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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Copa Sul-Americana 2014: River Plate-ARG x Nacional-COL na decisão



E a edição de número treze da Copa Sul-Americana chega a sua decisão com River Plate e Nacional. Como que pela primeira vez as quatro equipes semifinalistas já haviam decidido o título, obviamente que a final também envolveria dois ex-finalistas, algo inédito até aqui.
Os dois times foram por coincidência os primeiros vice-campeões do torneio: o Nacional em 2002 ao perder pra outro argentino, o San Lorenzo enquanto que o River seria derrotado no ano seguinte para o Cienciano do Peru. E com a segundo decisão de ambos, tanto River quanto Nacional igualam-se a Boca e LDU como os únicos quatro clubes a disputar uma final de Copa Sul-Americana por mais de uma vez.

jogos de volta das semifinais

26/11 quarta-feira
São Paulo 1x0 Nacional-COL (1x4 nos pênaltis)

27/11 quinta-feira
River Plate-ARG 1x0 Boca Jrs-ARG

jogo de ida da final

03/12 quarta-feira
Nacional-COL x River Plate-ARG

  • E a escrita negativa do São Paulo em reverter desvantagem continua. Agora são seis eliminações e apenas três classificações nas nove vezes em que perdeu o jogo de ida válido pela Copa Sul-Americana.
  • Com exceção da primeira fase o Nacional sempre fez a partida de volta longe de seus domínios. Contra General Díaz-PAR e Vitória teve que vencer fora para se classificar após resultados ruins em casa. Já diante de Univ. César Vallejo-PER e São Paulo venceu em casa e se segurou fora. Na final enfrenta o River na partida decisiva fora de novo. Prenúncio de título?
  • Ainda falando dos colombianos, o triunfo frente ao São Paulo foi o terceiro diante de clubes brasileiros somente nesse ano: já havia eliminado o Atlético Mineiro na Libertadores e o Vitória nessa Sul-Americana em ambas as vezes nas oitavas, sendo que nos três casos a classificação foi aqui no Brasil. E de quebra vingou a eliminação diante do próprio São Paulo nas quartas de final da edição passada.
  • Depois de sair derrotado de três mata-matas internacionais, finalmente o River conseguiu eliminar seu arquirrival Boca Jrs e voltar a uma decisão de torneio sul-americano depois de onze anos. A última vez havia sido na campanha do vice da Copa Sul-Americana de 2003.
  • Pra terminar, com a eliminação frente ao River, o Boca agora está em desvantagem nos mata-matas de Copa Sul-Americana entre argentinos: agora são quatro eliminações em sete confrontos.




Todas as finais da Copa Sul-Americana

Segue abaixo a lista com todas as finais da Copa Sul-Americana entre 2002 a 2013 com os campeões na primeira coluna:

2002 San Lorenzo-ARG x Nacional-COL 4x0 e 0x0
2003 Cienciano-PER x River Plate-ARG 3x3 e 1x0
2004 Boca Jrs-ARG x Bolívar-BOL 0x1 e 2x0
2005 Boca Jrs-ARG x Pumas-MEX 1x1, 1x1 e 4x3 nos pênaltis
2006 Pachuca-MEX x Colo Colo-CHI 1x1 e 2x1
2007 Arsenal-ARG x América-MEX 3x2 e 1x2
2008 Internacional x Estudiantes-ARG 1x0 e 1x1
2009 LDU-EQU x Fluminense 5x1 e 0x3
2010 Independiente-ARG x Goiás 0x2, 3x1 e 5x3 nos pênaltis
2011 Universidad de Chile-CHI x LDU-EQU 1x0 e 3x0
2012 São Paulo x Tigre-ARG 0x0 e 2x0
2013 Lanús-ARG x Ponte Preta 1x1 e 2x0

Confrontos entre argentinos e colombianos em Copa Sul-Americana

A final entre River Plate e Nacional será a segunda entre clubes argentinos e colombianos pela Copa Sul-Americana. A única decisão entre os dois países ocorreu ainda na primeira edição em 2002 e reunia o próprio Nacional mas contra o San Lorenzo. Campeão da Mercosul do ano anterior, o futuro "time do Papa" não deu a mínima chance aos colombianos e garantiu o título já na ida ao vencer por 4 a 0 em Medellín. Na volta um empate sem gols sacramentaria a conquista.
Além dessa final, as equipes dos dois países já se enfrentaram em outras seis oportunidades e o placar é altamente favorável aos argentinos: contando com a final de 2002 são cinco triunfos contra apenas duas eliminações, sendo que a última vez que um colombiano eliminou um argentino foi em 2010. De lá pra cá foram mais quatro confrontos e todos favoráveis aos hermanos e inclusive sem perder uma partida sequer nesses jogos (três vitórias e cinco empates).
Já em se tratando de apenas River e Nacional, ambas as equipes jamais se enfrentaram pela Copa Sul-Americana. Em outras competições internacionais foram quatro confrontos, dois pela Libertadores e outros dois pela extinta Supercopa. A vantagem é dos colombianos que eliminaram o River nas semifinais da Libertadores de 1995 e nas oitavas da Supercopa de 1996. A revanche dos argentinos veio também na Supercopa já do ano seguinte e nas semifinais. E o último confronto entre ambos aconteceu pela fase de grupos da Libertadores de 2000. Mesmo não tendo vencido nenhum dos dois jogos diante dos colombianos (uma derrota e um empate), o River passou em primeiro e o Nacional terminou eliminado na lanterna do grupo.

confrontos entre clubes argentinos e colombianos em Copa Sul-Americana

2002 San Lorenzo x Nacional 4x0 e 0x0 (final)
2003 Boca Jr x Nacional 0x1 e 1x4 (semifinal)
2010 Banfield x Tolima 2x0 e 0x3 (oitavas)
         Independiente x Tolima 2x2 e 0x0 (quartas)
2011 Velez Sarsfield x Santa Fé 1x1 e 3x2 (quartas)
2012 Tigre x Millonarios 0x0 e 1x1 (semifinais)
2013 Velez Sarsfield x La Equidad 2x1 e 2x1 (oitavas)

confrontos entre River Plate e Nacional em torneios internacionais

1995 Libertadores River x Nacional 0x1,1x0 e 7x8 nos pênaltis (semifinais)
1996 Supercopa River x Nacional 2x2 e 1x2 (oitavas)
1997 Supercopa River x Nacional 2x0 e 1x2 (semifinais)
2000 Libertadores River x Nacional 1x1 e 2x3 (primeira fase)


Mundial de Clubes Feminino 2014



Começa agora no domingo dia 30 a terceira edição do International Women's Club Championship (IWCC), torneio equivalente a um Mundial de Clubes Feminino. A competição será jogada no Japão nas cidades de Tokyo e Okayama e terá a participação de seis times, sendo que as brasileiras do São José representarão a América do Sul. Tanto São José quanto Arsenal entrarão direto nas semifinais enquanto que as outras quatro equipes se enfrentam numa fase preliminar.
Veja a seguir quais são os times participantes, a tabela, as campeãs e um pequeno histórico do IWCC, ou o Mundial de Clubes Feminino:

Arsenal Ladies-ING  Europa
São José-BRA América do Sul
Melbourne Victory-AUS Oceania
Jiangsu Huatai-CHN Ásia
Urawa Red Diamonds-JAP País-sede
Okayama Yunogo Belle-JAP País-sede

quartas de final

30/11 domingo
Jogo 01-Urawa Red-JAP x Jiangsu Huatai-CHN
Jogo 02-Okayama Yunogo-JAP x Melbourne Victory-AUS

semifinais

03/12 quarta-feira
Jogo 03- São José-BRA x vencedor jogo 01
Jogo 04-Arsenal Ladies-ING x vencedor jogo 02

disputa 3° lugar

06/12 sábado
Jogo 05-Perdedor jogo 03 x Perdedor jogo 04

final

06/12 sábado
Jogo 06- Vencedor jogo 03 x Vencedor jogo 04

as outras edições

O torneio sempre foi jogado no Japão. Na primeiro edição em 2012 as sedes foram Urawa e Saitama. Participaram apenas quatro times: os japoneses NTV Beleza e INAC Kobe, o Lyon da França representando a Europa e pela Oceania o Canberra United, da Austrália. A decisão foi entre INAC Kobe e Lyon, com as francesas conquistando o título após vitória na prorrogação (2 a 1).
No ano seguinte as partidas foram jogadas em Tokyo, Okayama e Kagoshima. Cinco times participaram: as mesmas equipes japonesas do ano anterior (INAC Kobe e NTV Beleza); Sydney FC da Austrália (Oceania); as inglesas do Chelsea Ladies pela Europa e as chilenas do Colo Colo representando a América do Sul. Depois da fase preliminar e das semifinais, Chelsea e INAC Kobe chegaram à final e por fim o título acabou ficando com as japonesas ao vencer por 4 a 2.

