida e volta entre 1966 e 1967 e de 1971 a 1987. Nesse século apenas Palmeiras (2000), Boca Jr (2007) e Atlético Mineiro no ano passado é que conseguiram reverter a desvantagem.
Segue abaixo a lista das poucas semifinais em que o vencedor do primeiro jogo não conseguiu se classificar para a decisão:

1962 Nacional-URU 2x1 Peñarol-URU
         Peñarol-URU 3x1 Nacional-URU
         Peñarol-URU 1x1 Nacional-URU

1965 Santos 5x4 Peñarol-URU
         Peñarol-URU 3x2 Santos
         Peñarol-URU 3x1 Santos

1968 Racing-ARG 2x0 Estudiantes-ARG
         Estudiantes-ARG 3x0 Racing-ARG
         Estudiantes-ARG 1x1 Racing-ARG

1970 Universidad de Chile-CHI 1x0 Peñarol-URU
         Peñarol-URU 2x0 Universidad de Chile-CHI
         Peñarol-URU 2x2 Universidad de Chile-CHI

1989 Olímpia-PAR 0x1 Internacional
         Internacional 2x3 Olimpia-PAR (nos pênaltis 3x5)

1990 River Plate-ARG 1x0 Barcelona-EQU
         Barcelona-EQU 1x0 River Plate-ARG (nos pênaltis 4x3)

1991 Boca Jr-ARG 1x0 Colo Colo-CHI
         Colo Colo-CHI 3x1 Boca Jr-ARG

1994 Junior-COL 2x1 Velez Sarsfield-ARG
         Velez Sarsfield-ARG 2x1 Junior-COL (nos pênaltis 5x4)

1996 Grêmio 1x0 América-COL
         América-COL 3x1 Grêmio

1997 Racing-ARG 3x2 Sporting Cristal-PER
         Sporting Cristal-PER 4x1 Racing-ARG

1999 River Plate-ARG 1x0 Palmeiras
         Palmeiras 3x0 River Plate-ARG

2000 Corinthians 4x3 Palmeiras
         Palmeiras 3x2 Corinthians (nos pênaltis 5x4)

2007 Cúcuta-COL 3x1 Boca Jr-ARG
         Boca Jr-ARG 3x0 Cúcuta-COL

2014 Newell’s Old Boys-ARG 2x0 Atlético Mineiro
         Atlético Mineiro 2x0 Newell’s Old Boys-ARG (nos pênaltis 3x2)



As seleções de uma só Copa

Até hoje tivemos dezenove seleções que participaram apenas de uma única edição de Copa do Mundo e que jamais voltaram a disputar a principal competição de seleções do planeta. Entre eles temos seleções que fizeram boas campanhas como Cuba, País de Gales, Alemanha Oriental, Senegal e Ucrânia, que conseguiram terminar entre os oito primeiros. Mas por outro lado, as outras seleções sequer passaram da primeira fase e nem chegaram a vencer ou em alguns casos, saíram sem somar ao menos um pontinho. Ou pior ainda, sequer anotaram algum gol. Talvez isso explique porque não retornaram mais a uma Copa...
Veja na lista a seguir quais as seleções que jogaram apenas uma única edição de Copa do Mundo (menos a estreante desse ano, a Bósnia) e em qual ano foi essa participação:

1938 Indonésia
         Cuba
1958 País de Gales
1970 Israel
1974 Alemanha Oriental
         Zaire
         Haiti
1982 Kuwait
1986 Iraque
         Canadá
1990 Emirados Árabes Unidos
1998 Jamaica
2002 China
         Senegal
2006 Ucrânia
         Togo
         Angola
         Trinidad Tobago
2010 Eslováquia


  • Quatro seleções alcançaram as quartas de final: Cuba (1938), País de Gales (1958), Senegal (2002) e Ucrânia (2006). A extinta Alemanha Oriental alcançou a segunda fase da Copa de 1974, etapa essa em que o campeão avançava á final, terminando na sexta colocação. Entre as seleções que estiveram em uma única Copa é a de melhor retrospecto.
  • Além das cinco seleções citadas acima, outra que também avançou de fase foi a Eslováquia, que parou nas oitavas da Copa de 2010.
  • Das treze seleções eliminadas na primeira fase, apenas uma venceu um jogo: a Jamaica. Israel, Kuwait, Angola e Trinidad Tobago somaram pontos conquistando empate (s), sendo que a última seleção citada não fez gol (empatou por zero a zero).
  • Haiti, Iraque, Emirados Árabes e Togo terminaram com zero ponto, mas marcaram gols enquanto que Indonésia, Zaire, Canadá e China perderam todas as partidas e saíram sem balançarem as redes adversárias.
  • Uma seleção é certeza que jamais retornará: a Alemanha Oriental, extinta no final dos anos 80 ao se reunificar com a vizinha Alemanha Ocidental, já que ambas haviam se separado quando terminou a Segunda Guerra Mundial. A Indonésia jogou apenas uma partida com o nome de Índias Holandesas enquanto que o Zaire é a atual República Democrática do Congo.
  • Alguns podem se perguntar sobre a República Tcheca e a Sérvia que jogaram a Copa de 2006. Mas a própria FIFA reconhece os tchecos como herdeiros das campanhas da extinta Tchecoslováquia, o mesmo caso da Sérvia, que herdou as campanhas da ex-Iugoslávia. 



E se os campeões mundiais tivessem perdido as finais?

