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domingo, 4 de dezembro de 2016

O fim de um sonho...


Agasalho com o emblema da Chapecoense entre os destroços.

O avião que transportava a delegação da Chapecoense sofreu um acidente na Colômbia por volta das 0h30 min (horário de Brasília, 21h30 min horário local) da última terça-feira entre as cidades colombianas de La Ceja e La Unión, ambas próximas a Medellín, onde na quarta-feira o time brasileiro faria a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana diante do Nacional-COL. O avião da companhia Lamia havia saído do aeroporto de Cumbica em Guarulhos-SP por volta das 15h15 min da última segunda-feira e feito uma escala em Santa Cruz de la Sierra-BOL para depois seguir para a cidade colombiana, onde acabaria caindo a apenas 30 km do aeroporto José Maria Córdova, local do pouso.
Das 77 pessoas que estavam a bordo, apenas seis sobreviveram ao acidente: o goleiro reserva Jackson Follmann, o lateral Alan Rushel e o zagueiro Neto, os três atletas do time catarinense; o jornalista da rádio Oeste de Chapecó-SC Rafael Henzel; a comissária de bordo Ximena Suárez e o técnico de aviação Erwin Tumiri, esses dois últimos bolivianos. O goleiro titular Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas morreu durante atendimento médico.
Entre os 71 mortos, 44 faziam parte da delegação da Chapecoense sendo dezenove atletas e os outros 25 restantes eram diretores (inclusive o presidente do clube Sandro Pallaoro) e membros da comissão técnica, como o treinador Caio Júnior. Morreram ainda no desastre 20 profissionais da imprensa, entre eles o comentarista da Fox Sports e ex-jogador e treinador Mário Sergio e seis tripulantes. Quatro pessoas estavam na lista de embarque mas não viajaram por motivos particulares ou pessoais.
Logo após a conformação do acidente o que se viu foi uma onda de tristeza que se abateu por todo o mundo seguido de homenagens de todas as partes, como de clubes se prontificaram a ajudar tanto financeiramente como de ceder atletas e reestruturação do departamento de futebol. O Nacional, em meio á comoção abriu mão da disputa da Copa Sul-Americana, sugerindo que a Conmebol ceda o troféu de campeão do torneio a equipe catarinense, além da vaga para a Copa Libertadores do ano que vem. No Brasil, clubes pediram a CBF para que a Chapecoense não seja rebaixada nos próximos três anos.


trajetória da Chapecoense

A Associação Chapecoense de Futebol foi fundado no dia 10 de maio de 1973 em Chapecó, cidade localizada no estado brasileiro de Santa Catarina com pouco mais de duzentos mil habitantes. O primeiro título, o Catarinense de 1977 possibilitou o clube a disputar pela primeira vez o Campeonato Brasileiro do ano seguinte, pois naquela época os estaduais eram classificatórios para o nacional. Foi campeão catarinense também por mais quatro vezes, a última esse ano.
Em termos nacionais, a Chape disputou a primeira divisão por dois anos seguidos em 1978 e 1979. No ano seguinte esteve na segunda divisão, retornando em 1987 após um período sem disputas nacionais. Na década de 90 vieram as participações na então Série C (terceira divisão) em 1992 e de 1995 a 1998, divisão essa que voltaria a participar somente em 2007.
Com a criação da Série D (quarta divisão nacional) em 2009 a Chapecoense passaria a disputar as competições nacionais de maneira ininterrupta desde então: o 3° lugar desse mesmo ano faira com que o time catarinense subisse para a Série C, onde ficaria de 2010 a 2012. Em 2013 a volta para a Série B depois de muitos anos, sendo que graças ao vice-campeonato no ano seguinte jogaria a Série A, onde está atualmente.
Com boas participações no Brasileirão, a Chape adquiriu a direito de disputar a Copa Sul-Americana do ano passado, chegando até as quartas de final ao parar somente no River Plate-ARG, na época campeão da Copa Libertadores, assim como o colombiano Nacional hoje. Neste ano porém a campanha seria bem melhor, e histórica: classificações sobre o multicampeão argentino Independiente nas oitavas, goleada na volta sobre o Junior-COL e por fim empate por um gol no Nuevo Gasómetro em Buenos Aires-ARG daria (e deu) a vantagem de jogar por outra igualdade, mas sem gols diante do San Lorenzo, outro grande argentino.
E assim como contra o Independiente, o algoz dos hermanos atendia pelo nome de Danilo: quatro pênaltis defendidos na disputa contra o time de Avellaneda e defesa com os pés nos acréscimos diante do campeão da Libertadores de 2014 puseram o pequeno time brasileiro na sua primeira decisão internacional de sua curta história. Era a realização de um sonho, sonho esse que chegou ao fim na noite de 29 de novembro de 2016...



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