as campeãs

2012 Lyon-FRA
2013 INAC Kobe-JAP



O futebol na cidade de São Paulo: Parte 4 - Região Metropolitana

Na última parte do Especial sairemos da cidade de São Paulo e falaremos dos clubes da Região Metropolitana.
O futebol dos outros municípios da Grande São Paulo não se desenvolveu como era de se esperar, mesmo pela proximidade da capital. Até hoje pouquíssimos clubes conseguiram, por exemplo, chegar à primeira divisão do Campeonato Paulista. Cidades próximas, mas fora da RMSP como Santos e Campinas tiveram melhor desenvolvimento do esporte em relação a esses clubes. Já em se tratando a nível nacional então somente nos últimos vinte anos é que passaram a ter algum destaque.

Os clubes de cada cidade da Região Metropolitana


Barueri Grêmio Barueri Futebol Ltda. e Sport Club Barueri
Cotia Cotia Futebol Clube
Diadema Esporte Clube Água Santa e Clube Atlético Diadema
Embu-Guaçu Clube Atlético Embu-Guaçu
Guarulhos Associação Desportiva Guarulhos e Associação Atlética Flamengo
Itapevi Itapevi Futebol Clube
Mauá Grêmio Esportivo Mauaense
Mogi das Cruzes Clube Atlético Mogi das Cruzes e União Futebol Clube
Osasco Grêmio Osasco Audax, Grêmio Esportivo Osasco, Osasco Futebol Clube e Esporte Clube Osasco
Santo André Esporte Clube Santo André
São Bernardo do Campo Esporte Clube São Bernardo, Palestra de São Bernardo e São Bernardo Futebol Clube
São Caetano do Sul Associação Desportiva São Caetano
Suzano União Suzano Atlético Clube e Esporte Clube União Suzano
Taboão da Serra Clube Atlético Taboão da Serra

São Bernardo do Campo: Onde tudo começou

Torcedores do Palestra e do São Bernardo, os dois primeiros times da cidade

O futebol da Região Metropolitana teve início na cidade de São Bernardo do Campo. O extinto Primeiro de Maio Futebol Clube havia sido o único a disputar a divisão de elite do Paulistão. No final dos anos 20 era fundado o Esporte Clube São Bernardo. E anos depois quando um de seus jogadores de origem italiana fora barrado de uma partida, e contrariado saiu do time pra fundar o Palestra de São Bernardo, estava ali formada uma versão do ABC da rivalidade paulistana entre Corinthians x Palmeiras: o São Bernardo alvinegro e popular e o Palestra alviverde de origem italiana. Anos mais tarde, equipes como Taboão, Irmãos Romano e Volkswagen Clube tentaram a sorte no profissionalismo, mas mesmo com toda essa tradição nenhum dos times alcançaram à divisão principal do campeonato paulista, o que fez com que nos anos 2000 alguns desportistas da cidade, incomodados com esse fato e com a ascensão nacional na quais as cidades vizinhas de São Caetano e Santo André estavam tendo com seus times, resolveram fundar o São Bernardo Futebol Clube.
E em pouco tempo de criado o time colocava o futebol da cidade de volta na elite e participando inclusive de competições nacionais como a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D.


Santo André e São Caetano do Sul: Do ABC para a América


A cidade de São Caetano do Sul sempre teve maior tradição futebolística que a vizinha Santo André em termos de primeira divisão estadual até os anos 80. Clubes como o São Caetano Esporte Clube (não o atual) nos anos 30, São Bento nos anos 50 e Saad na década de 70 representaram a cidade no Paulistão. Mas sem dúvida nenhum de destacou mais que a Associação Desportiva São Caetano, fundado em 1989 e que apenas treze anos depois era vice da Copa Libertadores após ter disputado a final do Brasileirão por duas vezes.
Já a cidade de Santo André teve algum sucesso com o Corinthians (hoje amador), mas foi com a fundação do Santo André Esporte Clube nos anos 70 que o futebol andreense deslanchou: a equipe chegaria no Paulistão onde jogaria por vários anos consecutivos.
Mas foi em 2004 porém que veio a maior glória do clube, a conquista da Copa do Brasil contra o Flamengo num Maracanã lotado. Naquela altura todos só falavam no São Caetano que acabara de ser campeão paulista e o título serviu para dizer que a cidade de Santo André também tem futebol...

Suzano: Da mesma origem


Nos anos 80, a cidade de Suzano se dividia entre duas equipes profissionais: o Suzano Futebol Clube e o Clube Atlético Paulista. Na época Suzano era pequena demais para os dois e em 1989 ambos se fundiram, criando o União Suzano Atlético Clube. Só que quatro anos depois, alguns dirigentes estavam descontentes com os rumos que o novo clube tomava e esses dissidentes acabaram fundando o Esporte Clube União Suzano, conhecido por ECUS por causa das iniciais do nome. A razão do novo time ter o mesmo nome e cores do União Suzano é que seus fundadores queriam continuar fiéis aos ideais que
motivaram a criação do primeiro clube. E desde então ambos vem se enfrentando pelas divisões inferiores do campeonato paulista.

Mogi das Cruzes: o encontro entre o velho e o novo


Um dos clubes mais antigos da Região Metropolitana, o centenário União Futebol Clube, mais conhecido como União de Mogi faz desde a metade dos anos 2000 o clássico da cidade com o Atlético Mogi, este quase cem anos mais novo!
Seu primeiro rival havia sido o Vila Santista Futebol Clube, hoje amador. Depois de ser o único representante da cidade nas divisões inferiores por muitos anos acabou ganhando a companhia do Atlético, fundado em 2004 e que desde então dividem as atenções da cidade e inclusive o estádio Nogueirão.

Guarulhos: surgimento da várzea

Mesmo sendo a segunda cidade em população da Região Metropolitana e de todo o Estado, os mais de um milhão de habitantes ainda não viram um time guarulhense na elite do futebol paulista.
Os dois principais clubes da cidade tiveram suas origens na várzea, ou futebol amador com alguns preferem: a Associação Desportiva Guarulhos nasceu em 1964 com o nome de Vila das Palmeiras, homenageando o bairro onde está situado. Mas trinta anos depois o clube disposto a receber apoio da cidade toda, muda de nome e de cores para a denominação atual. Estréia em competições estaduais em 1981 e desde então só ficou
de fora por duas vezes.
Já a Associação Atlética Flamengo, rubro-negro como seu xará carioca é bem mais antigo (de 1954). Grande força no futebol amador da cidade tentou o profissionalismo no fim dos anos 70 sem sucesso. Mas ao ser campeão estadual amador em 1996 que o clube novamente se animou em voltar às competições profissionais e mostrou-se ser uma decisão acertada, pois desde então passa a ser o principal clube da cidade, ficando muito próximo da divisão de elite nos anos 2000.

Osasco: Idas e vindas...