Todos sabem que são oito os campeões mundiais: Brasil com cinco títulos; Itália e Alemanha com quatro; Uruguai e Argentina com dois e por fim Inglaterra, França e Espanha cada um com uma conquista. Sabemos também que além dessas oito seleções, mais quatro chegaram a final, mas acabaram com o vice: Holanda (três vezes); Hungria e a extinta Tchecoslováquia (duas vezes) e a Suécia (um vice). Já imaginou como seria se as seleções derrotadas nas finais tivessem conquistado o título? O blog pensou e posta agora pra você:
Em primeiro lugar, três campeões mundiais deixariam de existir: Uruguai, Inglaterra e Espanha, já que eles contabilizam apenas vitória em finais. Alemanha e França permaneceriam como estão, já que ambos têm o mesmo número de títulos e vices. E os vices citados no começo do post entrariam para o grupo dos campeões: Holanda, Hungria, Tchecoslováquia e Suécia. A Argentina ganharia mais um título enquanto que a mudança seria negativa para Brasil e Itália, que de penta e tetra respectivamente passariam a ser apenas bicampeões.
Veja abaixo como ficaria a lista dos campeões se os vencedores tivessem perdido as finais:

1930 Argentina
1934 Tchecoslováquia
1938 Hungria
1950 Brasil
1954 Hungria
1958 Suécia
1962 Tchecoslováquia
1966 Alemanha
1970 Itália
1974 Holanda
1978 Holanda
1982 Alemanha
1986 Alemanha
1990 Argentina
1994 Itália
1998 Brasil
2002 Alemanha
2006 França
2010 Holanda
2014 Argentina

4 Alemanha 1966,1982,1986 e 2002
3 Holanda 1974,1978 e 2010
   Argentina 1930, 1990 e 2014
2 Hungria 1938 e 1954
   Tchecoslováquia 1934 e 1962
   Itália 1970 e 1994
   Brasil 1950 e 1998
1 Suécia 1958
   França 2006

Depois dessa “brincadeira” podemos ver que a Alemanha é que seria a líder no ranking de títulos, seguido da Holanda e da Argentina. O curioso é que apenas Brasil e Suécia seriam os anfitriões campeões, já que na “vida real” são os dois únicos países derrotados em casa em finais.
A antiga taça Jules Rimet, que ficaria em definitivo com a primeira seleção que conquistasse o tricampeonato (no caso o Brasil em 1970) na nossa versão seria entregue somente em 1986 com a terceira conquista alemã. Ainda falando dos alemães, ao vencer a Copa aqui no Brasil tornaram-se a primeira seleção da Europa a vencer na América do Sul. Se invertêssemos os vitoriosos das finais, a extinta Tchecoslováquia, lá em 1962 no Chile é que já teria alcançado tal feito. E a Argentina seria campeã por duas vezes em solo sul-americano, como é o Uruguai de verdade.




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Semifinais da Copa Libertadores 2014



Depois de dois meses de pausa devido a Copa do Mundo, teremos o retorno da Copa Libertadores 2014 nessa semana já na sua fase semifinal. Apenas San Lorenzo (ARG), Nacional (PAR), Bolívar (BOL) e Defensor (URU) continuam na briga pelo título inédito, já que nenhum dos quatro já haviam conquistado o torneio ou sequer chegado à final. Semana que vem teremos as partidas de volta:

semifinais

22/07 terça-feira
Nacional (PAR) x Defensor (URU)

23/07 quarta-feira
San Lorenzo (ARG) x Bolívar (BOL)

campanha dos semifinalistas

Nacional (10 jogos - 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas)
2x2 e 1x1 Atlético Mineiro
1x0 e 0x2 Zamora (VEN)
1x3 e 3x2 Santa Fé (COL)
1x0 e 2x2 Velez Sarsfield (ARG)
1x0 e 0x0 Arsenal (ARG)

Defensor (10 jogos - 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas)
0x1 e 1x1 Universidad (CHI)
4x1 e 2x0 Real Garcilaso (PER)
2x0 e 2x2 Cruzeiro
0x2 e 2x0 (4x2) The Strongest (BOL)
2x0 e 1x0 Nacional (COL)

San Lorenzo (10 jogos - 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas)
0x2 e 3x0 Botafogo
1x0 e 1x1 Independiente del Valle (EQU)
1x1 e 0x1 Unión Española (CHI)
1x0 e 0x1 (4x2) Grêmio
1x0 e 1x1 Cruzeiro

Bolívar (10 jogos - 4 vitórias, 5 empates e 1 derrota)
1x2 e 2x1 Emelec (EQU)
1x1 e 1x0 León (MEX)
2x2 e 1x0 Flamengo
2x2 e 1x1 León (MEX)
1x1 e 1x0 Lanús (ARG)



Todas as decisões por pênaltis das Copas

Nesta Copa tivemos oito jogos (metade dos mata-matas) indo para a prorrogação, sendo que quatro foram decididas nos pênaltis, com destaque para Holanda e Costa Rica que disputaram as penalidades por duas vezes.
As disputas por pênaltis foram introduzidas na edição de 1978, mas a primeira partida decidida por tal critério só ocorreu quatro anos depois, na Espanha. Desde então tivemos em Copas 26 disputas por pênaltis. Os argentinos são os recordistas com cinco participações seguidos por quatro seleções: Alemanha, França, Brasil e Itália.
Segue abaixo todas as disputas por pênaltis em Copas do Mundo junto com as já famosas curiosidades, números e estatísticas que o blog traz pra você:

1982 Alemanha 3x3 França (5x4) semifinais
1986 França 1x1 Brasil (4x3) quartas
         Alemanha 0x0 México (4x1) quartas
         Bélgica 1x1 Espanha (5x4) quartas
1990 Irlanda 0x0 Romênia (5x4) oitavas
         Argentina 0x0 Iugoslávia (3x2) quartas
         Alemanha 1x1 Inglaterra (4x3) semifinais
         Argentina 1x1 Itália (4x3) semifinais
1994 Bulgária 1x1 México (3x1) oitavas
         Suécia 2x2 Romênia (5x4) quartas
         Brasil 0x0 Itália (3x2) final
1998 Argentina 2x2 Inglaterra (4x3) oitavas
         França 0x0 Itália (4x3) quartas
         Brasil 1x1 Holanda (4x2) semifinais
2002 Espanha 1x1 Irlanda (3x2) oitavas
         Coréia do Sul 0x0 Espanha (5x3) quartas
2006 Ucrânia 0x0 Suíça (3x0) oitavas
         Alemanha 1x1 Argentina (4x2) quartas
         Portugal 0x0 Inglaterra (3x1) quartas
         Itália 1x1 França (5x3) final
2010 Paraguai 0x0 Japão (5x3) oitavas
         Uruguai 1x1 Gana (4x2) quartas
2014 Brasil 1x1 Chile (3x2) oitavas
         Costa Rica 1x1 Grécia (5x3) oitavas
         Holanda 0x0 Costa Rica (4x3) quartas
         Argentina 0x0 Holanda (4x2) semifinais


