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domingo, 18 de junho de 2017

Especial Copa das Confederações



Depois de publicarmos um mini-guia sobre a décima edição da Copa das Confederações que está sendo jogado na Rússia, hoje é a vez de você conhecer um pouco mais do torneio que reúne os campeões das confederações continentais (histórico, campeões, dados estatísticos etc).


história do torneio

Atualmente participam oito seleções, sendo os seis campeões continentais da Europa (UEFA - Eurocopa), América do Sul (Conmebol - Copa América), Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf - Copa Ouro), África (CAF - Copa Africana de Nações), Ásia (AFC - Copa da Ásia) e Oceania (OFC - Copa das Nações). As outras duas vagas são preenchidas pelo campeão da última Copa do Mundo e, é claro, pelo país organizador. Caso haja alguma desistência o vice-campeão ou o melhor colocado abaixo do desistente ocupa a vaga.
As duas primeiras edições levava o nome de Copa Rei Fahad e foram realizadas na Arábia Saudita. Durante uma década (de 1995 a 2005) passou a ser disputado a cada dois anos, com a FIFA oficializando o torneio a partir de 1997 e desde 2005 a cada quatro anos. E de 2001 em diante (com exceção de 2003) organizado pelo país anfitrião da Copa do Mundo do ano seguinte.


os campeões

Com quatro títulos, o Brasil de longe é o maior vencedor, tendo vencido as três últimas edições. Outra seleção que venceu por mais de uma vez é a França, com dois títulos e seguidos. Argentina, Dinamarca e México completam a lista de vencedores, sendo os mexicanos os últimos campeões tirando Brasil ou França:

4 Brasil (1997, 2005, 2009 e 2013)
2 França (2001 e 2003)
1 Argentina (1992)
   Dinamarca (1995)
   México (1999)


ranking de pontos

A liderança pertence ao Brasil com 74 pontos, mais que o dobro do segundo colocado México. Com dois títulos a França aparece em terceiro, mesmo com apenas duas participações:

74 Brasil
32 México
27 França
22 Espanha
19 Estados Unidos
18 Argentina
17 Japão


todos os participantes

Somando os três estreantes desse ano são 33 as seleções que estiveram ao menos em uma edição da Copa das Confederações. Ausentes dessa edição, os brasileiros são os que mais participaram do torneio, estando presente em sete das nove edições realizadas até aqui. O México igualou-se ao Brasil na atual edição enquanto que na terceira posição em número de participações aparece o Japão com cinco:

7 participações
Brasil (1997, 1999, 2001, 2003 , 2005, 2009 e 2013)
México (1995, 1997, 1999, 2001, 2005, 2013 e 2017)

5 participações
Japão (1995, 2001, 2003, 2005 e 2013)

4 participações 
Arábia Saudita (1992, 1995, 1997 e 1999)
Estados Unidos (1992, 1999, 2003 e 2009)
Austrália (1997, 2001, 2005 e 2017)
Nova Zelândia (1999, 2003, 2009 e 2017)

3 participações
Argentina (1992, 1995 e 2005)
Camarões (2001, 2003 e 2017)
Alemanha (1999, 2005 e 2017)

2 participações
França (2001 e 2003)
África do Sul (1997 e 2009)
Egito (1997 e 2009)
Nigéria (1995 e 2013)
Uruguai (1997 e 2013)
Espanha (2009 e 2013)
Itália (2009 e 2013)

1 participação
Costa do Marfim (1992)
Dinamarca (1995)
República Tcheca (1997)
Emirados Árabes Unidos (1997)
Bolívia (1999)
Canadá (2001)
Coreia do Sul (2001)
Colômbia (2003)
Turquia (2003)
Tunísia (2003)
Grécia (2005)
Iraque (2009)
Taiti (2013)
Chile (2017)
Portugal (2017)
Rússia (2017)


jogadores mais vezes campeões

Nada mais nada menos que 22 jogadores levantaram a taça mais de uma vez, e logicamente apenas brasileiros e franceses:

França Desailly, Landreau, Marlet, Dacourt, Coupet, Silvestre, Lizarazu, Sagnol, Pires e Wiltord
Brasil Gilberto Silva, Lúcio, Luisão, Juan, Kaká, Dida, Julio César, Robinho, Zé Roberto, Maicon, Daniel Alves e Julio Batista


mais participações

O goleiro Dida é o único a participar de cinco edições (metade do total). Quatro jogadores estiveram em quatro edições enquanto que outros 34 jogadores participaram por três vezes:

5 Dida-BRA
4 Lucio-BRA
  Pavel Pardo-MEX
  Cláudio Suárez-MEX
  Mohammed Al-Khilaiwi-ARA


mais jogos

Brasileiros e mexicanos lideram a lista no Top 5, com o goleiro Dida como o jogador que mais vezes entrou em campo pela competição: 22 vezes. Outros seis jogadores atuaram em mais de dez jogos:

22 Dida-BRA
17 Lucio-BRA
16 Pavel Pardo-MEX
14 Claudio Suárez
13 Ronaldinho Gaúcho-BRA
11 Tony Vidmar-AUS
    Emerson-BRA


maiores artilheiros

Com nove gols anotados a artilharia da Copa das Confederações pertence a dois jogadores: o mexicano Cuauhtémoc Blanco e o brasileiro Ronaldinho Gaúcho. Blanco porém precisou de apenas oito jogos, cinco a menos que o atleta do Brasil.