Estádio Prefeito José Liberatti: palco de todas as equipes osasquenses
A cidade tem histórico recente na divisão de elite do Paulistão. O primeiro clube osasquense a ter destaque foi o Monte Negro, que esteve nas divisões inferiores de 1979 a 1992, ano em que muda o nome para Osasco Futebol Clube. Mas três anos depois o clube se licencia e em seu lugar é criado com a ajuda da prefeitura o departamento de futebol do Esporte Clube Osasco, que na época era amador. O ECO, como era chamado, esteve representando o município por oito anos seguidos quando se licenciou em 2007, ano e quem surgiu outro clube, o Grêmio Esportivo Osasco que acabou ocupando sua vaga. Anos mais tarde com a volta do Osasco Futebol Clube a cidade passa a ter dois clubes profissionais até 2013, quando o Audax da capital (ex- Pão de Açúcar) é comprado pelo GEO e muda para a cidade adotando o nome de Grêmio Osasco Audax. Como havia adquirido o direito de disputar a divisão de elite antes de ser vendido, o clube acabou colocando a cidade no mapa do Paulistão esse ano.

Barueri: ascensão e queda meteóricas

A moderna Arena Barueri, dividida entre os dois times da cidade.
Fundado em 1989 com o nome de Grêmio Recreativo Barueri, só se profissionaliza apenas em 2001, ano em que começa uma das maiores arrancadas de um clube nas divisões inferiores. Estreando na extinta sexta divisão, conquista vários acessos seguidos sem permanecer mais que um ano em cada divisão até chegar ao grupo de elite em 2007. No ano seguinte chega a Série A do Brasileirão e na estréia consegue vaga para a Sul-Americana, colocando a cidade no mapa futebolístico internacional.
Mas aí veio a mudança de sede para Presidente Prudente em 2010, onde passou a ser chamado de Grêmio Prudente e a partir daí o clube começou a degringolar: primeiro os sucessivos rebaixamentos a nível nacional, onde acabou parando na Série D em quatro anos. Depois no estadual onde voltou para a terceira divisão depois de dez anos. Na volta à cidade acabou adotando o nome de Grêmio Barueri Futebol Ltda.
Outro clube da cidade veio de Campinas. Fundado no fim dos anos 90 pelo ex-jogador Careca, o Campinas Futebol Clube disputa apenas algumas edições das divisões inferiores quando muda de sede para Barueri e é incorporado pelo então recém-criado Sport Club Barueri em 2010, época em que o outro clube da cidade havia se mudado para Presidente Prudente. Com a volta do mesmo um ano depois, a cidade passa a ter duas equipes representando-a nos campeonatos estaduais.

Diadema: futebol e rivalidade recentes

Clássico da cidade entre Diadema e Água Santa
Diadema sempre foi forte no futebol amador, mas faltava algum desses times se lançarem ao profissionalismo. E a iniciativa veio em dose dupla, primeiro com o Esporte Clube Água Santa, fundado em 1981 por migrantes vindo de outras regiões do país, o que fez com que tornasse tão popular na cidade. Tantas vezes campeão amador municipal, profissionalizou-se em 2011 e dois anos depois conseguiu o acesso para a Série A-3, e nesse ano fez mais bonito ainda ao alcançar a Série A-2.
Outro clube da cidade, o Clube Atlético Diadema é mais novo, fundado por um grupo de empresários em 2007 e também estréia no futebol profissional junto com o Água Santa em 2013, mas ao contrário do rival, ainda não conquistou nenhum acesso às divisões superiores.

Outras cidades

Vários outros clubes de outras cidades tiveram ou tem algum destaque. Podemos citar, por exemplo, o mais tradicional deles: o Grêmio Esportivo Mauaense. Situado em Mauá, cidade que fica entre Santo André e o extremo leste da capital, e que desde 1982 disputa os campeonatos promovidos pela Federação Paulista ininterruptamente. De Cotia temos atualmente o Cotia Futebol Clube, que nada mais é que o antigo Sport Club Campo Limpo Paulista, que se mudou para a cidade em 2010 adotando a atual denominação. Alguns anos atrás a cidade foi representada pela extinta Associação Atlética Central Brasileira, chegando a estar inclusive perto do acesso para a divisão principal.
Outro clube que se profissionalizou nesse século foi o Clube Atlético Taboão da Serra em 2004, dezoito anos após sua fundação. E desde então oscila entre a terceira e quarta divisões estaduais.



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Jogos de ida das semifinais da Copa Sul-Americana


Depois de pequeno intervalo a Copa Sul-Americana voltou, agora em sua fase semifinal. Nacional, São Paulo e os argentinos Boca e River continuam na luta pelo título da segunda competição em importância da América do Sul.
Em Medellín o Nacional bateu o São Paulo pela contagem mínima e vêm a capital paulista jogar por um empate. Até mesmo uma derrota serve, desde que seja por um gol de diferença com os colombianos marcando gol. Vitória sãopaulina por um a zero, pênaltis. Na outra semifinal um dos maiores clássicos do mundo terminou empatado sem que alguém tenha balançado as redes. Agora as duas equipes se enfrentam no Monumental de Nuñes com o Boca jogando pelo empate com gols. Ao River resta vencer e novo empate por zero a zero a decisão da vaga será nas penalidades máximas.

jogos de ida das semifinais

19/11 quarta-feira
Nacional-COL 1x0 São Paulo

20/11 quinta-feira
Boca Jrs-ARG 0x0 River Plate-ARG

jogos de volta

26/11 quarta-feira
São Paulo x Nacional-COL

27/11 quinta-feira
River Plate-ARG x Boca Jrs-ARG

Os vencedores farão a final provavelmente entre os dias 3 e 10 de dezembro.



São Paulo e a escrita negativa de reverter desvantagem

Quarta-feira última o São Paulo foi a Colômbia enfrentar o Nacional e saiu derrotado pelo placar de um a zero, o que obriga o time paulista a vencer por dois gols de diferença para continuar na luta pelo bicampeonato. Tarefa possível, mas o problema é que das oito vezes que perdeu o jogo de ida, em apenas três oportunidades o Tricolor do Morumbi reverteu a vantagem adversária e avançou à próxima fase.
Nas três primeiras edições em que perdeu na ida (2003, 2004 e 2005) o São Paulo acabou eliminado da competição. A primeira vez que reverteu a desvantagem foi na quarta tentativa em 2007 quando venceu o então campeão da Libertadores Boca Jrs por um a zero após derrota por 2 a 1 em Buenos Aires. Mas na fase seguinte a escrita se fez prevalecer novamente e ao perder em casa para o Millonarios não conseguiu resultado positivo na Colômbia e deu adeus à competição. As outras duas vezes que reverteu a vantagem adversária foi diante de adversários brasileiros: em 2011 contra o Ceará e nesse ano frente ao Criciúma.
Segue abaixo a lista de todos os oito confrontos em que o São Paulo perdeu na ida:

2003 River Plate-ARG 1x3, 2x0 e 2x4 nos pênaltis (semifinais)
2004 Santos 0x1 e 1x1 (oitavas)
2005 Internacional 1x2 e 1x1 (segunda fase)
2007 Boca Jrs-ARG 1x2 e 1x0 (oitavas)
2007 Millonarios-COL 0x1 e 0x2 (quartas)
2011 Ceará 1x2 e 3x0 (segunda fase)
2013 Ponte Preta 1x3 e 1x1 (semifinais)
2014 Criciúma 1x2 e 2x0 (segunda fase)



Libertadores Feminina: São José campeão


Terminou domingo passado a sexta edição da Copa Libertadores Feminina. Realizada na cidade paulista de São José dos Campos, as donas da casa faturaram o terceiro título e agora são as maiores vitoriosas da competição.
Na final, as joseenses golearam as venezuelanas do Caracas por 5 a 1 e fecharam com chave de ouro: cinco vitórias nos cinco jogos que fizeram no torneio, além de terminarem com o melhor ataque (16 gols), melhor defesa (apenas um gol sofrido) e uma das artilheiras da competição, Andressa Alves com seis gols ao lado da Diana Ospina (Formas Íntimas-COL) e Ysaura Viso (Caracas-VEN).
A partir do dia 30 as meninas do São José irão disputar o Mundial de Clubes no Japão e o blog também fará a cobertura desse torneio.

disputa terceiro lugar

16/11 domingo
Cerro Porteño-PAR 0x0 Formas Intimas-COL (5x3 nos pênaltis)

final

16/11 domingo
São José 5x1 Caracas-VEN 


as campeãs

2009 Santos
2010 Santos
2011 São José
2012 Colo Colo-CHI
2013 São José
2014 São José

todas as finalistas

3 finais 
São José

2 finais
Santos e Colo Colo-CHI

1 final
Universidad Autonoma-PAR, Everton-CHI, Foz Cataratas, Formas Íntimas-COL e Caracas-VEN

todas as equipes semifinalistas

4 semifinais
São José (BRA)