  • Antes das penalidades serem instituídas em 1978, tivemos 77 partidas de mata-mata sendo que em apenas quatro delas não foram decididas nos 120 minutos (tempo normal e prorrogação) e sim em partidas-desempate, especialmente nas Copas de 1934 e 1938.
  • Ao todo foram 26 disputas por pênaltis e curiosamente pelo mesmo número de seleções.
  • Quem mais disputou as penalidades foi a Argentina: esteve por cinco vezes (ganhou quatro e perdeu uma). Logo depois vêm Brasil, Alemanha, França e Itália com quatro disputas. Outras sete seleções estiveram por mais de uma vez: Holanda, Espanha e Inglaterra (três vezes) e Irlanda, Romênia, México e Costa Rica (duas vezes cada).
  • Catorze seleções participaram apenas de uma única vez: Bélgica, Bulgária, Suécia, Coréia do Sul, Portugal, Ucrânia, Uruguai, Paraguai, Gana, Iugoslávia, Suíça, Japão, Chile e Grécia.
  • Argentina em 1990, Espanha em 2002, Costa Rica e Holanda ambos em 2014 foram as quatro seleções que disputaram por mais de uma vez numa mesma Copa.
  • Argentina e Alemanha com quatro vitórias cada são as que mais venceram. Já os ingleses perderam todas as três disputas por pênaltis. Das que participou por mais de três vezes é a única que não venceu uma sequer.
  • Foram oito disputas em oitavas de final, onze nas quartas, cinco em semifinais e duas finais.
  • Até hoje somente dois anfitriões  foram derrotados nas cobranças de pênaltis: o México em 1986 para a Alemanha nas quartas e a Itália na semifinal de 1990 para a Argentina. França em 1998, Coréia do Sul em 2002, Alemanha em 2006 e o Brasil há pouco foram os anfitriões vencedores.
  • Foram catorze cobranças em quatro decisões e os alemães perderam apenas uma penalidade: do zagueiro Stielike logo na primeira disputa em 1982 frente a França. 
  • Por outro lado os ingleses perderam a metade de suas 14 cobranças distribuídas em três disputas.
  • A Itália foi eliminada de três Copas seguidas nas penalidades: 1990, 1994 e 1998. Logo a seguir vêm o México (1986 e 1994), Romênia (1990 e 1994) e Inglaterra (1990 e 1998).
  • A disputa entre Ucrânia x Suíça foi a única em que o perdedor não conseguiu marcar nenhum gol. 
  • Placares das cobranças: 4x3 (seis vezes); 5x4, 3x2, 4x2 e 5x3 (quatro vezes); 3x1 (duas vezes) e 4x1 e 3x0 (uma vez).
  • Número de pênaltis batidos: 9 (dez vezes); 10 (oito vezes); 8 (quatro vezes); 7 e 12 (duas vezes). Somene duas decisões foram para cobranças alternadas: Alemanha x França em 1982 e Suécia x Romênia em 1994.
  • Goleiros que mais defenderam cobranças de pênaltis: Schumacher (ALE) e Goycochea (ARG) com quatro, seguidos de Taffarel e Ricardo (POR) com três. O alemão e o brasileiro defenderam em duas Copas diferentes. O argentino em duas disputas mas na mesma Copa enquanto que o português defendeu as cobranças numa única partida, feito jamais igualado por outro goleiro.
  • Ainda falando em goleiros, Taffarel e Goycochea não foram vazados em cinco cobranças, sendo os recordistas nesse quesito.
  • E pra encerrar, uma única vez um goleiro entrou apenas para as cobranças de pênaltis: coube a honra ao holandês Tim Krul, na partida frente a Costa Rica aqui no Brasil.




 

Números, curiosidades, estatísticas e marcas quebradas da Copa 2014



Um pequeno resumo do que foi a Copa 2014 em alguns quesitos:

Gols

Foram marcados 171 gols em 64 partidas, igualando a melhor marca que havia sido na França em 1998. Média de 2,67 gols (a melhor desse século). Apenas sete jogos terminaram sem gols. A Alemanha terminou pela terceira Copa consecutiva com o melhor ataque, igualando os dezoito gols do Brasil em 2002. Dos 171 gols, 32 foram marcados de cabeça, cinco contra e doze de pênalti. Apenas três gols de falta foram anotados e 32 substitutos balançaram as redes, estabelecendo novo recorde.

Maiores goleadas

A maior goleada da Copa foi Alemanha 7x1 Brasil nas semifinais. Depois vieram Holanda 5x1 Espanha, Alemanha 4x0 Portugal, Croácia 4x0 Camarões e França 5x2 Suíça. A vitória alemã foi também o jogo com mais gols, oito no total.

Artilheiros

O colombiano James Rodriguez terminou como o artilheiro do Mundial com seis gols, mesmo sua seleção caindo nas quartas. Desde a Copa de 1986 não tínhamos um artilheiro que não fosse semifinalista. Em 1994 o russo Salenko foi eliminado ainda na fase de grupos com sua seleção, mas naquela Copa ele dividiu a artilharia com o búlgaro e semifinalista Stoichkov. Com dois gols anotados nessa edição, o alemão Klose superou Ronaldo e agora é o maior artilheiro das Copas com dezesseis gols no geral.

Hat-tricks

Dois jogadores fizeram hat-tricks nessa Copa, que é o nome que se dá quando alguém anota três gols ou mais em uma mesma partida: o suíço Shaqiri nos 3 a 0 da Suíça contra Honduras e o alemão Muller, que também marcou três na vitória da Alemanha por 4 a 0 sobre Portugal.

