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terça-feira, 6 de outubro de 2015

História das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo

Quinta-feira próxima começam as eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018 a ser realizada na Rússia. Serão dez seleções brigando por quatro vagas diretas e uma na repescagem. A fórmula de disputa é simples, com todos jogando contra todos e as quatro seleções que somarem mais pontos se garantem no Mundial enquanto que o quinto colocado enfrenta o representante asiático na repescagem internacional. E é claro, o nosso blog irá acompanhar e trazer tudo pra você.
Conheçam agora um pouco da história das eliminatórias sul-americanas com os classificados por cada edição:

1930 Uruguai
Não houve eliminatórias, já que todas as seleções foram convidadas. Representaram a América do Sul além dos anfitriões Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru.

1934 Itália
O Uruguai, campeão da edição anterior não quis disputar a Copa. Apenas quatro seleções sul-americanas se inscreveram, sendo que pouco antes Peru e Chile desistiram e Argentina e Brasil classificaram-se automaticamente.

1938 França
Apenas três seleções se inscreveram: Brasil, Argentina e Colômbia. Com a desistência dos dois últimos a vaga caiu no colo dos brasileiros, os únicos representantes da Conmebol na França.

1950 Brasil
Os brasileiros estavam garantidos como anfitriões. Outras sete seleções se inscreveram mas com as desistências de Argentina, Equador e Peru os classificados foram Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

1954 Suíça
Apenas três seleções brigaram por uma única vaga, que acabou ficando com o Brasil ao superar Paraguai e Chile. Os uruguaios já tinham a vaga por defenderem o título.

1958 Suécia
Oito seleções filiadas a Conmebol disputaram as eliminatórias (menos Equador e Venezuela). Eram dois grupos de três e um de apenas dois. Os campeões das chaves - Brasil, Argentina e Paraguai - carimbaram o passaporte para a Suécia.

1962 Chile
Brasileiros e chilenos, um detentor do título e outro organizador da Copa, ficaram de fora das eliminatórias. O Paraguai, por decisão da FIFA já estava garantido na repescagem contra o representante da Concacaf, e acabou perdendo para o México e ficando de fora. As outras seis seleções inscritas (só a Venezuela ficou de fora) foram divididas em três chaves eliminatórias, na qual avançaram Argentina, Uruguai e Colômbia.

1966 Inglaterra
Como atual campeão, novamente os brasileiros não precisaram jogar as eliminatórias. Todas as outras nove seleções do continente se inscreveram, sendo divididas em três grupos de três, onde os campeões de cada grupo foram à Inglaterra: Argentina, Chile e Uruguai.

1970 México
Pela primeira vez todas as dez seleções filiadas da Conmebol estiveram presente numa eliminatória. Assim como no ano anterior foram divididas em três grupos, mas dessa vez um com quatro e os outros dois com três seleções. Brasil, Peru e Uruguai se classificaram.

1974 Alemanha
Brasil e Venezuela ficaram de fora, um por ser o campeão e o outro por não ter se inscrito. Com isso, as outras oito seleções foram divididas em três grupos (dois com três e um com dois) sendo que nos grupos de três os campeões (Argentina e Uruguai) se classificaram direto enquanto que no grupo de dois times o campeão, no caso o Chile, disputaria uma repescagem contra um time da UEFA, na época a extinta União Soviética. Como esse se recusou a enfrentar os chilenos por questões políticas, a vaga ficou com os sul-americanos.

1978 Argentina
Com os argentinos organizando o Mundial e as outras nove seleções filiadas a Conmebol presentes, as eliminatórias tiveram duas fases: a primeira como vinha sendo (três grupos) mas ao invés de irem pra Copa, essas três seleções formaram novamente um grupo com os dois primeiros (Brasil e Peru) se classificando enquanto que o terceiro colocado (Bolívia) disputava a repescagem contra um país da Europa. No final, os bolivianos acabariam perdendo.

1982 Espanha
Com os argentinos campeões em casa, as eliminatórias tiveram como na disputa anterior nove seleções distribuídas em três grupos com os primeiros carimbando o passaporte à Copa: Brasil, Chile e Peru.

1986 México
Sem anfitrião ou detentor do título, as eliminatórias da Copa de 1986 tiveram todas as dez seleções sul-americanas. Divididos em três grupos (um com quatro e os outros dois com três), os campeões automaticamente avançaram para a Copa: Argentina, Uruguai e Brasil. Os segundos colocados mais o terceiro do grupo com três seleções fizeram um mata-mata onde o vencedor também se classificava. A quarta vaga acabou ficando com o Paraguai.

1990 Itália
Com a Argentina campeã de fora, as outras nove seleções foram divididas em três grupos de três. Os dois melhores campeões avançaram direto (Brasil e Uruguai) enquanto que o pior dos campeões teve que ir para a repescagem contra o vencedor da Oceania. E ao vencer Israel (que jogava pela OFC) a Colômbia também foi à Itália.

1994 Estados Unidos
O único a ficar de fora foi o Chile, devido a problemas na eliminatória anterior e que estava suspenso pela FIFA. Diferente dos outros anos, dessa vez as outras nove seleções form divididas em dois grupos (e não três): um com cinco onde os dois primeiros garantiriam a vaga e outro com quatro, com apenas o campeão se classificando. O segundo colocado disputaria a repescagem contra um time da Oceania. Do grupo de cinco saíram Bolívia e Brasil e do outro apenas a Colômbia. Os argentinos tiveram que jogar contra a Austrália e também foram ao Mundial.

1998 França
A partir desse Mundial as eliminatórias sul-americanas passaram a ser disputadas no sistema de todos contra todos em turno e returno com os quatro melhores colocados se classificando. Com o Chile voltando de suspensão e o Brasil de fora por ser campeão da Copa, os sul-americanos presentes na França foram Argentina, Chile, Colômbia e Paraguai.

2002 Coréia do Sul e Japão
Pela primeira vez todas as dez seleções da Conmebol presentes no novo sistema. Outra novidade fica por conta do quinto colocado jogar a repescagem internacional. Argentina, Brasil, Equador e Paraguai se classificaram direto enquanto que o Uruguai através da repescagem, graças a vitória frente a Austrália.

2006 Alemanha
Mesmo campeão, o Brasil teve que disputar as eliminatórias. Assim como no ano anterior, curiosamente os classificados foram os mesmos (Argentina, Brasil, Equador e Paraguai) com o Uruguai indo mais uma vez para a repescagem. Mas as coincidências param por aí: novamente tiveram a Austrália no caminho mas ao contrário de 2002, dessa vez os eliminados seriam os uruguaios.

2010 África do Sul
A única mudança em relação as eliminatórias anteriores foi o Chile ficar com a vaga do Equador. De novo Argentina, Brasil e Paraguai ficaram entre os quatro primeiros e os uruguaios pela terceira vez seguida jogando a repescagem, mas dessa vez contra o representante da Concacaf. E acabou garantindo participação na Copa ao vencer a Costa Rica.

2014 Brasil
Com os brasileiros organizando a Copa, tivemos nove seleções após três eliminatórias com os dez filiados. Argentina, Chile, Colômbia e Equador se classificaram automaticamente enquanto que, adivinhem: o Uruguai precisou de novo da repescagem para vir ao Brasil. A vítima dessa vez dos uruguaios foi a Jordânia, representante asiático.




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