3 semifinias
Santos (BRA); Colo Colo (CHI)e Formas Íntimas (COL)

2 semifinais
Everton (CHI) e Caracas (VEN)

1 semifinal
Boca Jrs (ARG); Mundo Futuro (BOL); Foz Cataratas e Vitória das Tabocas (BRA); Deportivo Quito-EQU; Universidad Autonoma e Cerro Porteño (PAR) 

todas as participantes (2009-2014)

6 participações
Formas Íntimas (COL)

5 participações
Boca Jrs (ARG) e Caracas (VEN)

4 participações
São José (BRA), Colo Colo (CHI) e Universidad Autonoma (PAR)

3 participações
Santos (BRA), Everton (CHI), Sport Girls (PER) e Nacional (URU)

2 participações
Vitória das Tabocas e Foz Cataratas (BRA); Rocafuerte, LDU, e Deportivo Quito (EQU); Cerro Porteño (PAR) e Mundo Futuro (BOL)

1 participação
San Lorenzo (ARG); Universidad Santa Cruz, Gerimex, Deportivo Flórida e EnForma Santa Cruz (BOL); Centro Olímpico e Duque de Caxias (BRA); Real Maracaná, Iquitos e White Star (PER); Cólon, River Plate e Rampla Jrs (URU) e Estudiantes de Guárico (VEN)



O futebol na cidade de São Paulo: Parte 3 - Os times extintos



Com a valiosíssima ajuda do Almanaque do Futebol Paulista a quem devo essa grandiosa pesquisa, hoje posto sobre os clubes extintos que fizeram história no futebol paulistano.

Os motivos que levaram a extinção desses clubes

Como todos sabem e já abordamos na primeira parte, no começo do século o futebol era reservado à elite paulistana. Com o passar dos anos o esporte foi se tornando popular, sobretudo com a criação de alguns times que arrastavam verdadeiras multidões por onde jogavam. Mais tarde outra discussão sobre se profissionalizar ou não fez com que muito deles abandonassem de vez o futebol.

As ligas amadoras

A primeira liga fundada foi a LPF- Liga Paulista de Foot-Ball, criada em 1901 e que teve como fundadores: São Paulo Athletic Club (SPAC), Associação Atlética Mackenzie College, Sport Club Internacional, Sport Club Germânia e o Clube Atlético Paulistano. No ano seguinte era realizado a primeira edição do Campeonato Paulista, vencido pelo SPAC.
Dez anos depois começaram as cisões em função da discordância entre os dirigentes em manter-se elitizado ou popularizar o esporte. Em meio a esse cenário o Paulistano e a Associação Atlética das Palmeiras se retiram da LPF e fundam outra liga, a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). Durante quatro anos houve dois campeonatos paulistas diferentes até que a LPF encerra suas atividades em 1917.
Curiosamente a APEA passa a filiar também os clubes populares da época como Corinthians, Palestra Itália e o Ypiranga. Foi aí que o futebol paulista começa a se desenvolver de vez com o surgimento de vários times.
Mas em meados dos anos 20 nova discussão vem à tona, dessa vez se a entidade adere ou não a profissionalização, desejo da maioria dos clubes. Defensor ferrenho do amadorismo, mais uma vez o Paulistano se retira de uma liga e em 1926 funda outra, a LAF (Liga dos Amadores de Futebol). E até 1929 novamente o futebol paulista se viu dividido entre dois campeonatos distintos. Com o fim da LAF vários clubes fiéis ao amadorismo acabaram desativando seu departamento de futebol, como o caso do Paulistano. E em 1933 a APEA organizaria o primeiro campeonato profissional do país. Mas o tiro sairia pela culatra: inconformados com a profissionalização do futebol, a antiga CDB (Confederação Brasileira de Desportos) fez com que os principais clubes paulistas se opusessem a APEA em troca de algumas vantagens. Corinthians e Palestra Itália fundaram então a LFP (Liga de Futebol Paulista) em 1935 e com a adesão dos principais clubes a APEA desapareceria dois anos depois. Mais tarde seria criada a atual Federação Paulista de Futebol (FPF).

Os dez principais times extintos

A seguir relacionei os dez principais clubes de futebol que fizeram história ao longo de suas existências. Alguns ainda existem como clubes amadores e se dedicam a outros esportes; já outros foram extintos por completo. A data entre parênteses refere-se ao período em que esteve no Campeonato Paulista:

Paulistano (1900-1929)

Fundado em 29 de dezembro de 1900, o Clube Atlético Paulistano era o principal clube da elite paulistana. Um dos fundadores da primeira liga de futebol do Estado (LPF) foi um dos clubes mais fiéis às raízes amadoras a ponto de fundar outras duas ligas (a APEA e a LAF) sempre que a popularidade ou o profissionalismo ameaçavam o futebol elitista. Durante sua existência foi o maior time não só da cidade, mas também do estado e até do país. Campeão Paulista por onze vezes e vice em outras dez oportunidades (em 28 participações), só fica atrás em número de títulos paulistas dos quatro grandes do Estado e até hoje é o único clube tetracampeão paulista (de 1916 a 1919). Atualmente é um importante clube poli esportivo, principalmente no basquete masculino.


SPAC (1902-1912)

O São Paulo Athletic Club, mais conhecido pelas iniciais SPAC foi fundado por britânicos e descendentes no dia 13 de maio de 1888, mesmo dia da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel. Foi o clube em que Charles Muller introduziu o futebol ao voltar da Inglaterra. Um dos clubes fundadores da LPF, participou das competições durante dez anos sendo campeão paulista de 1902 a 1904 (primeiro tricampeão estadual) e em 1911. No ano seguinte retira-se do futebol e torna-se um dos principais times de rúgbi do país, além dos esportes de origem britânica.


Mackenzie (1898-1923)

O primeiro clube brasileiro e para brasileiros fundado no Brasil para a prática do futebol foi a Associação Atlética Mackenzie College, em 18 de agosto de 1898. Um de seus principais fundadores foi o maranhense Belfort Duarte, cirador do América carioca e de tantos outros país afora.
O primeiro jogo de futebol de São Paulo e do país teve o Mackenzie. Foi em 3 de maio de 1902 contra o Germânia no agora antigo Parque Antártica com vitória por dois a um sendo o primeiro gol do futebol brasileiro anotado por um jogador do clube (Eppingaux). Em 1920 fundou-se com a atual Portuguesa de Desportos e passou a se chamar Mack-Port. A união se desfez três anos depois e o Mackenzie se retirava dos gramados em definitivo.


Germânia (1899-1932)

Em 7 de setembro de 1899 era fundado o Sport Club Germânia por descendentes de alemães radicados em São Paulo, contrariados ao fato de ter esse nome negado quando da fundação do Sport Club Internacional dias antes, em que alguns deles haviam participado.
Jogou o Campeonato Paulista por 26 vezes sendo campeão em apenas duas oportunidades (1906 e 1915). Protagonizou o primeiro jogo de futebol do país ao enfrentar o Mackenzie e chegou a ter entre seus jogadores Arthur Friedenrich, primeiro grande craque do futebol brasileiro.
Ao se afastar do futebol, foi obrigado anos depois a mudar de nome no mesmo episódio do Palestra Itália (atual Palmeiras) e passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros, em alusão ao bairro paulistano onde está situado. Hoje se dedica a vários esportes amadores e é um dos principais clubes de vôlei e basquete do país.


Internacional (1899-1933)

Fundado em 19 de agosto de 1899 por iniciativa do Sr.Antonio Campos, um entusiasta do futebol, teve entre seus fundadores gente de todas as nacionalidades, o que motivou a escolha do nome: Sport Club Internacional sendo que anos mais tarde um de seus ex-integrantes seria um dos criadores do próprio Internacional gaúcho. Foi o primeiro clube de caráter popular da cidade, já que aceitava sócios sem ter restrições como os clubes fechado as suas colônias ou o Mackenzie, aberto apenas para alunos. Em toda a história participou de 29 edições do Campeonato Paulista tendo sido campeão em apenas duas oportunidades (1907 e 1928).
Em 1933 com dificuldades financeiras se juntou ao Antarctica Futebol Clube dando origem ao Clube Atlético Paulista, anos depois um dos clubes incorporados pelo atual São Paulo.