Premiações

O argentino Messi levou a Bola de Ouro como o melhor jogador da Copa. Neuer, da Alemanha foi eleito o Luva de Ouro (melhor goleiro). James Rodruguez, da Colômbia o artilheiro e sua seleção o troféu Fair Play. O prêmio de melhor Jogador Jovem ficou com o francês Pogba.
Já na premiação de Homem do Jogo, Messi foi o melhor em quatro partidas. Robben, James Rodriguez e Navas (goleiro da Costa Rica) foram os melhores em três jogos, enquanto que outros oito jogadores em duas partidas.

Disciplina

O árbitro do Uzbequistão Ravshan Irmatov entrou para a história como o que mais apitou partidas de Copa (nove entre 2010 e 2014). Foram aplicados 181 cartões amarelos (média de 2,83 por jogo) e dez vermelhos (média de 0,16 por jogo). Tanto em advertência como em expulsões tivemos a menor média desde a Copa de 1986. O Brasil foi a seleção mais advertida (14 amarelos) sendo que o zagueiro Thiago Silva foi o mais amarelado da Copa (três cartões). Dez seleções diferentes tiveram jogadores expulsos. O jogo com maior número de cartões foi Costa Rica x Grécia (oito amarelos e um vermelho) enquanto que em onze jogos tivemos apenas uma advertência. Brasil x Colômbia foi o jogo mais faltoso (54 faltas). Já Nigéria x Bósnia foi o que teve menos, com apenas dezesseis. Fellaini da Bélgica foi o que mais cometeu faltas (19) enquanto que o holandês Robben foi o que mais “apanhou” em campo, sofrendo 24 faltas.
Dentre as seleções o Brasil foi a seleção que mais sofreu faltas (129) enquanto que a Holanda foi a mais faltosa (126). Ao todo foram anotadas 1928 faltas, o que dá uma média de 30 por jogo.

Público

Um total de 3.429.873 torcedores estiveram presentes nas 64 partidas, o que dá uma média de 53.592 por jogo, a segunda melhor da história, atrás apenas da Copa de 1994 quando nos Estados Unidos tivemos a média de quase 69 mil pessoas por partida.

Classificados e eliminados

Pela primeira vez Grécia e Argélia passaram da primeira fase. Já a Costa Rica e Colômbia conseguiram de forma inédita terminar entre os oito melhores. Já a seleção de Gana foi eliminada pela primeira vez na fase de grupos. O México continua sem passar das oitavas de final desde 1986. De lá pra cá foram seis Copas se classificando para a fase seguinte mas sem conseguir avançar as quartas de final.
Foi também a primeira Copa em que duas seleções africanas seguiram juntas para a segunda fase (Nigéria e Argélia).

Confrontos consecutivos

Os finalistas Alemanha e Argentina se enfrentaram pela terceira Copa seguida, e em confrontos válidos por mata-mata, sendo que os alemães saíram vitoriosos nos três. Gana x Estados Unidos também se enfrentaram pela terceira vez consecutiva, mas duas pela primeira fase e uma em mata-mata. Espanha x Chile, Argentina x Nigéria, Alemanha x Gana e Suíça x Honduras voltaram a se encontrar na fase de grupos assim como em 2010. Único jogo de mata-mata tirando a final já mencionada que voltou a acontecer foi o confronto entre Brasil x Chile, curiosamente também numa oitava de final. Brasil x Holanda se enfrentaram pelas quartas na África e aqui decidiram o terceiro lugar. Dois confrontos da primeira fase reuniram equipes que na Copa passada haviam jogado pelo mata-mata: Espanha x Holanda (final) e Estados Unidos x Gana (oitavas).

Convocados

Um total de 736 jogadores esteve no Mundial do Brasil. Desses, 606 estiveram em campo sendo que 116 marcaram gols. Vinte e dois jogadores jogaram sete jogos. Somente a Holanda colocou todos os 23 convocados para jogar, um recorde da história das Copas. Vários jogadores tornaram-se recordistas ou de Copas, ou de partidas ou artilheiro de suas respectivas seleções.

Recordes individuais

O goleiro colombiano Mondragón tornou-se o jogador mais velho a disputar um jogo de Copa (43 anos e 3 dias), batendo a marca do camaronês Roger Milla que não era alcançada desde 1994. Bateu também o recorde de maior intervalo entre a primeira e a última Copa (20 anos entre as duas). Rafa Márquez igualou Maradona como o jogador que mais partidas estiveram em campo com a faixa de capitão (dezesseis jogos). Ao contrário de Maradona, no entanto, foi capitão nas quatro Copas em que esteve sendo o recordista isolado nesse quesito. E de quebra ainda tornou-se o jogador de uma seleção da Concacaf que mais jogou, desbancando o norte-americano Donovan.
Entre os africanos o ganes Gyan agora é o único a marcar gol em três Copas diferentes e o recordista de partidas ao lado de Omam Biyick, de Camarões, com onze jogos. Outro Samuel Etoo’o igualou seu conterrâneo camaronês Song  como os jogadores que mais estiveram em Copas (quatro).



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Recopa Sul-Americana 2014 - Atlético x Lanús



Em meio a ressaca da Copa do Mundo, Atlético Mineiro e Lanús entraram em campo na última quarta-feira em confronto válido pela Recopa Sul-Americana, torneio que reúne os campeões das Copas Libertadores e da Sul-Americana do ano anterior. Ao vencer por 1 a 0, os brasileiros jogam por um empate na próxima quarta em Belo Horizonte.
Essa é a quinta vez que brasileiros e argentinos decidem a Recopa. Até aqui três vitórias dos clubes do Brasil contra apenas uma derrota. Os brasileiros venceram as três últimas edições (Inter em 2011, Santos em 2012 e Corinthians em 2013) enquanto que os argentinos não vencem desde 2008, quando decidiram entre si. De lá pra cá acumulam dois vices, em 2010 e 2011.
O torneio passou a ser disputado em 1989 e a princípio reunia os campeões da Libertadores e da extinta Supercopa. Com o fim desse torneio em 1997, a Recopa deixou de ser disputada retornando somente em 2003 quando um ano antes foi criada a Copa Sul-Americana. Desde então reúne os dois clubes vitoriosos das atuais competições. O Boca Jr é o maior vencedor com quatro títulos enquanto que o Brasil é o país que mais vezes foi campeão, com oito conquistas.