9 Cuauhtémoc Blanco-MEX
  Ronaldinho Baúcho-BRA
8 Fernando Torres-ESP
7 Romário-BRA
  Adriano-BRA


1992 Arábia Saudita - o último título intercontinental da Argentina

Na primeira edição da Copa das Confederações, ou Copa Rei Fahad participaram apenas quatro seleções, sendo os campeões continentais da Conmebol, Concacaf e África, além do país organizador. Disputado em semifinal e final, Argentina e Arábia Saudita decidiram o título após eliminar respectivamente Costa do Marfim e Estados Unidos. Na final deu Argentina 3 a 1 com o último gol marcado por Diego Simeone, atual técnico do Atlético de Madrid-ESP.


1995 Arábia Saudita - Dinamáquina (parte 2)

O número de participantes subiu para seis com a adição dos campeões da Ásia e Europa, sendo divididos em dois triangulares (grupos de três) onde os campeões decidiam o título. Em um grupo a Dinamarca ficou em primeiro após terminar empatado em todo os critérios com o México, sendo preciso as disputas de pênaltis para definir o finalista. Na outra chave deu Argentina, deixando pra trás Nigéria e Japão. Na decisão a Dinamarca impediu o bi argentino ao vencer por 2 a 0.


1997 Arábia Saudita - Brasil campeão no novo formato


Dois anos depois o torneio passou a ser oficializado pela FIFA e desde então passou a reunir oito seleções: o país anfitrião, o campeão da Copa do Mundo e os seis campeões continentais. Os oito times foram divididos em dois grupos de quatro classificando os dois primeiros para as semifinais e depois a final, sistema esse que perdura até hoje. Campeã da Eurocopa 1996, a Alemanha declinou do convite, sendo substituída pela República Tcheca.
No Grupo A seguiram adiante Brasil e Austrália com os anfitriões e mexicanos ficando pelo caminho enquanto que no Grupo B Uruguai e República Tcheca avançavam deixando pra trás Emirados Árabes e África do Sul. Nas semifinais os brasileiros bateram os tchecos enquanto que os uruguaios seriam eliminados surpreendentemente pela Austrália. Mas na final nada de zebra, e Brasil campeão com uma sonora goleada de 6 a 0 com três gols de Ronaldo e três de Romário.


1999 México - anfitriões campeões


A edição de 1999 da Copa das Confederações foi a primeira a ser realizada fora da Arábia Saudita, sendo o México o país escolhido. E os anfitriões não fizeram feio, conquistando o título inédito após bater o Brasil na final por 4 a 3 no lendário Estádio Azteca.
Mas voltando do início, os donos da casa ficaram em primeiro em seu grupo e avançaram junto com a Arábia Saudita. Bolívia e Egito voltaram mais cedo pra casa.
No outro grupo os brasileiros terminaram com três vitórias, uma delas por 4 a 0 sobre a poderosa Alemanha, eliminada precocemente junto com a Nova Zelândia (o outro classificado foi os Estados Unidos). Campeão do Mundo um ano antes, a França não participou do torneio e com isso a vaga ficou com o vice Brasil, campeão da Copa América de 1997. Com isso, abriu uma vaga para a América do Sul que foi preenchida pela Bolívia, derrotada em casa pelos brasileiros na já citada competição sul-americana. Outra vaga aberta foi na Concacaf para os Estados Unidos, vice da Copa Ouro pois o anfitrião México era também campeão continental.
Numa semifinal ambos os rivais da Concacaf se enfrentaram, com vitória mexicana enquanto que na outra os brasileiros massacraram os sauditas por 8 a 2, essa que por muito tempo foi a maior goleada da competição. E por fim como foi dito no começo do texto, o título acabou mesmo com os donos da casa.


2001 Coréia do Sul / Japão - tríplice coroa francesa


Pela única vez até hoje o torneio foi realizado em dois países, na Coreia do Sul e no Japão, que um ano depois organizariam em conjunto a Copa do Mundo. Dessa vez estavam todos os seis campeões continentais além dos dois países-sedes (um deles campeão asiático) e do campeão mundial de 1998, ausente dois anos antes.
Cada grupo foi disputado em um país: na Coreia do Sul três seleções terminaram empatadas com seis pontos, sendo que os critérios de desempate classificaram franceses e australianos, com os anfitriões eliminados ao lado do México, detentor do título e que voltou pra casa sem nenhum ponto; no Japão outro anfitrião avançou junto com o Brasil. Camarões e Canadá acabaram eliminados.
As duas semifinais também foram divididas em cada país, sendo que na coreana a França passou pelo Brasil assim como fez na Copa do Mundo três anos antes. E na semifinal japonesa os donos da casa não decepcionaram e eliminaram os australianos. Assim, a final de 1999 se repetiria na disputa de terceiro lugar com a Austrália se vingando e derrotando o Brasil. E pela segunda edição seguida o anfitrião chegava em uma final, mas ao contrário da edição anterior não terminaria campeão, com o título ficando com a França, sua terceira conquista diferente em apenas três anos somando-se a Copa do Mundo de 1998 e a Eurocopa de 2000.