A A das Palmeiras (1902-1928)

A Associação Atlética das Palmeiras nasceu em nove de novembro de 1902 e junto com o Paulistano eram os clubes mais elitizados da capital, permitindo apenas a entrada de doutorandos, bacharéis de Direito e engenheiros em seus quadros de sócios. Campeão Paulista por três vezes, esse importante clube paulistano ajudou o então Palestra Itália a conseguir uma vaga no Campeonato Paulista, fato esse que fora lembrado em 1942 quando o Palestra se viu obrigado a mudar de nome, adotando a denominação de Sociedade Esportiva Palmeiras. Com o fim do amadorismo, a Atlética não resistiu à profissionalização e acabou extinta, porém anos mais tarde inconformados com o fim do time, alguns desportistas se reuniram com os remanescentes do também extinto Paulistano e fundaram o São Paulo Futebol Clube da Floresta, que depois daria origem ao atual São Paulo.


Americano (1903-1916)

A princípio, o clube foi criado em Santos no dia 21 de maio de 1903 mudando-se para a capital cinco anos mais tarde. Já na sua primeira participação em campeonatos estaduais o time foi vice perdendo o título para o Paulistano. A taça viria somente em 1912 sem nenhuma derrota e o bi na edição seguinte da mesma maneira, sendo até hoje o único clube bicampeão paulista invicto. Sairia de cena quatro anos depois após nove Campeonatos Paulistas disputados sem antes realizar algumas façanhas, como de ser o primeiro clube brasileiro a excursionar para o exterior. Depois de extinto, alguns de seus membros voltaram à cidade de Santos e se associaram ao Santos Futebol Clube.


A A São Bento (1914-1933)

O nome veio do fato do clube ter sido fundado pelo Padre Katon no Ginásio São Bento, no largo de mesmo nome no centro de São Paulo. Foi campeão paulista logo no seu primeiro ano de vida pela antiga APEA, conquistando seu segundo e último título onze anos mais tarde.
Esteve na divisão de elite por vinte anos até sucumbir ao profissionalismo e ser extinto em 1933.



Ypiranga (1906-1959)

O Vovô da Colina, como era carinhosamente chamado, jamais foi campeão paulista mesmo tendo participado por longos 54 anos do Paulistão. Um dos fundadores da atual Federação Paulista de Futebol, o máximo que alcançou foram três vice-campeonatos em 1913, 1935 e 1936.
Clube popular entre as camadas mais simples da sociedade, foi um dos que mais contribuiu para a popularização do esporte ao lado de Corinthians e Palestra Itália nas décadas de 20 e 30 opondo-se a Paulistano, SPAC e A. A. das Palmeiras, clubes da elite paulistana.
Com o fim do amadorismo o clube resistiu até os anos 50. Rebaixado em 1958, desativou seu departamento de futebol profissional no ano seguinte e desde então se dedica apenas a esportes amadores e as categorias de base.


Comercial (1939-1961)

O último dos clubes extintos com certo destaque a ser fundado, nasceu já na era profissional no dia 13 de abril de 1939. Seus fundadores tinham como objetivo do clube ser o segundo time de todo mundo, tendo o apelido de O mais simpático. Dois anos depois seria um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. Nos anos 50 fundiu-se com o São Caetano Esporte Clube (não o atual) dando origem a Associação Atlética São Bento. A união é desfeita após quatro anos e o clube resiste até o começo dos anos 60. Após dois rebaixamentos consecutivos, é desativado em 1961 depois da queda para a terceira divisão estadual.

Outros clubes tradicionais

Hoje a cidade possui apenas seis clubes, isso em um universo de onze milhões de moradores. Nas primeiras décadas do século XX quando a população era muito menor chegou a existir mais de cinquenta clubes. Alguns com vida curta, outros abandonaram o futebol ao longo do tempo, mas segue como clube social até hoje. Segue abaixo a lista dos principais clubes da época amadora do futebol paulistano. Alguns clubes chegaram a jogar a divisão principal por um bom tempo, como o caso do Sírio. Outras estiveram apenas nas divisões inferiores:

Antarctica Futebol Clube (1917-1931)
Estrela da Saúde Futebol Clube (1923-1962)
Clube Atlético Independência (1920-1929)
Luzitano Futebol Clube (1925-1938)
Minas Gerais Futebol Clube (1914-1926)
Associação Atlética Ordem e Progresso (1923-1940)
Associação Atlética República (1923-1932)
Associação Atlética São Paulo Alpargatas (1924-1932)
Clube Atlético Sílex (1923-1931)
Esporte Clube Sírio (1918-1934)
União Lapa Futebol Clube (1916-1930)
Castellões Football Club (1924-1934)
Associação Atlética Estrela de Ouro (1923-1931)
Flor do Belém Foot-ball Club (1923-1931)
Roma Football Club (1923-1932)
União Belém Football Club (1921-1932)
Voluntários da Pátria Football Club (1919-1931)
Ítalo Foot-ball Club (1916-1925)

Títulos do Campeonato Paulista dos times extintos

Paulistano 1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929
SPAC 1902, 1903, 1904 e 1911
A A das Palmeiras 1909, 1910 e 1915
Germânia 1906 e 1915
Americano 1912 e 1913
Internacional 1907 e 1928
São Bento 1914 e 1925


Dia 28/11 Parte 4: O futebol na Região Metropolitana



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Final da Copa Libertadores Feminina 2014


São José e Caracas-VEN decidirão a sexta edição da Copa Libertadores Feminina no próximo domingo. Os dois times passaram nas semifinais por Cerro Porteño-PAR e Formas Intimas-COL respectivamente após ambos terem terminado na liderança de seus grupos na fase de grupos. Essa será a terceira final das brasileiras do São José, campeãs em 2011 e no ano passado. Já o Caracas pela primeira vez termina entre as semifinalistas e agora tem a chance de levantar a taça. Derrotadas nas semifinais, Cerro Porteño e Formas Intimas (vice no ano passado) decidirão o terceiro lugar na preliminar da grande final marcada para o estádio Martins Pereira em São José dos Campos.
Confira como terminou a primeira fase, as semifinais e a grande final:

07/11 sexta-feira
Mundo Futuro-BOL 2x3 Real Maracaná-PER
São José 5x1 Boca Jrs-ARG

08/11 sábado
Centro Olímpico 2x2 Caracas-VEN
Colo Colo-CHI 8x2 Cólon-URU
Vitória Tabocas 1x3 Cerro Porteño-PAR
Formas Íntimas-COL 3x0 Rocafuerte-EQU

09/11 domingo
Real Maracaná-PER 1x4 Boca Jrs-ARG
São José 4x0 Mundo Futuro-BOL

10/11 segunda-feira
Cólon-URU 3x4 Caracas-VEN
Centro Olímpico 1x1 Colo Colo-CHI
Rocafuerte-EQU 0x5 Cerro Porteño-PAR
Vitória Tabocas 0x3 Formas Íntimas-COL

classificação

Grupo A São José 9, Boca Jr 6, Real Maracaná 3 e Mundo Futuro 0
Grupo B Caracas 7, Centro Olímpico 5, Colo Colo 4 e Cólon 0
Grupo C Cerro Porteño 9, Formas Intimas 6, Vitória 3 e Rocafuerte 0

semifinais

13/11 quinta-feira
São José 2x1 Cerro Porteño-PAR
Caracas-VEN 2x2 Formas Intimas-COL (6x5 nos pênaltis)

disputa terceiro lugar

16/11 domingo
Cerro Porteño-PAR x Formas Intimas-COL

final

16/11 domingo
São José x Caracas-VEN 




Histórico das semifinais da Copa Sul-Americana (2002-2013)