Jogo de ida

16/07 quarta-feira
Lanús 0x1 Atlético Mineiro

jogo de volta

23/07 quarta-feira
Atlético Mineiro x Lanús

Semana que vem falaremos mais da Recopa Sul-Americana trazendo números, curiosidades e estatísticas.


Quem jogou mais de uma final de Copa

Se a Holanda tivesse vencido a Argentina nos pênaltis e fosse disputar o título com a Alemanha pela segunda Copa seguida, cinco holandeses poderiam entrar para o grupo de jogadores a estar em duas finais: Robben, Van Persie, Kuyt, De Jong e Sneijder. Todos eles estiveram em campo na derrota para a Espanha em 2010. Se o detentor do título não tivesse dado vexame e confirmasse o favoritismo chegando á decisão, onze jogadores espanhóis presentes na decisão da África do Sul também poderiam alcançar tal feito. Da final de 2006 apenas os italianos Buffon, Pirlo e De Rossi vieram ao Brasil. E da final da Ásia doze anos atrás, apenas um jogador presente naquela decisão poderia estar em uma final novamente. E ele atende pelo nome de Klose. Sim, ele de novo tantas vezes citado aqui no blog entrou para esse grupo de jogadores que estiveram em duas finais de Copa. O recorde pertence ao brasileiro Cafu com três finais nas costas (1994, 1998 e 2002). Ronaldo e o alemão Littibarski jogaram duas decisões e em uma ficaram no banco, mas como não entraram em campo não conta.
Vamos deixar de conversa e veja a lista com todos os 49 jogadores que estiveram presentes em mais de uma final de Copa do Mundo, sendo que a grande maioria é de brasileiros e alemães:

3 finais de Copa
Cafu (BRA) 1994, 1998 e 2002

2 finais de Copa
Giuseppe Meazza e Ferrari (ITA) 1934 e 1938
Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Vavá e Zagallo (BRA) 1958 e 1962
Pelé (BRA) 1958 e 1970
Beckenbauer e Overath (ALE) 1966 e 1974
Jongbloed, Haan, Krol, Suurbier, Neeskens, Jansen, René Van de Kerkhof, Rep e Rensenbrink (HOL) 1974 e 1978
Breitner (ALE) 1974 e 1982
Schumacher, Forster, Briegel e Rummenigge (ALE) 1982 e 1986
Littbarski (ALE) 1982 e 1990
Berthold, Brehme, Matthäus e Völler (ALE) 1986 e 1990
Maradona, Ruggeri e Burruchaga (ARG) 1986 e 1990
Taffarel, Aldair, Dunga e Bebeto (BRA) 1994 e 1998
Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo e Denílson (BRA) 1998 e 2002
Barthez, Thuram, Vieira e Zidane (FRA) 1998 e 2006
Klose (ALE) 2002 e 2014



Os dez mais das Copas

A "Copa das Copas" já acabou mas aqui no blog Futebol da América do Sul ainda iremos tratar da maior competição de futebol do planeta até o final do mês. E hoje posto as dez maiores seleções divididas em alguns quesitos: mais Copas, mais partidas, mais pontos ganhos, mais vitórias, mais gols e mais saldo. Vamos ver quais as seleções que fazem parte do Top 10?

Mais Copas

20 Brasil
18 Alemanha
     Itália
16 Argentina
15 México
14 Espanha
     França
     Inglaterra
12 Uruguai
     Bélgica

Mais partidas de Copa

106 Alemanha
104 Brasil
  83 Itália
  76 Argentina
  62 Inglaterra
  59 Espanha
       França
  53 México
  51 Uruguai
  50 Holanda

Mais pontos ganhos

259 Brasil 
218 Alemanha 
156 Itália
139 Argentina
  99 Espanha
  98 Inglaterra
  96 França
  93 Holanda
  72 Uruguai
  61 Suécia 

Mais vitórias

70 Brasil
66 Alemanha
45 Itália
42 Argentina
29 Espanha
28 França
27 Holanda
26 Inglaterra
20 Uruguai
17 Rússia

Mais gols marcados

224 Alemanha
221 Brasil
131 Argentina
128 Itália
106 França
  92 Espanha
  87 Hungria
  86 Holanda
  80 Uruguai
  78 Inglaterra

Mais saldo de gols

119 Brasil
  93 Alemanha
  51 Itália
  47 Argentina
  38 Holanda
  35 França
  30 Hungria
  26 Espanha
  23 Inglaterra
  19 Rússia


  • Brasil, Alemanha, Itália e Argentina aparecem nas quatro primeiras posições em todos os seis quesitos, sendo em quatro nessa ordem. Em dois quesitos a Alemanha lidera tendo o Brasil em segundo (partidas e gols). A Argentina aparece em terceiro uma única vez, quando supera a Itália em gols marcados.
  • Em apenas um quesito não aparecem todos os oito campeões mundiais: o Uruguai não está entre as dez seleções com o melhor saldo de gols.
  • Espanha, Inglaterra, França e Holanda têm entre si vantagem pequena em pontos ganhos e vitórias.
  • O México é o quinto que mais esteve em Copas e o oitavo com o maior número de partidas.
  • Mesmo longe das Copas desde 1986, a Hungria aparece como o sétimo nos quesitos de melhor ataque e melhor saldo de gols, sendo que nesse último critério era o quinto antes da Copa 2014.
  • Em relação a 2010, tivemos algumas alterações entre os dez primeiros: em Copas disputadas, Uruguai e Bélgica aparecem no Top 10 deixando Sérvia e Suécia pra trás; em partidas a Holanda entra nos dez que mais jogou no lugar da Suécia; em pontos a Espanha troca de lugar com a Inglaterra e agora é a quinta que mais pontuou deixando os ingleses em sexto; em vitórias, França e Holanda ultrapassaram a Inglaterra que caiu de sexta pra oitava posição; em gols marcados a Alemanha passou o Brasil e lidera enquanto que a Argentina passou a Itália e agora é o terceiro ataque mais positivo. E por fim no saldo de gols a Holanda saltou de oitava para a quinta posição e a França de sétimo pra sexto, empurrando a Hungria para o sétimo lugar e a Espanha, oitavo.
  • Sete seleções aparecem no Top 10 em todos os seis quesitos citados acima: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Espanha, França e Inglaterra. Uruguai e Holanda aparecem em cinco dos seis; Hungria, Rússia e México em dois enquanto que Bélgica e Suécia aparecem entre os dez melhores apenas uma vez.