2003 França - tragédia ofusca o bicampeonato francês


Depois do fiasco na Copa do Mundo de 2002 os franceses usaram o torneio disputado em casa pra apagar a imagem que ficou arranhada um ano antes. Mas essa edição ficaria marcada por uma grande tragédia: a morte do camaronês Marc Vivian Foe em pleno gramado durante a partida semifinal diante da Colômbia.
Novamente os brasileiros fizeram uma péssima campanha, eliminados ainda na primeira fase junto com os Estados Unidos. De seu grupo avançaram Camarões e Turquia, terceira colocada da Copa do Mundo 2002 convidada no lugar da vice Alemanha, que mais uma vez desistiu de participar do torneio. Já França e Colômbia deixou pra trás Japão e Nova Zelândia. Na semifinal europeia os donos da casa passaram pelos turcos enquanto que na fatídica partida deu Camarões. 
Na final realizada no Stade de France, palco do título mundial francês cinco anos antes deu França campeã por 1 a 0 gol de Thierry Henry e assim como o México em 1999 o título ficava com os donos da casa, mas nesse caso não houve comemorações...


2005 Alemanha - goleada em final sul-americana

A partir dessa edição ficou acertado que a Copa das Confederações passaria a ser jogada um ano antes da Copa do Mundo no país-sede do organizador do Mundial. Com isso o torneio não seria mais realizado a cada dois anos, e sim a cada quatro anos. Novamente todos os campeões continentais estavam presentes e como o Brasil era o atual campeão da Copa do Mundo e Copa América, a sua vaga no torneio continental foi ocupada pela vice Argentina.
Em um grupo alemães e argentinos seguiram juntos eliminando Tunísia e Austrália; no outro o México ficou em primeiro enquanto que o Brasil, que vencera apenas um jogo, avançou graças ao saldo de gols e com isso deixando japoneses pra trás. Outra eliminada desse grupo foi a Grécia, surpreendente campeã europeia um ano antes.
E o que poderia se transformar em um novo vexame brasileiro como ocorreu nas duas últimas edições não se concretizou: vitória nas semifinais sobre os anfitriões alemães e na decisão o melhor estaria por vir: goleada por 4 a 1 diante da arquirrival  Argentina e o segundo título da competição exatamente um ano depois da final entre ambos da Copa América, que também terminou com vitória brasileira.


2009 África do Sul - tricampeonato brasileiro em solo africano


Com nenhuma desistência tivemos todos os campeões continentais na África do Sul e com três favoritos entre os participantes: Brasil, Itália e Espanha. Em um grupo os espanhóis terminaram em primeiro com os anfitriões em segundo. Iraque e Nova Zelândia ficaram pelo caminho. Na outra chave o Brasil acabou com 100% de aproveitamento após vencer italianos, japoneses e norte-americanos, todos esses empatados com apenas três pontos (uma vitória e duas derrotas). O saldo de gols determinaria a classificação dos Estados Unidos, que nas semifinais enfrentaria e venceria de forma surpreendente a Espanha, que um ano depois seria campeã da Copa do Mundo. Já os brasileiros passariam pelos donos da casa com gol da vitória nos minutos finais.
E na decisão os brasileiros em sua quarta final e a segunda consecutiva tomaria um susto ao levar dois gols dos norte-americanos ainda no primeiro tempo, mas na etapa complementar Luis Fabiano com dois gols e o zagueiro Lúcio no fim da partida daria o terceiro título da Copa das Confederações ao Brasil.


2013 Brasil - é tetra!


Em meio aos protestos pela realização da Copa do Mundo de 2014 era jogado no Brasil um ano antes a nona edição da Copa das Confederações com a presença de quatro campeões mundiais, sendo os últimos três: Brasil (2002), Itália (2006) e Espanha (2010). O Uruguai completou o quarteto.
E os quatro não deram chances aos adversários, com Brasil e Itália se classificando no Grupo A deixando pra trás Japão e México e no Grupo B Espanha e Uruguai avançaram com Nigéria e Taiti eliminados. A goleada espanhola sobre o país da Oceania por 10 a 0 passou a ser a maior da história da competição.
Com isso tivemos duas semifinais entre seleções do mesmo continente: na sul-americana deu Brasil (2x1) diante do Uruguai e na semifinal europeia Espanha e Itália empataram sem gols e as disputas de pênaltis puseram os espanhóis na final.
Maracanã lotado no domingo dia 30 de junho viram um espetáculo brasileiro: sonoros 3 a 0 sobre os espanhóis, simplesmente atuais campeões mundiais e bi europeu. E assim os brasileiros conquistariam outro tetra dezenove anos depois, mas dessa vez o da Copa das Confederações.





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