Aproveitando o intervalo entre uma fase e outra da Copa Sul-Americana 2014, hoje posto um pequeno resumo das 24 semifinais que foram jogadas ao longo da história da competição:

Das 24 semifinais, três delas foram decididas nos pênaltis

2002 Nacional-COL x Nacional-URU 5x3
2003 River Plate-ARG x São Paulo 4x2
2007 Arsenal-ARG x River Plate-ARG 4x2

Em oito delas um time venceu as duas partidas

2003 Cienciano-PER x Nacional-COL 2x1 e 1x0
2006 Pachuca-MEX x Atlético Paranaense 1x0 e 4x1
2007 América-MEX x Millonarios-COL 3x2 e 2x0
2008 Internacional x Chivas-MEX 2x0 e 4x0
2009 Fluminense x Cerro Porteño-PAR 1x0 e 2x1
2011 LDU-EQU x Velez Sarsfield-ARG 2x0 e 1x0
2013 Lanús-ARG x Libertad-PAR 2x1 e 2x1

Em apenas três jogos terminaram com vitória visitante por dois gols

2006 Toluca-MEX x Colo Colo-CHI 0x2
2009 Chivas-MEX x Internacional 0x2
2013 São Paulo x Ponte Preta 1x3

Quem mais jogou partidas de semifinais

8 jogos Neicer Reasco LDU-EQU
6 jogos Norberto Araujo LDU-EQU
             Diego Calderón LDU-EQU
             Patricio Urrutia LDU-EQU
             Rogério Ceni São Paulo

Maiores artilheiros em semifinais

3 gols Hernán Barcos LDU-EQU
           Claudio Bieler LDU-EQU
           Matias Fernandez Colo Colo-CHI
           Bruno Marioni Pumas-MEX
           Nilmar Internacional

Marcaram gols em diferentes edições de semifinais

2009 e 2010 Miller Bolaños LDU-EQU
2003 e 2013 Luis Fabiano São Paulo
2004 e 2005 Martín Palermo Boca Jrs-ARG


outras curiosidades
  • É a segunda vez que um time chega a fase semifinal por três edições seguidas. O São Paulo que foi campeão em 2012 e semifinalista ano passado igualou o feito da LDU-EQU que havia conquistado o título em 2009, caiu nas semifinais em 2010 e vice no ano seguinte.
  • Em 2012 as quatro partidas terminaram empatadas: Tigre-ARG x Millonarios (0x0 e 1x1) e São Paulo x Universidad Catolica-CHI (1x1 e 0x0). Pelos gols que marcaram fora de casa, argentinos e brasileiros avançaram para a final.
  • Em 2003 tivemos três dos quatro semifinalistas da edição atual: River, São Paulo e Nacional. O outro era o Cienciano-PER que acabaria campeão.
  • Apenas um confronto de semifinal terminou com as duas partidas empatadas sem gols: Arsenal x River Plate em 2007. Nas penalidades deu Arsenal, que viria a conquistar o título.
  • Nas duas vezes que esteve nas semifinais o Velez Sarsfield não venceu uma das quatro partidas sequer: em 2005 empatou sem gols e perdeu por 4 a 0 para o Pumas-MEX e em 2011 perdeu as duas para a LDU-EQU (2x0 e 1x0).
  • Maior goleada numa partida de semifinal: LDU-EQU 7x0 River Plate-URU em 2009.
  • Maior placar agregado: seis gols nos confrontos entre Internacional x Chivas-MEX (4x0 e 2x0) e LDU-EQU x River Plate-URU (1x2 e 7x0)


Confrontos Brasil x Colômbia em Copa Sul-Americana

São Paulo e Nacional voltam a se enfrentar pela segunda vez seguida pela Copa Sul-Americana. No ano passado deu São Paulo, com uma vitória por 3 a 2 e um empate sem gols em confronto válido pelas quartas de final. Agora as duas equipes lutam por uma vaga na final, o que seria a segunda decisão de ambos, com o São Paulo sendo campeão em 2012 e os colombianos terminando com o vice na primeira edição do torneio em 2002.
Ao todo clubes de Brasil e Colômbia já se enfrentaram em doze oportunidades e a vantagem é colombiana: por sete vezes eliminaram clubes do Brasil, sendo que três dessas eliminações foram para o Millonarios.
Veja a seguir quais foram os confrontos entre clubes brasileiros e colombianos com destaque para os jogos de São Paulo e Nacional, lembrando que os vencedores aparecem em primeiro:

Confrontos entre brasileiros e colombianos

2004 Internacional x Junior 1x0 e 1x1 (quartas)
2007 Millonarios x São Paulo 1x0 e 2x0 (quartas)
2008 Botafogo x América 0x1 e 3x1 (oitavas)
2010 Atlético MG x Santa Fé 2x0 e 0x1 (oitavas)
2011 Santa Fé x Botafogo 1x1 e 4x1 (oitavas)
2012 Millonarios x Palmeiras 1x3 e 3x0 (oitavas)
         Millonarios x Grêmio 0x1 e 3x1 (quartas)
2013 Nacional x Bahia 1x0, 0x1 e  4x3 nos pênaltis (oitavas)
         Itagui x Coritiba 1x0 e 2x1 (oitavas)
         Ponte Preta x Deportivo Pasto 2x0 e 0x1 (oitavas)
         São Paulo x Nacional 3x2 e 0x0 (quartas)
2014 Nacional x Vitória 2x2 e 1x0 (oitavas)



Confrontos de Boca e River contra argentinos em Copa Sul-Americana

Como todos sabem, semana que vem Boca x River começam a decidir uma vaga para a grande final da Copa Sul-Americana 2014. O time xeneize conquistou dois títulos da competição enquanto que o Millonario ficou com o vice na única final que disputou. E o blog lista para você todos os confrontos desses dois times diante dos argentinos.
Dos dois, o que mais enfrentou conterrâneos foi o River: contando com a atual edição foram nove, classificando-se em quatro oportunidades e eliminado nas outras cinco, sendo que quatro delas caiu para Arsenal e Lanús (duas vezes cada um).
Já o Boca jogou seis vezes e seguiu adiante em três delas, e ao contrário do River não repetiu um adversário sequer.
Veja a seguir quais adversários argentinos os dois clubes se enfrentaram além do placar das partidas e em qual fase se enfrentaram:

River Plate x clubes argentinos

2002 Racing 0x1 e 0x0 (oitavas)
2003 Independiente 4x1 e 4x0 (oitavas)
2004 Arsenal 1x2 e 0x0 (oitavas)
2007 Arsenal 0x0 e 0x0 (semifinais)
2009 Lanús 1x2 e 0x1 (primeira fase)
2013 San Lorenzo 1x0 e 0x0 (segunda fase)
         Lanús 0x0 e 1x3 (quartas)
2014 Godoy Cruz 1x0 e 2x0 (segunda fase)
         Estudiantes 2x1 e 3x2 (quartas)

Boca Jrs x clubes argentinos

2002 Gimnasia y Esgrima 1x3 e 0x0 (oitavas)
2003 Cólon 1x1 e 2x1 (oitavas)
2004 San Lorenzo 0x1, 2x1 e 4x1 pênaltis (oitavas)
2009 Velez Sarsfield 1x1 e 0x1 (primeira fase)
2012 Independiente 3x3 e 0x0 (segunda fase)
2014 Rosário Central 1x1 e 3x0 (segunda fase)




O futebol na cidade de São Paulo: Parte 2 - O Trio de Ferro paulistano



O primeiro Trio de Ferro

A denominação Trio de Ferro fora criada ainda na década de 20 para a tríade formada por Corinthians, Palmeiras e o Paulistano, até então os três clubes mais vitoriosos e populares da cidade. Com a extinção desse último, a partir da década de 40 o São Paulo é que acabaria “herdando a vaga”.