Copas de 2006 e 2010: Predomínio europeu de novo



2006: Novamente a Alemanha recebe uma Copa

Demorou apenas 32 anos para os alemães receberem novamente uma Copa do Mundo. E diferente de 1974 quando apenas dezesseis seleções desembarcaram na Alemanha, esta teria o dobro de participantes. Mas não foi uma escolha simples, pois se suspeitam de manobras nos bastidores em favor da campanha alemã, já que a África do Sul era a grande favorita a receber um Mundial. Polêmicas a parte, a Copa de 2006 contou com seis novos estreantes (quatro africanos), recorde desde 1934. Sensações de quatro anos atrás, Turquia e Senegal não se classificaram, assim como Uruguai, Dinamarca, Camarões e Nigéria. Os holandeses voltaram depois da ausência na Ásia enquanto que a Austrália retorna depois de jogar apenas uma única Copa, coincidentemente na própria Alemanha em 1974. Depois de se separar em duas repúblicas nos anos 90, a Tchecoslováquia foi representada pela República Tcheca, que herdou suas campanhas anteriores. Tivemos pela primeira vez três países de língua portuguesa (Brasil, Portugal e Angola) e quatro representantes da Concacaf.

Favoritos passam sem sustos

Diferente da edição passada, todas as seleções consideradas favoritas ou que poderiam ir longe avançaram: Alemanha e Equador no Grupo A deixaram pra trás a Polônia e a Costa Rica. No Grupo B Inglaterra e Suécia eliminaram o Paraguai e o estreante Trinidad e Tobago. No Grupo C, apelidado de “grupo da morte,” Argentina e Holanda avançaram enquanto que Costa do Marfim e a Sérvia, a República principal da ex-Iugoslávia voltaram mais cedo pra casa. No D sem surpresas, com as classificações de Portugal e México e as eliminações de Angola e Irã. No E deu Itália em primeiro e pra surpresa de todos, a estreante Gana roubou a segunda vaga que teoricamente ficaria com a República Tcheca ou os Estados Unidos. No grupo F, mesmo não convencendo a seleção brasileira passaria em primeiro com três vitórias enquanto que a Austrália deixaria para trás a Croácia e o Japão. No G deu Suíça em primeiro e França em segundo. Quarto colocado em casa, a Coréia do Sul dessa vez não seguiria adiante e cairia ainda na fase de grupos junto com Togo e por fim no Grupo H Espanha e Ucrânia se garantiriam nas oitavas deixando os dois países árabes pra trás, Tunísia e Arábia Saudita.

O tetracampeonato italiano e a despedida de Zidane

Um dos maiores jogadores de todos os tempos, Zinedine Zidane anunciou que iria se aposentar após a Copa. Com a classificação francesa ao mata-mata, qualquer jogo significaria a despedida do francês em caso de eliminação. Ainda sob desconfiança da torcida depois do vexame na Ásia quando caiu na fase de grupos sem fazer um gol sequer, o time francês surpreendeu e foi eliminando um a um até chegar a final: Espanha nas oitavas (3x1), Brasil nas quartas (1x0) e Portugal nas semifinais (1x0) garantiram a despedida de “Zizou” apenas depois da decisão frente a Itália. Antes tivemos as classificações de Brasil frente Gana (3x0); da Alemanha diante da Suécia (2x0); da Argentina eliminando o México somente na prorrogação (2x1); Portugal frente a Holanda (1x0); Itália sobre a Austrália (1x0) e por fim os pênaltis definiram a classificação ucraniana diante da Suíça. Nas quartas a única que teve facilidade foi a Itália, que bateu a Ucrânia por 3 a 0. Os anfitriões eliminaram os argentinos nos pênaltis, mesmo artifício usado por Portugal frente a Inglaterra. Já o Brasil adiou a aposentadoria de Zidane ao perder por um a zero, gol de Henry. Terminava aqui o sonho do hexacampeonato brasileiro em meio a bagunça que foi a preparação pra essa Copa.
Nas semifinais, com gol do futuro aposentado de pênalti, a França se classificaria para sua segunda final em oito anos e de quebra apagaria o vexame de 2002. Já na outra semifinal, os donos da casa enfrentariam a Itália querendo chegar novamente na decisão e quem sabe ser campeão em casa, como em 1974. Após empate no tempo normal, a prorrogação já se encaminhava para a decisão por pênaltis quando em dois contra-ataques os italianos liquidaram o jogo: dois a zero e o duelo de tricampeões seria vencido pela Itália. Restavam aos alemães a disputa de terceiro lugar contra Portugal.
Na decisão em Berlim, de um lado os tricampeões italianos e do outro os franceses, confiantes no bi. E a confiança aumentou quando Zidane abriu o marcador de pênalti. Poucos minutos depois os italianos empataram com Materazzi de cabeça e depois de um jogo morno a final foi para a prorrogação. E foi aí que um fato talvez tenha mudado a história da final: um desentendimento entre Zidade e Materazzi que terminou numna cabeçada do francês. Ao receber o cartão vermelho, estava encerrada a carreira de um dos maiores jogadores da história de forma melacólica.
Depois nos pênaltis, o francês Trezeguet erraria a sua cobrança e na batida do lateral Fábio Grosso a Itália se sagraria tetracampeã mundial de futebol.

