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domingo, 10 de abril de 2016

Especial Libertadores 05: Curiosidades dos treinadores

Chegamos ao nosso quinto e último especial sobre os técnicos que fizeram história na Libertadores. No primeiro especial falamos dos técnicos campeões; no segundo sobre os finalistas; no terceiro especial falamos sobre os técnicos campeões também como jogador e no quarto sobre os que venceram como jogador e perderam como treinador. Hoje é a vez de postarmos dados, estatísticas e algumas curiosidades:


técnicos com mais finais consecutivas

O argentino Osvaldo Zubeldía foi o primeiro a disputar três finais seguidas, todas com o Estudiantes no tricampeonato entre 1968 e 1970, sendo o único a vencer as três decisões. Mais tarde, outros quatro treinadores também alcançaram o recorde: o também argentino Juan Carlos Lorenzo foi bi com o Boca em 1977-1978 e vice em 1979; o colombiano Gabriel Ochoa Uribe foi tri-vice com o América de Cali entre 1985 a 1987; o uruguaio Luis Cubilla foi vice com o Olímpia em 1989, campeão em 1990 e vice novamente em 1991 e por fim o brasileiro Telê Santana esteve nas três finais seguidas do São Paulo, sendo campeão nas duas primeiras em 1992 e 1993 e perdendo a de 1994.
Desde então o máximo que um treinador chegou foi em duas finais seguidas, e em três ocasiões: com Felipão pelo Palmeiras em 1999-2000 e o argentino Carlos Bianchi no comando do Boca em 2000-2001 e 2003-2004.
Até hoje nenhum técnico disputou finais consecutivas com times diferentes.


técnicos campeões por times diferentes

O primeiro da história a ser campeão por dois times diferentes foi Luis Felipe Scolari. Felipão venceu no comando do Palmeiras em 1999 quatro anos depois de ter sido campeão pelo Grêmio. Seu recorde, porém durou apenas um ano pois na edição seguinte foi a vez do argentino Carlos Bianchi levantar a taça pelo Boca derrotando inclusive Felipão na final entre seu time e o Palmeiras no Morumbi, mesmo estádio onde Bianchi havia sido campeão pelo Vélez em 1994.
Campeões em 1997 e 1998 por respectivamente Cruzeiro e Vasco, Paulo Autuori e Antônio Lopes decidiram a Libertadores de 2005 e com isso antes mesmo da final já se sabia que um terceiro técnico entraria para a lista, que acabaria sendo Autuori no comando do São Paulo sobre o Atlético Paranaense de Lopes. E por fim em 2014 o argentino Edgardo Bauza levaria o San Lorenzo ao título seis anos depois de conquistar a Libertadores pela LDU. Bauza porém é o único a ter vencido por times de dois países diferentes e pode chegar a três, caso seja campeão pelo São Paulo neste ano.


técnicos finalistas por times diferentes

Além dos quatro campeões, outros cinco técnicos foram finalistas por dois times diferentes, tendo vencido com um e perdido com outro: o primeiro foi o uruguaio Roberto Scarone, bicampeão com o Peñarol-URU em 1960-1961 e vice com o Universitário do Peru em 1972; depois vieram o brasileiro Zezé Moreira, duas vezes vice com o Nacional-URU em 1964 e 1969 e campeão com o Cruzeiro em 1976; o argentino José Yudica campeão com o Argentinos Jrs em 1985 e vice três anos depois com o Newell's Old Boys; Antonio Lopes, já citado no tópico anterior venceu com o Vasco em 1998 e perdeu com o Atlético Paranaense em 2005 e por fim outro brasileiro, Muricy Ramalho que venceu com o Santos em 2011 após cinco anos depois de ter sido derrotado no comando do São Paulo.


técnicos com mais edições de Libertadores

Ninguém esteve em mais edições de Libertadores que o uruguaio Luis Cubilla. Foram nada mais nada menos que quinze entre 1979 a 2004 e em quase todas no comando do Olímpia. Logo a seguir vêm o colombiano Gabriel Ochoa Uribe e o peruano Marcos Calderón, ambos com treze. Entre os brasileiros os recordistas são Muricy Ramalho e Tite, com oito edições cada.

15 Luis Cubilla-URU (1979-2004)
13 Marcos Calderón-PER (1965-1986)
     Gabriel Ochoa Uribe-COL (1960-1991)
12 Walter Roque-URU (1972-2001)
10 Roque Máspoli-URU (1968-1988)
     Sergio Markarian-URU (1983-2009)
     Edgardo Bauza-ARG (desde 2000)


técnicos com mais jogos de Libertadores

Se Cubilla é o primeiro da lista dos técnicos com mais edições seguido de Gabriel Ochoa Uribe, em matéria de jogos a ordem se inverte: Uribe é que passa a ser o recordista com 112 jogos deixando o uruguaio na segunda posição com 104, os dois únicos com mais de cem jogos. O terceiro é o peruano Marcos Calderón com 94 partidas, seguido de Carlos Bianchi e o atual técnico do São Paulo, Edgardo Bauza com 84. Caso chegue a final com o time paulista, Bauza igualará Calderón na terceira posição. Entre os técnicos brasileiros Muricy também é o recordista de partidas com 78, seguido de Tite (62) e Felipão (58).

112 Gabriel Ochoa Uribe-COL
104 Luis Cubilla-URU
 94 Marcos Calderón-PER
 84 Carlos Bianchi-ARG
       Edgardo Bauza-ARG
 83 Walter Roque-URU
 82 Sergio Markarián-URU
 81 Roque Máspoli-URU
 78 Roberto Scarone-URU
       Muricy Ramalho-BRA


técnicos que mais equipes diferentes dirigiu em Libertadores

Esse recorde pertence ao uruguaio Walter Roque, que dirigiu oito clubes diferentes em doze edições entre 1972 e 1981:  Valencia-VEN, Deportivo Galícia-VEN, Estudiantes de Mérida-VEN, Atlético San Cristobal-VEN, Oriente Petrolero-BOL, Progresso-URU, San José-BOL e Deportivo Táchira-VEN. Logo a seguir vem o peruano Marcos Calderón com seis (Universitário-PER, Defensor Arica-CHI, Sporting Cristal-PER, Alianza Lima-PER, Deportivo Municipal-PER e Deportivo Táchira-VEN). Antonio Lopes com cinco times (Vasco, Cerro Porteño-PAR, Coritiba, Atlético Paranaense e Corinthians) é o brasileiro mais bem colocado na lista.


campeões por nacionalidade

Dezessete técnicos campeões da Libertadores nasceram na Argentina, o país com maior número. Depois pela ordem vêm Brasil com treze, Uruguai com oito, Colômbia com dois e Croácia com um. Todos os títulos conquistados por argentinos, brasileiros, uruguaios e colombianos foram com treinadores do próprio país, sendo que Olímpia (os três títulos), Colo Colo e LDU são os únicos times campeões com técnicos estrangeiros. O time paraguaio foi campeão com o uruguaio Cubilla (duas vezes) e o argentino Pumpido; o Colo Colo com o croata Mirko Jozic e a LDU com o argentino Bauza.
Dentre os finalistas vários foram os que chegaram por times de outros países: Roberto Scarone-URU, Armando Renganeschi-ARG, Béla Guttman-HUN, Zezé Moreira-BRA, Renato Cesarini-ITA, Alfredo Gonzalez-ARG, José Poy-ARG, Carlos Bilardo-ARG, Miguel Brindisi-ARG, Sérgio Markarián-URU, Rubén Dario Insúa-ARG e Ricardo Ferreti-BRA.




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