A fundação de cada um dos três clubes

O primeiro dos três a ser fundado foi o Sport Club Corinthians Paulista, em 01 de setembro de 1910. Semanas antes, um grupo de amigos que se encontravam para assistir aos jogos na Várzea do Carmo teve a idéia de fundar um time de futebol. Com a visita do Corinthian F.C., time inglês que excursionava pelo país, o futuro clube acabaria recebendo o nome de Corinthians. Contrariados com a elitização do futebol, os fundadores afirmaram que esse sim seria o time do povo.
Quatro anos depois também uma visita de clubes estrangeiros motivaria a fundação de um outro clube, mas dessa vez ligado à colônia italiana: nascia no dia 26 de agosto a Societá Sportiva Palestra Itália. Como naquele tempo clubes de colônia eram extintos quase que na mesma época em que eram criados, o Palestra Itália fez o caminho inverso se preparando bem antes de entrar em campo, o que se mostrou uma decisão acertada.
Já o São Paulo Futebol Clube surgiu bem depois, mais precisamente em 16 de dezembro de 1935. Primeiramente o clube nasceu através da iniciativa de alguns desportistas do Paulistano e da A.A. das Palmeiras, inconformados com a extinção do departamento de futebol desses dois times. Foi aí que apareceu no primeiro momento o São Paulo Futebol Clube da Floresta em 1930.  Mas aí ao adquirir uma sede suntuosa, o clube entrou numa divida enorme e acabaria falindo quatro anos mais tarde. Alguns remanescentes acabaram refundando o clube em 1935.

O Trio de Ferro por década


O Corinthians ao lado do Paulistano foi uma das principais equipes entre as décadas de 10 e 20. O time alvinegro conquistou sete títulos paulistas nos seus primeiros vinte anos de vida. Já na década de 30, o clube rivalizaria com o Palestra Itália, até então campeão apenas três vezes desde sua fundação em 1914. O atual Palmeiras ficaria com quatro taças contra três do time do Parque São Jorge (além de um Torneio Rio-São Paulo) e nos anos 40 dividiria os títulos com o São Paulo (4 a 5) e apenas uma única vez o Corinthians seria campeão.
Nos anos 50 os corintianos voltariam a sorrir com três Rio-São Paulo e mais três Campeonatos Paulista. O Palmeiras seria campeão estadual duas vezes, um do Rio-São Paulo e faturaria a Copa Rio, o que lhe deu status de campeão mundial na época enquanto que o São Paulo ganharia por duas vezes o Paulistão.
Com o surgimento do Santos de Pelé nos anos 60, apenas o Palmeiras dos três teria algum destaque. Campeão paulista em duas ocasiões, seria o primeiro a faturar títulos nacionais, como a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (antecessor do atual Brasileirão) em ambas por duas vezes. Corinthians e São Paulo passariam a década de 60 em branco.
Nos anos 70 Palmeiras e São Paulo dividiriam as principais conquistas. O time alviverde faturaria três Campeonatos Paulistas e duas edições do recém-criado Campeonato Brasileiro. Os tricolores por sua vez também seriam campeões estaduais em três ocasiões e levantaria a taça do Brasileirão de 1977, mesmo ano do fim do tabu corintiano de 23 anos sem conquistas. De quebra o time alvinegro seria campeão novamente dois anos depois.
Na década de 80 outro time do trio entraria em jejum de títulos: o Palmeiras, que chegaria a uma única final em dez anos. O São Paulo ficaria com a metade dos títulos estaduais da década contra três dos corintianos alem de mais um Campeonato Brasileiro.
Já nos anos 90 seria especial para os três times: o São Paulo se afirmaria no cenário internacional com o bicampeonato da Libertadores e do Mundial Interclubes, além de outros títulos sul-americanos, nacionais e estaduais. O Palmeiras enfim colocava fim ao seu jejum com três paulistas, dois brasileiros, uma Copa do Brasil e a tão sonhada Libertadores. O Corinthians pela primeira vez ganhava títulos de expressão nacional (três brasileiros e uma Copa do Brasil) além de se firmar como a maior vencedor de Campeonatos Paulista dos três.
De 2000 para cá somente São Paulo e Corinthians vêm mantendo certa seqüência de títulos. Nos últimos 14 anos foram uma Libertadores, um Mundial, uma Sul-Americana, três Brasileirões, um Rio-São Paulo e dois Paulistões ganhos pelos tricolores. Pelo lado corintiano vieram os Mundiais de 2000 e 2012, a tão sonhada Libertadores (invicta), dois brasileiros, um Rio-São Paulo e quatro estaduais. Já o Palmeiras nesse mesmo período faturou apenas uma Copa do Brasil, uma extinta Copa dos Campeões, um Rio-São Paulo e um estadual.

O Trio de Ferro nas competições sul-americanas

De longe o São Paulo é o maior vitorioso entre os três. Foram três Libertadores, uma Sul-Americana, duas Recopas, uma Supercopa e uma Conmebol ganhas pelo time do Morumbi. O Palmeiras possui uma Libertadores e uma Mercosul enquanto que o Corinthians também tem apenas uma Libertadores e mais uma Recopa.
O Palmeiras foi o primeiro não só a participar da principal competição sul-americana e também a ser finalista enquanto que o Corinthians foi o único do trio a faturar a Libertadores de forma invicta.
Os três times já se enfrentaram em competições sul-americanas. São Paulo x Palmeiras foi o confronto que mais se repetiu. Foram oito jogos com larga vantagem tricolor (seis vitórias e dois empates). Ambos se enfrentaram pelas Libertadores de 1974, 1994, 2005 e 2006. Em todas o São Paulo seguiu adiante.
Palmeiras x Corinthians pelo outro lado foi o confronto mais equilibrado. Foram seis jogos sendo quatro pela Libertadores de 1999 e dois pela edição seguinte. E nessas partidas tivemos três vitórias e dez gols pra cada lado. A vantagem palmeirense no confronto, porém veio nas penalidades onde o time alviverde eliminou o Corinthians nas duas edições.
Já Corinthians x São Paulo foi o único confronto que se repetiu por duas competições diferentes. Primeiro pela Copa Conmebol de 1994 com vitória tricolor nos pênaltis após uma vitória para cada lado e quase vinte anos depois o novo confronto, já pela decisão da Recopa. Com duas vitórias, o time alvinegro levantaria a taça do torneio.
Outra curiosidade é que em apenas duas edições de Libertadores os três participaram juntos: em 2006 e em 2013, anos em que respectivamente São Paulo e Corinthians defendiam o título.

Os campeões mundiais mais controversos e polêmicos

Pra quem é habituado ao futebol brasileiro e em especial ao paulista, já deve ter ouvido as expressões: “mundial por fax”, “torneio de verão” ou ainda campeão da “Copa Jipe”. Pois é, essa é a forma que os torcedores dos três clubes subjugam o título mundial dos rivais. Os palmeirenses, que há pouco tempo tiveram a sua Copa Rio reconhecido pela FIFA como um campeonato mundial, desdenha dos corintianos sobre a conquista do polemico Mundial de 2000 chamando-o de “Torneio de Verão” ou “Rio-São Paulo”, devido a final ter sido entre o time paulista e o Vasco da Gama. Os corintianos por sua vez dizem ter mais mundiais que o São Paulo, pois a “Copa Jipe” não é mundial e sim Intercontinental, apelido esse em alusão a Toyota, principal patrocinador do confronto entre os campeões da Libertadores e a Liga dos Campeões de 1980 a 2004 e que os tricolores foram bicampeões em 92/93, enquanto que pelo Mundial de Clubes da FIFA o Corinthians venceu as edições de 2000 e 2012 e o São Paulo em 2005.
Os torcedores do clube do Morumbi não ficam atrás e pejorativamente falam que o Mundial palmeirense foi conquistado via fax, que foi o modo em que os alviverdes receberam a confirmação do título reconhecido pela FIFA como o primeiro torneio a nível mundial.
Pra nós do blog consideramos campeonatos mundiais tanto as versões de ida e volta da Copa Intercontinental entre 1960 a 1979; a final em partida única no Japão entre 1980 a 2004; a Copa Rio de 1951 e os mundiais organizados pela FIFA de 2005 pra cá além da edição de 2000. E os títulos de Corinthians, Palmeiras e São Paulo aliados as várias discussões sobre ser ou não ser mundial fazem que a cidade tenha sem dúvida nenhuma os campeões mundiais mais controversos e polêmicos do planeta.