Algumas curiosidades

  • Pela quarta vez um jogador seria expulso numa final: depois dos argentinos Monzón e Dezotti em 1990 e do francês Desailly em 1998, Zidane encurtaria sua carreira ao receber o cartão vermelho a poucos minutos da decisão por pênaltis. Também tornou-se o segundo a ser expulso por duas vezes na história das Copas, igualando-se ao camaronês Song.
  • Na partida entre Portugal x Holanda bateu-se o recorde de cartões vermelhos: quatro (dois para cada lado) além de doze amarelos.
  • Ao marcar o primeiro gol brasileiro na vitória sobre Gana, Ronaldo desbancaria o alemão Gerd Müller e passaria a ser sozinho o maior artilheiro das Copas. A marca não era alcançada desde a outra Copa da Alemanha, em 1974. Nessa mesma partida a seleção brasileira chegou ao gol de número 200 em Copas.
  • Dois treinadores brasileiros bateriam outras marcas: Felipão, como o treinador que mais venceu partidas consecutivas (onze) e Parreira, como o treinador que mais Copas participou (cinco) ao lado treinador sérvio Bora Milutinovic.
  • Assim como Felipão, a seleção brasileira também chegaria a onze vitórias seguidas em Copas. A seqüência começou após a derrota para a França na final de 1998 e terminou curiosamente depois de um outro revés para os franceses,dessa vez nas quartas de final da Copa da Alemanha.
  • Pela primeira vez uma seleção seria eliminada sem sofrer um único gol: o feito estranho coube a Suíça, que ao passar a fase de grupos sem ser vazada, seria eliminada nas oitavas nos pênaltis pela Ucrânia após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. Na mesma decisão por pênaltis porém, os suíços entrariam para a história, mas dessa vez negativamente: pela primeira vez uma seleção não marca um golzinho sequer nas penalidades.
  • O goleiro português Ricardo entraria para história como o primeiro a defender três cobranças na decisão por pênaltis diante da Inglaterra nas quartas de final.
  • Desde 1982 tanto Brasil quanto Alemanha se revezavam em finais de Copa. Os alemães estiveram em 1982, 1986 e 1990. Depois os brasileiros em 1994 e 1998. E por fim na Ásia as duas seleções chegaram juntas a decisão.



2010: Enfim, a Copa chega ao continente africano

Depois de ser “supostamente” alijada do direito de sediar a Copa passada, graças ao rodízio de continentes implantado pela FIFA chegaria a vez da África receber um Mundial, embora que em meio às desconfianças sobre a capacidade dos africanos devido aos já conhecidos problemas econômicos, de infra-estrutura e segurança. Mas pra alegria de todos, a bola rolou sim.
Pela primeira vez o continente africano teria seis representantes, destacando-se as voltas de Camarões e Nigéria, ausentes na Alemanha. Também retornariam após oito anos Uruguai, Dinamarca e Eslovênia. Estreavam nesse século o Chile (ausente desde 1998), Grécia (1994), Honduras e Nova Zelândia (de fora desde 1982), Argélia (desde 1986) e por fim o retorno da Coréia do Norte, que não participava de uma Copa desde 1966. Ah, e houve um único estreante: a Eslováquia, que era a outra metade da antiga Tchecoslováquia.

Continente dizimado

Com seis representantes na Copa, era de se esperar que os africanos fizessem um bom papel, pois estavam jogando “em casa.” Ledo engano. O que se viu foi apenas um único africano avançar (Gana), todos os outros caíram logo de cara, inclusive os sul-africanos, primeiro anfitrião a ser eliminado na primeira fase. Três dos africanos foram inclusive lanternas em seus grupos.

Vexame francês e italiano

Assim como em 2002, os franceses caíram na fase de grupos ao somar um único ponto e verem uruguaios e mexicanos avançarem. Campeões quatro anos atrás, os italianos foram outros que deram vexame ao perder a vaga no confronto direto com a frágil e estreante Eslováquia. A liderança ficou com o Paraguai. Nos demais grupos sem surpresas: Argentina e Coréia do Sul no Grupo B, Estados Unidos e Inglaterra no C, Alemanha e Gana no D, Holanda e Japão no E (talvez aqui possa se lamentar a eliminação da Dinamarca), Brasil e Portugal no G (com a Costa do Marfim tendo azar em cair num grupo forte novamente) e por fim no Grupo H a favorita Espanha junto com o Chile.

Copa América que virou Eurocopa

Nas oitavas de final, quatro dos cinco sul-americanos avançaram com exceção do Chile que caiu no confronto doméstico com o Brasil ao perder por 3 a 0. Argentina (novamente eliminando o México ao vencer por 3 a 1), Uruguai (2x1 na Coréia do Sul) e Paraguai (ao bater o Japão nos pênaltis). Gana seria o único africano entre os oito melhores ao bater os Estados Unidos enquanto que nos outros três confrontos entre europeus tivemos as classificações de Alemanha (4x1 na Inglaterra), Espanha (1x0 sobre Portugal) e Holanda (2x1 pra cima da Eslováquia). No total eram quatro sul-americanos, três europeus e um africano entre os oito quadrifinalistas.
Mas o que era pra ser uma “Copa América” tornou-se foi uma “Eurocopa”, já que três sul-americanos foram eliminados nos confrontos contra seleções européias: Brasil (caiu pra Holanda por 2 a 1), Paraguai (1 a 0 pra Espanha) e a vergonha maior, a goleada que a Argentina sofreu diante da Alemanha (4 a 0). Somente o Uruguai avançou as semifinais, o único a não enfrentar europeus nessa fase, pois seu adversário foi Gana.
E em um jogo pra lá de emocionante onde teve toda torcida contra, já que enfrentava a única seleção africana ainda viva na Copa, uruguaios e ganeses empataram por um gol no tempo normal e na prorrogação. No último instante do tempo extra, o atacante Luiz Suarez salvaria uma cabeçada certeira em cima da linha e além de ter sido assinalado o pênalti, o uruguaio levou o vermelho. Era só converter o penal que Gana entraria para a história como o primeiro africano a ser semifinalista, mas Gyan perdeu... e depois Gana perderia nos pênaltis a vaga para a semifinal para o Uruguai. Nunca um africano havia ficado tão perto de terminar uma Copa entre os quatro primeiros.

Espanha campeã em final inédita

Eram dois campeões mundiais (Alemanha e Uruguai) diante de duas seleções que jamais ergueram a taça (Espanha e Holanda). Os alemães estavam em sua terceira semifinal seguida enquanto que os uruguaios retornavam a essa fase quarenta anos depois. Mas os não-campeões não quiseram nem saber e se classificaram a final. Primeiro a Holanda, que ao bater o Uruguai por 3 a 2 garantia pela segunda Copa seguida uma final entre europeus. No dia seguinte o reprise da decisão da Eurocopa de 2008: vitória espanhola sobre a Alemanha e a final de Mundial inédita para os ibéricos. E de novo coube aos alemães a disputa de terceiro lugar frente ao Uruguai, como havia sido em 1970 e novamente com triunfo a favor.
Com duas seleções que jamais haviam conquistado o título, os presentes ao Soccer City em Johanesburgo iriam conhecer de perto o mais novo campeão mundial de futebol. De um lado a favorita Espanha, que até então de melhor campanha só um quarto lugar no Brasil em 1950. Do outro, a Holanda, bi-vice nos anos 70. Mas o que tinha de tudo pra ser um jogão acabou se tornando um espetáculo violento com onze cartões amarelos e um vermelho. Zero a zero no tempo normal, veio a prorrogação e nela o gol do título, com o espanhol Iniesta a quatro minutos da disputa de pênaltis. Era o gol que coroava sem dúvida nenhuma o título do maior favorito da competição. Sete jogos, seis vitórias com apenas uma derrota na estréia, mas nada que preocupasse ao longo do torneio. E a Holanda a lamentação de mais um vice, o terceiro em nove Copas disputadas...

Algumas curiosidades

  • Pela primeira vez em Copas não tivemos nenhum finalista que não fossem Brasil, Alemanha, Itália ou Argentina. E desde 1978 quando o título foi decidido entre argentinos e holandeses que duas seleções que nunca foram campeãs não chegavam a uma final.
  • Foi também a primeira Copa em que um anfitrião não passou da fase inicial.
  • A Suíça estabeleceu novo recorde ao superar a Itália como a seleção que mais tempo ficou sem levar gols: somados 41 minutos da Copa de 1994 e os quatro jogos sem sofrer gols em 2006, os suíços só foram vazados no segundo jogo diante do Chile, totalizando 559 minutos. O recorde anterior dos italianos era de apenas nove minutos a menos (550) numa única edição, em 1990
  • Quatro jogadores dividiram a artilharia: David Villa (Espanha), Sneijder (Holanda), Muller (Alemanha) e Forlán (Uruguai). Curiosamente um jogador de cada país que terminaram entre os quatro primeiros colocados.
  • Ao dirigir os donos da casa, o brasileiro Parreira tornava-se o treinador com maior numero de Copas disputadas, com seis no total (Kuwait em 1982, Emirados Árabes em 1990, Brasil em 1994 e 2006, Arábia Saudita em 1998 e por fim a África do Sul em 2010).



Bom, espero que tenham gostado do resumo que fiz das dezenove Copas que comecei a publicar lá atrás, ainda no mês de maio. Foram ao todo doze especiais contando um pouco do que aconteceu na maior competição de seleções do mundo.



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alemanha tetracampeã mundial



Ontem no Rio de Janeiro, mais precisamente no estádio do Maracanã conhecemos o mais novo campeão mundial, ou melhor, tetracampeão no caso a Alemanha. Depois de duas Copas sendo decidida somente por europeus, voltamos a ter uma decisão entre América do Sul x Europa representados respectivamente por argentinos e alemães. Ambos já haviam se enfrentado em duas finais com uma vitória pra cada lado. Diferente de 2010 quando duas seleções sem títulos chegaram a decisão, nessa que foi chamada de " Copa das Copas" dois pesos-pesados iriam ver quem levantaria a taça.
E numa decisão disputada com chances de cada lado, principalmente do lado argentino que perdeu três grandes oportunidades de abrir o marcador, o tempo normal acabou empatado sem gols pela terceira vez em decisões (1994 e 2010). Mas como há quatro anos atrás, o gol do título viria na prorrogação: aos sete do segundo tempo da prorrogação, Schürrle avança pela esquerda e cruza na medida pra Mario Götze matar no peito e estufar as redes de Romero... Era o gol do título, do fim do jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Era a primeira conquista de uma seleção europeia em solo americano. E aos argentinos, restaram o vice como em 1990 quando perderam sua última final que jogou também para a Alemanha...

disputa terceiro lugar

12/07 sábado
Brasil 0x3 Holanda Brasília

final

13/07 domingo
Argentina 0x1 Alemanha Rio de Janeiro

a campanha alemã

7 jogos, 6 vitórias e 1 empate, marcou 18 gols e sofreu 4. Saldo de 14 gols.

4x0 Portugal Müller (3) e Hummels
2x2 Gana Götze e Klose
1x0 Estados Unidos Müller
2x1 Argélia Schürrle e Ozil
1x0 França Hummels
7x1 Brasil Kroos (2), Schürrle (2), Müller, Klose e Khedira
1x0 Argentina Götze

os 23 jogadores campeões 

  1- Neuer 
  2- Grosskreutz
  3- Ginter
  4- Höwedes
  5- Hummels
  6- Khedira
  7- Schweinsteiger
  8- Ozil
  9- Schürrle
10- Podolski
11- Klose
12- Zieler
13- Müller
14- Draxler
15- Durm
16- Lahm
17- Metersacker
18- Kroos
19- Götze
20- Boateng
21- Mustafi
22- Weindenfeller
23- Kramer

Técnico: Joachin Low

todos os campeões 

5 Brasil 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002
4 Itália 1934, 1938, 1982 e 2006
   Alemanha 1954, 1974, 1990 e 2014
2 Uruguai 1930 e 1950
   Argentina 1978 e 1986
1 Inglaterra 1966
   França 1998
   Espanha 2010

Como temos muita coisa pra falar de Copa do Mundo ainda, o blog será escrito nas segundas e sextas até o final do mês.