Torcidas



Segundo pesquisas, os três times estão entre os quatro mais populares do Brasil. O Corinthians é o que tem maior torcida no Estado e no país ocupa a segunda colocação, apenas atrás do Flamengo. Já São Paulo e Palmeiras disputam o posto de segundo lugar na preferência paulista e a terceira entre os brasileiros. Por muito tempo os palmeirenses rivalizaram com o Vasco, mas com o crescimento da torcida tricolor a partir dos anos 90 fez com que o clube alviverde ficasse pra trás, embora algumas pesquisas apontem empate entre as duas torcidas.
O Corinthians surgiu como o time do povo, já que tinha a preferência entre as camadas mais baixas da sociedade. O Palmeiras por sua vez reunia os descendentes de italianos residentes na capital e interior, que eram a maior colônia de estrangeiros. Por sua vez o São Paulo era o clube da elite, dos endinheirados, dos que tinham força política devido a origem de seus fundadores, Paulistano e A.A. das Palmeiras que eram clubes elitizados na época em que foram extintos.
Mas ao passar dos anos essas expressões foram deixadas um pouco de lado. Hoje se vê corintianos entre os mais ricos do país, palmeirenses de todas as etnias, raças e origens e sãopaulinos nas camadas mais populares.

Confrontos

Os três times já se enfrentaram em diversas ocasiões (finais, partidas decisivas, amistosos etc). Curiosamente cada um tem vantagem em relação a um rival e desvantagem a outro: o Palmeiras obteve mais vitórias que o Corinthians e este mais que o São Paulo, que por fim tem vantagem sobre o Palmeiras.

Palmeiras x Corinthians (Derby paulistano)


Confronto de maior rivalidade entre os três times, esse clássico é considerado um dos maiores do Brasil e até do mundo. A origem do apelido veio em alusão a corridas de cavalo na Inglaterra onde o derby era a corrida mais importante. É o clássico nacional que mais decidiu títulos ou vagas do país, tanto em variedade de torneios como de partidas jogadas. Já se enfrentaram em finais estaduais, regionais e nacionais, além de confrontos internacionais já mencionados anteriormente. A grande maioria dos torcedores considera o outro time como o seu maior rival.
Ao todo foram 345 partidas com 121 vitórias do Palmeiras contra 119 do Corinthians e 105 empates. Os palmeirenses marcaram 497 contra 461 do time alvinegro. Em finais a vantagem também é alviverde com os títulos conquistados nas decisões dos estaduais de 1936, 1974 e 1993; dos torneios Rio-São Paulo de 1951 e 1993 além do Brasileirão de 1994. Os corintianos deram a volta olímpica em cima do rival em apenas duas oportunidades: nos Paulistões de 1995 e 1999. No geral dos mata-matas a vantagem palmeirense é bem apertada (9 a 8).


São Paulo x Palmeiras (Choque Rei)


Para os palmeirenses mais antigos, ainda dos tempos do Palestra Itália esse é o clássico de maior rivalidade, pois nos anos 40 no auge da Segunda Guerra Mundial o governo brasileiro obrigou as instituições com nomeações estrangeiros ligados aos países do eixo a mudarem de nome sob pena de confisco de bens. De olho no patrimônio palestrino e com influencia na política, os sãopaulinos logo quiseram se apoderar das instalações do clube alviverde, o que acabou gerando mal-estar entre os torcedores daquele tempo a ponto de alguns deles dizer que o Corinthians era rival e São Paulo inimigo. Já os tricolores tiveram por quatro vezes o Palmeiras impedindo o tricampeonato paulista, único dos três a não conseguir tal feito até hoje.
Polêmicas a parte, as duas equipes disputam ainda o posto de segunda maior torcida estadual e terceira no Brasil, além de serem uma das maiores campeãs nacionais.
A vantagem do confronto é tricolor com sete vitórias a mais (105 a 98) e nos gols marcados (413 a 398). Houve ainda 101 empates. Apenas uma final entre os dois times que terminou com vitória do São Paulo no Paulistão de 1992. Todas as outras vezes que um ficou campeão sobre o outro foi em partidas que ambos disputavam o título, mas sem ser final. Aí dá Palmeiras 4 a 2, incluindo aí os títulos paulistas de 1942, 1950 e 1972 além do Brasileirão de 1973 e do lado tricolor os estaduais de 1943 e 1971. Em mata-matas, porém a vantagem é esmagadora a favor do São Paulo: 12 a 2 sendo que no último mata-mata a vitória foi palmeirense.

Corinthians x São Paulo (Majestoso)


Apelidado de Majestoso, o clássico entre Corinthians e São Paulo é o que atualmente atrai maior número de torcedores entre o trio paulistano. Podemos dizer que essa é uma rivalidade não muito antiga, que ficou mais acirrada nos últimos trinta anos e nas duas décadas em que o Palmeiras esteve longe de títulos, como por exemplo nos anos 80 e de 2000 para cá.
Os números mostram uma larga vantagem corintiana no confronto de dezenove vitórias a mais (119 a 100) e nos gols marcados, 464 a 443 sendo que outros 101 jogos terminaram empatados. Em decisões os alvinegros também estão na frente: 6 a 3. A favor do Corinthians os títulos paulistas de 1982,1983 e 2003; o Rio-São Paulo de 2002, o Brasileirão de 1990 e a Recopa de 2013. Já o São Paulo venceu nas decisões dos campeonatos paulistas de 1987, 1991 e 1998. Nos mata-matas novamente o Corinthians tem vantagem, no total saíram classificados por doze vezes e sofreram apenas cinco eliminações para o rival. Há exatos catorze anos que o time do Parque São Jorge não sabe o que é ser eliminado pelo São Paulo, já que se saiu vitorioso nos últimos seis mata-matas.

Os jogadores que atuaram pelos três clubes

Até hoje um total de dezesseis jogadores passaram pelo Trio de Ferro. O pioneiro foi Elyseo que atuou primeiro por São Paulo e depois por Corinthians e Palmeiras. Depois vieram Cláudio Christovam de Pinho, Dino Sani, Lanzoninho, Édson Cegonha, Denys, Neto, Antonio Carlos, Elivélton, Müller, Leandro Amaral, Marcelo Ramos, César Sampaio, Luisão, Christian e por último Rivaldo, que atuou por Corinthians e Palmeiras nos anos 90 e pelo São Paulo em 2011.

Os títulos de cada um 


Mundial Interclubes (FIFA) 2000 e 2012
Copa Libertadores 2012
Recopa Sul-Americana 2013
Campeonato Brasileiro 1990, 1998, 1999, 2005 e 2011
Copa do Brasil 1995, 2002 e 2009
Campeonato Brasileiro Série B 2008
Torneio Rio-São Paulo 1950, 1953, 1954, 1966 e 2002
Campeonato Paulista 1914, 1916, 1922, 1923, 1924, 1928, 1929, 1930, 1937, 1938, 1939, 1941, 1951, 1952, 1954, 1977, 1979, 1982, 1983, 1988, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003, 2009 e 2013




Mundial Interclubes (Copa Rio)1951
Copa Libertadores 1999
Copa Mercosul 1998
Campeonato Brasileiro 1972, 1973, 1993 e 1994
Taça Brasil 1960 e 1967
Taça Roberto Gomes Pedrosa 1967 e 1969
Copa do Brasil 1998 e 2012
Copa dos Campeões 2000
Campeonato Brasileiro Série B 2003 e 2013
Torneio Rio-São Paulo 1933, 1951, 1965, 1993 e 2000
Campeonato Paulista 1920, 1926, 1927, 1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942, 1944, 1947, 1950, 1959, 1963, 1966, 1972, 1974, 1976, 1993, 1994, 1996 e 2008



Mundial Interclubes (Intercontinental/FIFA) 1992, 1993 e 2005
Copa Libertadores 1992, 1993 e 2005
Copa Sul-Americana 2012
Recopa Sul-Americana 1993 e 1994
Supercopa Libertadores 1993
Copa Conmebol 1994
Campeonato Brasileiro 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008
Torneio Rio-São Paulo 2001
Campeonato Paulista 1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000 e 2005


Dia 21/11 Parte 3: Os times extintos